A escola de samba Batuque Ancestral fez história e conquistou, pela primeira vez, o título de campeã do carnaval de Natal. A escola receberá um prêmio de R$ 60 mil.
Recém-promovida do grupo de acesso, a agremiação foi a primeira a desfilar na avenida no último sábado e alcançou o topo da Série A com um enredo de forte identidade afrocentrada. A escola perdeu apenas um décimo na comissão de frente e dois décimos na bateria, terminando com 99,7 pontos. A apuração ocorreu nesta quarta-feira (25), na sede da Fundação Capitania das Artes (Funcarte).
Fundada em 2018, a agremiação apresentou o tema “Kemet: afrocentricidade e conhecimento, batuque é luta contra o apagamento”, destacando o legado do Egito Negro como berço de saberes que influenciaram a filosofia, a medicina e a ciência ocidentais.
No grupo de acesso, a campeã foi a Imperatriz Alecrinense, que retorna à elite do carnaval em 2027. A escola venceu com 98,2 pontos ao homenagear o músico potiguar Carlos Zens, no enredo
A apuração também teve um momento histórico negativo para o carnaval da capital potiguar. As duas escolas mais tradicionais da cidade, Malandros do Samba e Balanço do Morro, foram rebaixadas para o grupo de acesso. A escola Malandros do Samba foi previamente desclassificada após um recurso apresentado pela Balanço do Morro ser aceito pela comissão da Funcarte. A Balanço do Morro apontou que houve o uso de fantasias e alegorias de anos anteriores e de uma quadrilha junina, em desacordo com o regulamento.
Dessa forma, mesmo com a pontuação que a colocaria em segundo lugar, com 98,9 pontos, a Malandros do Samba foi penalizada e acabou automaticamente rebaixada para o grupo de acesso.
Já a autora do recurso terminou a apuração com a menor pontuação entre as escolas da Série A: 96,4, prejudicada em alegorias/adereços e evolução. A escola havia levado para a avenida um enredo celebrando seus 60 anos de fundação e buscava o 29º título da história.
Segundo a Funcarte, o desfile dela foi comprometido por acidentes envolvendo carros alegóricos, o que impactou diretamente as notas.
A Império do Vale, única escola fora da capital, representante da cidade de Ceará-Mirim, conquistou o segundo lugar com 98,2 pontos e um prêmio de R$ 45 mil. A escola homenageou a educadora e ex-vereadora Leonor Soares.
Já a Águia Dourada, do bairro do Alecrim, desfilou com um enredo sobre as diferentes visões da morte nas sociedades e ficou em 3º lugar com 97,9 pontos e prêmio de R$ 30 mil. Por fim, a Acadêmicos de Morro, do bairro de Mãe Luíza, conquistou a quarta premiação: R$ 15 mil. Na avenida, a agremiação retratou o sertão potiguar pela história do município de Messias Targino, “O diamante da Cultura Potiguar”.
Com informações de Tribuna do Norte


