Plano Detalhe

04/07/2019 05:00

Homem-Aranha: Longe de Casa estreia em Natal; veja a programação

Fotos: Sony

Homem-Aranha: Longe de Casa estreia em Natal; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 4 a 10 de julho:

Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home, 2019): O amigão da vizinhança embarca com Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele, relutantemente, aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques que espalharam o caos pelo velho continente. (10 anos, 130 minutos).

Um Homem Fiel (L´homme Fidèle, 2019): Marianne deixa Abel por Paul, seu melhor amigo e pai de seu futuro filho. Oito anos depois, Paul morre. Abel e Marianne voltam a namorar, despertando sentimentos de ciúmes tanto no filho de Marianne, Joseph, quanto na irmã de Paul, Eva, que ama Abel secretamente desde a infância. (14 anos, 75 minutos).

Continuam em cartaz:

Turma da Mônica - Laços (2019): Com o desaparecimento de seu cachorro Floquinho, Cebolinha desenvolve um plano infalível para resgatá-lo. Para isso, ele vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras. (Livre, 96 minutos).

Annabelle 3 - De Volta Para Casa (Annabelle Comes Home, 2019): Determinados a impedir que Annabelle crie ainda mais caos, os demonólogos Ed e Lorraine Warren trazem a boneca possuída à sala de artefatos que fica trancada em sua casa, isolada em um local “seguro”, protegida por um vidro sagrado e com a benção de um padre. Porém, uma noite de horror os aguarda à medida que Annabelle desperta espíritos malignos na sala, que se voltam a um novo alvo: a filha de 10 anos dos Warrens, Judy, e suas amigas. (14 anos, 116 minutos).

Pets - A Vida Secreta dos Bichos 2 (The Secret Life of Pets 2, 2019): Após conhecer o irmão Duke e viver aventuras com seus amigos Gigi, Bola de Neve e Chloe, o cãozinho Max terá de se acostumar com mais um novo integrante na família. (Livre, 86 minutos).Toy Story 4 (2019): Decidido a lutar pela felicidade de Bonnie, Woody parte em nova aventura para recuperar o novo brinquedo favorito da garota. Na jornada, o xerife e sua trupe se reúnem a novos e velhos amigos. (Livre, 100 minutos).

Toy Story 4 (2019): Decidido a lutar pela felicidade de Bonnie, Woody parte em nova aventura para recuperar o novo brinquedo favorito da garota. Na jornada, o xerife e sua trupe se reúnem a novos e velhos amigos. (Livre, 100 minutos).

MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black - International, 2019): Sete anos após seu último lançamento, a franquia MIB: Homens de Preto retornam aos cinemas com seu mais novo exemplar, Internacional. Estrelado por Chris Hemsworth e Tessa Thompson (ambos de Vingadores – Ultimato, 2019), o filme acompanha os agentes H e M na maior e mais global ameaça à Organização MIB. (12 anos, 114 minutos).

Aladdin (2019): Adaptação em formato live-action do clássico de animação da Disney, conta a história de um jovem humilde que descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode lhe conceder desejos. Agora, o rapaz quer conquistar a moça por quem se apaixonou, mas ela é uma princesa que está prestes a noivar. (10 anos, 128 minutos).

 

OBS: Os horários dos filmes podem ser conferidos nos sites dos cinemas

02/07/2019 17:13

Turma da Mônica – Laços: carinho que transcende a tela

Fotos: Maurício de Sousa Produções

Turma da Mônica – Laços: carinho que transcende a tela

Por João Victor Wanderley

Desde a infância, minhas visitas à minha avó materna são repletas de afeto. Dessas visitas, se fortaleceu a relação com uma das pessoas que mais amo, minha prima Camila – irmã, na verdade –, uma das responsáveis por me fazer ter interesse em histórias.

Ela assinava a coleção da Turma da Mônica e sempre que uma nova edição chegava, fazia questão de me passar. Por muitos anos eu tive o hábito de ler e reler algumas das revistas que mais gostava, me fazendo respeitar demais a obra de Maurício de Sousa.

Não me recordo de algo tão representativo para gerações brasileiras ter ido às telonas com uma nova linguagem, o que me deixou receoso desde o anúncio da adaptação. Felizmente, a produção envolvida demonstrou a mesma atenção que o material original tem, até hoje, com seu público.

Em Turma da Mônica – Laços (2019), após o desaparecimento de Floquinho, Cebolinha (Kevin Vechiatto), Mônica (Giulia Benitte), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) partem para resgatar o cachorrinho, passando por uma jornada que moldará a relação entre os quatro.

Somos apresentados ao quarteto principal e a convidativa cidade de Limoeiro. É impossível não notar, já no primeiro ato, a força estética do filme, muito responsável por nos fazer aceitar essa releitura. A direção de arte aposta em cores muito bem definidas e vivas, que vão desde os figurinos irretocáveis às casas e locações escolhidas.

É fácil perceber que a história se passa numa realidade possível e próxima à nossa, mas que traz uma fantasia jamais deslocada graças ao tom cartunesco adotado. Parece que estamos vendo a simulação de uma animação, e isso soa lindo aqui. Esse viés cartunesco ajuda a diminuir o impacto de se fazer um Live Action – trabalho que utiliza atores reais – de um desenho com traços tão característicos e pouco simétricos com a realidade.

Turma da Mônica - Laços tem um design de produção belíssimo (Imagem: Paris Filmes)

O filme ainda faz questão de construir uma estética atemporal, que remete à jornada dos quadrinhos ao longo do tempo. Compreendemos que a história se passa nos dias de hoje através da forma de agir e de falar das crianças – que usam expressões como “só que não”. Ao mesmo tempo, vemos objetos antigos como alguns veículos ou modelos de telefone.

A abordagem da trama é muito respeitosa com o público, jamais adotando recursos que possam agredir os espectadores mais novos. Reparem nas cenas onde a Mônica descarrega sua força e a câmera exclui os acontecimentos do enquadramento, priorizando as reações de quem assiste. Além de não glorificar a violência, preserva a ingenuidade e a pureza infantil das revistinhas.

O roteiro de Thiago Dottori – a partir da Graphic Novel de Vitor e Lu Cafaggi – encontra na direção de Daniel Rezende o suporte para transformar o filme em brincadeira. Ao abrir e fechar com alguns rabiscos imprecisos do que seriam os protagonistas, a produção parece reforçar a ideia de que vemos uma história saída diretamente da cabeça de uma criança apaixonada por esse universo.

Não por acaso, nos deparamos com referências a Jotalhão, Orácio e com o próprio Maurício de Sousa, numa participação como o responsável por uma banca repleta de revistas de toda a turma, numa pura demonstração de respeito e carinho pelo material adaptado.

O filme ainda encontra uma maneira singela de abordar a complexa relação entre Cebolinha e Mônica. Ele, por querer ser o líder da “tulma”, têm a garota como sua rival, levando-o a elaborar estratégias para vencê-la. Por outro lado, ela é a primeira que se prontifica a ajudar o amigo quando este perde seu cachorro.

Essa relação de idas e vindas ganha contornos tocantes quando representa as confusões de uma mente ingênua. Reparem na singela cena onde a Mônica se encontra incapaz de revidar as palavras ásperas do Cebolinha, desmoronando em lágrimas que fazem o amigo se arrepender do que disse.

Reparem também quando ambos estão dormindo e, inconscientemente, ficam felizes apenas por suas mãos se tocarem acidentalmente. São momentos simples e tocantes assim que dão ao subtítulo Laços uma ideia mais substancial de união, consolidada na camada mais objetiva – quando os laços amarrados nas árvores demarcam o caminho para não se perderem – ou na metafórica – quando remete à proximidade do grupo.

O lindo trabalho de fotografia emula a vivacidade dos quadrinhos (Imagem: Captura de tela/trailer do filme)

Para traduzir tudo isso em imagem, a fotografia de Azul Serra e a montagem de Marcelo Junqueira e Sabrina Wilkins constroem esses momentos com calma, gastando o tempo necessário nos enquadramentos mais significativos. Além disso, os três também se destacam em atribuições particulares.

O primeiro consegue dar dinamismo com movimentos de câmera fluidos, como quando desliza lateralmente ao acompanhar os quatro em ação. Também cria enquadramentos de pura beleza estética, como se montasse uma página de quadrinho. A cena do grupo passeando pela floresta com o sol ao fundo é lindíssima.

Já os outros dois fazem ótimo jogo de cortes, dando ritmo e jamais sendo confuso. O melhor momento da dupla é na montagem instigante na participação do Louco, que passa uma surrealidade condizente com a personagem e ainda conta com um Rodrigo Santoro inspirado.

Mesmo com tantos atributos técnicos, talvez o maior feito de Daniel Rezende seja mesmo a condução de seu elenco. É visível a inexperiência dos quatro, que não são necessariamente bons atores. Mas o diretor usa isso a seu favor, evitando coloca-los em situações de carga dramática mais forte e construindo todo o drama necessário na montagem. Além disso, fica evidente que as crianças estão se divertindo demais em cena, o que dá a sensação de naturalidade. Eles não parecem estar atuando e têm ótima química.

Turma da Mônica – Laços tem algumas facilitações narrativas, não chega a ser tão complexo como algumas obras da Pixar e talvez não cative adultos sem ligação com o material original, mas conversa objetivamente com seu público alvo e, para os fãs mais velhos como eu, é um prato cheio de nostalgia.

Me peguei sorrindo feito uma criança, como se acabasse de voltar no tempo e visitasse a casa da minha avó. Como se reencontrasse a minha prima, novamente ingênuos, para conversar sobre essa turminha tão amada. E levando em consideração as reações da minha esposa, creio que algo similar tenha acontecido a ela. Como ignorar essa capacidade que o cinema tem de nos fazer dialogar com nossas memórias afetivas?

 

Nota 8,5/10

28/06/2019 09:33

As Quatro Estações do Ano e a beleza da trivialidade

As Quatro Estações do Ano e a beleza da trivialidade

Por Joao Victor Wanderley

Uma história bem contada é aquela que convence o espectador através da narrativa, envolve-o e o faz se importar com o que é visto em tela. Filmes sobre o cotidiano têm um dificultador maior, já que pretendem conquistar o público a partir de algo dominado por ele: a rotina. Além de não contar com o extraordinário, precisa soar coerente com a vida real e ainda ser atraente. Nesse quesito, As Quatro Estações do Ano (The Four Seasons, 1981), é bem-sucedido.

A produção acompanha três casais de meia idade em quatro viagens, cada uma realizada numa estação do ano. É inegável que a figura de Alan Alda seja crucial aqui, já que ele escreve, dirige e protagoniza a obra.

Sempre carismático, Alda não precisa fazer esforço para conquistar nossa empatia. Mesmo que demonstre sucesso nas poucas cenas mais dramáticas, é sua figura leve e de sorriso fácil que se propaga – aliás, uma persona bem estabelecida em diversos outros filmes, já que ele, corriqueiramente, retorna a papeis desse tipo.

Carol Burnett e Alan Alda lideram o bom elenco de As Quatro Estações do Ano

Carol Burnett e Alan Alda lideram o bom elenco de As Quatro Estações do Ano

Na direção é esquemática, longe de qualquer pretensão visual mais arrojada, ele basicamente aponta a câmera e filma, sem movimentos ousados ou enquadramentos muito significativos. Esse tipo de direção funciona bem aqui, já que o roteiro é a alma do projeto.

A história segue uma estrutura muito similar a de Tudo Bem no Ano Que Vem (Same Time, Next Year, 1978), protagonizado pelo próprio Alda. Capítulos separados por uma breve montagem, e identificados pela estação da vez, retratam os encontros de Jack e Kate Burroughs (Alan Alda e Carol Burnett); Nick e Anne Callan (Len Cariou e Sandy Dennis); Claudia e Danny Zimmer (Rita Moreno e Jack Weston); e Ginny Newley (Bess Armstrong), que entra no grupo posteriormente.

Toda a beleza do roteiro está em como as personagens são construídas na trivialidade. São os diálogos despretensiosos – e algumas vezes bem objetivos – que conseguem montar as personalidades dessas sete figuras que movem a trama. Seja na primavera, onde todos conversam ao redor da mesa, ou no outono, quando uma simples partida de futebol revela inseguranças, a dinâmica se constrói em como cada um reage ao outro.

A intimidade entre eles é evidenciada através das demonstrações do afeto e, principalmente, nas ofensas. Compreendemos que essa relação é forte ao vermos como cada um lida com os maiores defeitos do outro e, ainda assim, permanecem se amando.

Cena de As Quatro Estações do Ano

Cena de As Quatro Estações do Ano

Nesse ponto, é legal observar como as estações dialogam com os altos e baixos dos amigos. Da beleza primaveril, onde eles se reencontram para matar a saudade, ao frio inverna, que tanto representa o distanciamento – traduzido nas duas personagens que explodem pelo desgaste – quanto a necessidade de proximidade – quando alguém alega temer envelhecer sozinho.

Outros temas corriqueiros se fazem presentes, como a maneira em que o divórcio interfere no círculo de amizade e como idade e vaidade são confrontados com a chegada de alguém mais novo, seja de forma positiva ou negativa.

As Quatro Estações do Ano é daqueles filmes que seduz pelo humor leve, mas que se fortalece justamente nas pequenas turbulências habituais do cotidiano. Constrói uma memória afetiva doce e amarga, que nos faz lembrar como a vida consegue ser simples e complexa ao mesmo tempo. Tudo isso graças a um roteiro bem escrito e o elenco certo.

 

Nota 8/10

27/06/2019 18:00

Midway - filme de guerra do diretor de Independence Day ganha trailer

Fotos: Divulgação

Midway - filme de guerra do diretor de Independence Day ganha trailer

Mais lembrado por seu cinema-catástrofe – Independence Day (1996), O Dia Depois de Amanhã (2004) e 2012 (2009) –, Roland Emmerich volta seu inegável talento para destruição à Segunda Guerra Mundial.

Midway acompanhará os ataques à base de Pearl Harbor e suas consequências, culminando na terrível Batalha de Midway. O elenco conta com Ed Skrein (Deadpool, 2016), Luke Evans (Mistério no Mediterrâneo, 2019), Patrick Wilson (Aquaman, 2018), Woody Harrelson (Três Anúncios para um Crime, 2017), Dennis Quaid (Juntos Para Sempre, 2019) e Aaron Eckhart (Sully - O Herói do Rio Hudson, 2016). O filme tem previsão de lançamento para o dia 8 de novembro nos EUA.

27/06/2019 16:00

Netflix divulga imagens de Os Cavaleiros do Zodíaco

Fotos: Divulgação

Netflix divulga imagens de Os Cavaleiros do Zodíaco

O perfil japonês da Netflix no Twitter deu uma pequena amostra do visual da nova adaptação de Os Cavaleiros do Zodíaco.

Sucesso que marcou toda uma geração no Brasil, a animação acompanha um grupo de lutadores que juram proteção à Saori, reencarnação da deusa grega Athena. Para isso, os cavaleiros contam com a ajuda das sagradas armaduras de bronze, ligadas às constelações do zodíaco.

A estreia será em 19 de julho e a temporada terá 12 episódios de 30 minutos cada. Confira as imagens e também o trailer lançado ainda em 2018.

27/06/2019 13:17

Primeiro trailer de As Panteras é lançado

Fotos: Divulgação

Primeiro trailer de As Panteras é lançado

A nova adaptação de As Panteras ganha seu primeiro trailer. O filme será estrelado por Naomi Scott (Aladdin, 2019), Kristen Stewart (Personal Shopper, 2016) e Ella Balinska (da série The Athena, 2018).

O elenco ainda conta com os experientes Patrick Stewart (Logan, 2017), Djmon Hounson (Shazam!, 2019) e Elizabeth Banks (Power Rangers, 2017), que dirige o filme e também participa do roteiro.

Ainda sem detalhes sobre a trama, As Panteras tem previsão de lançamento nos Estados Unidos para 15 de novembro.

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