Moacir é um ex-jogador de futebol campeão do mundo pela seleção brasileira, em 1958. Era meio campo do Flamengo e reserva de Didi. Não jogou nenhuma partida na Copa. Sua reverência ao colega do Botafogo e titular absoluto da seleção era tanta que, na celebração da vitória, na Suécia, foi em Didi que deu o primeiro abraço após entrar em campo no apito final.

Conta Armando Nogueira que na festa da vitória, numa boate em Estocolmo, ao entrar no local viu que todos dançavam. Damas louras e cavalheiros morenos, dois a dois, num completo carnaval.

Deu de cara com o Moacir, carinha de menino triste, mas que triste não era (e nem estava). Ele pulava no salão à meia luz aos cuidados de uma loura estonteante.

O jogador, antevendo o lance e antecipando-se para que não estragassem a sua festa particular, dirigiu-se ao jornalista e pediu, entre dentes, quase em murmúrio.

- Não fala o meu nome. Me chama de Pelé...

Na imagem que ilustra a postagem, Moacir está entre Zagallo e Dida, na Suécia, em 1958.

Créditos de informações e imagens para criação do texto: “O canto dos meus amores” (Armando Nogueira); Revista Placar.