Na Irlanda do Norte há um ditado popular: “Maradona Good. Pelé Better. George Best”. George Best nasceu em Belfast, a maior cidade da Irlanda do Norte, e foi descoberto pelo famoso olheiro do time do Manchester United, Bob Bishop. Ele enviou o garoto de 15 anos para o técnico dos Red Devils, Matt Busby, com o seguinte bilhete: “encontrei um gênio para você”.

Best permaneceu no MU de 1963 a 1974. Jogava com a 7 às costas. Foi duas vezes campeão inglês e uma vez campeão europeu. Tinha em Busby o seu padrinho e protetor. Compôs com Bobby Charlton e Denis Law um imortal ataque do Manchester que marcou junto 665 gols.

 Deixou o Manchester com 27 anos e foi jogar nos Estados Unidos. Lá encontrou outro gênio: Pelé. Este pelo NY Cosmos e Best pelo LA Aztecs, jogaram na temporada de 1976/1977. 

Em face de sua vida desregrada extra campo teve curta carreira. Em 2002, estava destruído pela cirrose, tendo que fazer um transplante de fígado. A cirurgia foi um sucesso, mas Best voltou a beber. Em 2005, nova internação. Seu estado era grave. Pelé visitou-o, deixou um envelope e pediu para ser aberto somente após a despedida.

Com Pelé já fora do hospital, seu parceiro no ataque do MU, Denis Law abriu o envelope que continha uma mensagem de apoio, desejo de melhoras e terminava assim: “from the second BEST soccer player of all time. Pelé”. (do segundo melhor jogador de futebol de todos os tempos. Pelé).

Best riu e disse: “Este foi o último e melhor brinde da minha vida”.

Morreu dias depois, em 25.11.2005, aos 59 anos de idade.  

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: As melhores histórias do futebol mundial (Sérgio Pereira); http://pelethebest.blogspot.com/2015/05/pele-e-george-best-os-primeiros.html?m=1