É difícil apontar vencedores em uma guerra. Na verdade, quando batalhas mortais dividem a humanidade, não há vitoriosos, mas apenas os que restaram. Porém, no atual confronto entre russos e ucraniano, há apenas um vencedor: Donald Trump.

E, para explicar isso, é preciso voltar um pouco no tempo. O leitor lembrará da narrativa repetida a exaustão por diversos veículos de comunicação do Brasil - e do mundo -, de que Trump era um desequilibrado, incapaz de dialogar com quem pensa diferente dele e que, a qualquer momento, poderia ser o responsável por desencadear uma terceira guerra mundial. Pois bem. Trump passou quatro anos no poder sob essa "realidade" fake criada por seus adversários.

No cargo mais importante do planeta, o ex-presidente americano manteve as principais potências do mundo sob rédea curta, dialogando de cabeça erguida, como quem mostra ao oponente quem tem poder de verdade. Assim foi seu encontro com Xin Jinping, o ditador chinês, com o próprio Vladimir Putin, o russo que agora virou vilão mundial, e até mesmo com Kim Jong-un, o norte-coreano que recebeu um mandatário americano pela primeira vez em seu território. E a paz reinou.

Menos de um ano após perder o cargo para Biden, Trump assiste de camarote aqueles que o defenestraram. O primeiro sinal do risco que a humanidade estava correndo veio com a fuga atrapalhada dos EUA do Afeganistão, entregando o país alvo de décadas de disputa ao controle dos terroristas do Taliban. Agora, o ataque russo à Ucrânia, feito sem medo da reação do Ocidente, que claramente não virá devido a incapacidade dos seus atuais líderes de... liderar.

Pior é pensar que ainda restam mais 3 anos do mundo sob um Biden de cócoras na Casa Branca. E, nesse tempo, há uma série de consequências ainda maiores e mais graves que poderão surgir e interferir de forma definitiva no rumo do planeta. Como não há perspectivas para uma mudanca de postura do presidente dos EUA, fica a dica: salve-se quem puder.