Com a confirmação da chegada do jogador japonês Honda para o Botafogo, a coluna lembra que a ligação entre o futebol e o automobilismo no país é mais comum do que se pode imaginar.

Engana-se quem pensa que o Honda será o primeiro “Fórmula 1” a envergar a camisa de um time brasileiro e a jogar em gramados nacionais. O Flamengo teve um esforçado volante na equipe campeã brasileira de 2009: Williams. Lá no início dos anos 90, o Santos teve um centroavante que foi artilheiro do Campeonato Brasileiro/1991 e conhecido como Paulinho “McLaren”.

Forçando a barra em relação a F1, embora não seja jogador, mas agora temos uma equipe Red Bull também na primeira divisão do futebol brasileiro.

Saindo da Formula 1, mas ainda relacionado ao automobilismo, vamos ainda mais distante para trazer a lembrança do folclórico zagueiro Beto “Fuscão”, que jogou no Grêmio e Palmeiras e chegou a disputar 08 (oito) jogos pela seleção brasileira, entre 1976 e 1977. Na mesma época, o também zagueiro Luis Pereira (Palmeiras e Seleção Brasileira) era chamado por parte da imprensa esportiva por Luis “Chevrolet”, em face a sua velocidade e poder de recuperação.

Menos famoso que os demais, mas que também flutuou no futebol paulista nos anos 70 foi o ponta João Carlos “Motoca”, companheiro de Sócrates no Botafogo de Ribeirão Preto (não é automobilismo, mas cabe pelo ineditismo do apelido). 

Portanto, essa relação tão próxima entre nomes de escuderias, fabricantes de motores, marcas famosas de carros e jogadores de futebol mostra como os dois esportes possuem uma relação como paixões nacionais que são e têm Pelé e Ayrton Senna como ídolos e ícones no Brasil e no mundo.