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O medicamento Kisunla (donanemabe), da farmacêutica Eli Lilly, começará a ser oferecido no Brasil para pacientes em estágio inicial de Alzheimer. Aprovado pela Anvisa em abril, o remédio é um anticorpo monoclonal que elimina placas de beta-amiloide no cérebro, retardando a perda cognitiva.
Indicado para comprometimento cognitivo leve ou demência leve, o Kisunla é aplicado mensalmente por via intravenosa em ambiente clínico ou hospitalar, com duração máxima de 18 meses. Nos testes clínicos, reduziu em até 35% a progressão da doença e em 37% o risco de avanço de fase, representando um atraso médio de 4,4 meses no declínio cognitivo.
O tratamento, no entanto, tem alto custo. O preço máximo por frasco de 350 mg definido pela CMED é de R$ 5,4 mil, mas em clínicas pode ultrapassar R$ 30 mil por mês, considerando aplicação e acompanhamento. A Dasa será uma das primeiras a oferecer o remédio em São Paulo e no Rio de Janeiro, a partir de setembro, com valores a partir de R$ 8 mil o frasco.
Os três primeiros meses exigem doses de 700 mg (dois frascos), seguidos de 1.400 mg (quatro frascos) mensais. Dados de acompanhamento sugerem que os efeitos se mantêm mesmo após o fim da terapia.
Especialistas alertam para riscos importantes, como hemorragias e edemas cerebrais, inclusive fatais, exigindo ressonâncias periódicas e seleção criteriosa dos pacientes — apenas aqueles em fase muito inicial da doença e sem predisposição genética. Também é necessário comprovar a presença de placas amiloides no cérebro, por exames de difícil acesso no país.
Ainda não há previsão de cobertura pelo SUS ou planos de saúde.


