O carnaval é uma festa que mexe com o brasileiro e em Natal não poderia ser diferente, nem mesmo em tempos de guerra. Há diversos relatos de bailes e movimentações populares na cidade, no período em que os americanos estavam ocupando Parnamirim Field. Criou-se até mito em torno da figura do Zé Areia, que seria o eterno “Rei Momo” ou até que se vestia de mulher.

Outro fato que ganhou a memória dos natalenses diz respeito a um dia, que não se sabe o ano ao certo, quando um grupo de americanos perguntavam incessantemente por uma mulher chamada “Cecília” e ninguém sabia de quem se tratava. Acontece que na época, a música “Cecília” tocou inúmeras vezes na rádio e nos bailes, durante os dias de Carnaval.

Quando chegou a quarta-feira de Cinzas e os festejos pararam, os americanos não entenderam e como não sabiam falar direito o português, só perguntavam:  - Onde está Cecília?

Letra - Cecília (Roberto Martins) 

Pra mostrar que braço é braço,
Eu conquistei Cecília !
Enfrentei balas de aço,
Mas conquistei Cecília.
(bis)

Ai, ai, Cecília,
Ai, ai, Cecília,
Eu não sei amar a mais ninguém,
E tu sabes que eu te quero meu bem,
Ai, ai, Cecília,
Ai, ai, Cecília,
Vem comigo e tu serás feliz,
Ai, ai, Cecília.

Realmente deve ser difícil explicar a um estrangeiros, que no primeiro trimestre do ano, o País para completamente por causa de uma festa, sem contexto cívico ou religioso. Viva o carnaval.

Descida da Avenida Rio Branco onde foi tirada a foto deste post, entre os anos de 1943 a 1945