Plano Detalhe

22/08/2019 05:00

Veja a programação dos cinemas em Natal

Fotos: Divulgação

Veja a programação dos cinemas em Natal

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 22 a 28 de agosto:

Brinquedo Assassino (Child´s Play, 2019): No dia do seu aniversário, Andy (Gabriel Bateman) ganha de presente de sua mãe, Karen (Audrey Plaza), o boneco mais aguardado dos últimos tempos. Altamente tecnológico, ele pode se conectar a qualquer dispositivo inteligente da Kaslan, empresa responsável por sua fabricação. No entanto, quando crimes estranhos começam a acontecer, eles passam a suspeitar que o brinquedo pode não ser tão inofensivo quanto parece. (16 anos, 90 minutos).

Os Brinquedos Mágicos (Tea Pets, 2017): Bonecos infusores de chá são pequenas figuras de porcelana que ganham cores diferentes quando despejam chá em seus corpos. Quanto mais profunda a cor, mais precioso é o boneco. Nathan é um boneco que vive em uma loja de chá com seus amigos, mas debocham dele por não conseguir ganhar cor. Quando um robô surge na loja dizendo ser do futuro, Nathan e seus amigos decidem se unir a ele para embarcarem numa aventura. (Livre, 98 minutos).

(Imagens: Divulgação)

Continuam em cartaz:

Era Uma Vez... Em Hollywood (Once Upon a Time... In Hollywood, 2019): O filme revisita a Los Angeles de 1969, que estava em transformação, através da história do astro Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que traçam um caminho em meio à indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono trabalho de Quentin Tarantino é um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood. (16 anos, 161 minutos).

Eu Sou Brasileiro (2019): Léo é um jogador de futebol excepcional e possui todas as qualidades para ser o ídolo de um grande clube. Numa partida em que é acompanhado por um importante olheiro, sofre um acidente que acaba com a sua carreira. Sete anos depois, supera, dia-a-dia a depressão. Com incentivo de uma professora e inspirado pela família, luta para dar a volta por cima. (10 anos, 84 minutos).

A Última Loucura de Claire Darling (La Dernière Folie de Claire Darling, 2018): Em Verderonne, uma pequena aldeia na região do Rio Oise, é o primeiro dia de verão e Claire Darling (Catherine Deneuve) acorda convencida de que está vivendo seu último dia. Ela decide então esvaziar sua casa e se livra tudo, sem distinção. Seus objetos amados ecoam uma vida trágica e extravagante. Esta última loucura traz de volta Mary (Chiara Mastroianni), sua filha que não a via há 20 anos. (12 anos, 94 minutos).

Nada a Perder – Parte 2 (2019): Esse é o segundo e último filme baseado na série de livros escrita pelo jornalista Douglas Tavolaro sobre a vida de Edir Macedo. Enquanto o primeiro mostrava a busca espiritual de Macedo, desde a infância até o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, essa continuação foca no crescimento da Universal pelo mundo e principalmente, nos casos mais polêmicos envolvendo denúncias e ataques ao bispo e à igreja que ele ajudou a fundar. (12 anos, 120 minutos).

Meu Amigo Enzo (The Art of Racing in the Rain, 2019): Baseado no premiado romance de Garth Stein, Meu Amigo Enzo é uma história emocionante narrada por um cão espirituoso e filosófico chamado Enzo. Através de seu vínculo com seu dono, Denny Swift (Milo Ventimiglia), um aspirante a piloto de corridas de Fórmula 1, Enzo ganha uma visão profunda e divertida da condição humana e entende que as técnicas necessárias na pista de corrida também podem ser usadas para passar com sucesso pela jornada da vida. O filme segue Denny e os amores de sua vida – sua esposa Eve (Amanda Seyfried), sua jovem filha Zoe (Ryan Kiera Armstrong) e, finalmente, seu verdadeiro melhor amigo Enzo. (10 anos, 109 minutos).

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019): O policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o ex-agente Shaw (Jason Statham), adversários na franquia Velozes & Furiosos, precisam unir forças para combater o anarquista Brixton (Idris Elba), um homem geneticamente aprimorado e em controle de uma arma biológica perigosa que pode alterar a humanidade para sempre. (14 anos, 135 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Turma da Mônica - Laços (2019): Com o desaparecimento de seu cachorro Floquinho, Cebolinha desenvolve um plano infalível para resgatá-lo. Para isso, ele vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras. (Livre, 96 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

16/08/2019 20:20

Era Uma Vez... Em Hollywood: diferente, mas um autêntico Tarantino

Fotos: Sony

Era Uma Vez... Em Hollywood: diferente, mas um autêntico Tarantino

Por João Victor Wanderley

“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.”. A frase que dá nome a um dos álbuns de Gabriel, O Pensador pode, muito bem, ser aplicada a Quentin Tarantino. O cineasta costuma brincar em suas obras com a maneira de fazer cinema, misturando ideias repetidas que resultam em algo original e que estabelece seu estilo. Porém, desta vez, ele entrega seu trabalho mais diferente, mesmo trazendo todas as suas características.

Era Uma Vez... Em Hollywood (Once Upon a Time ... in Hollywood, 2019) mostra a Los Angeles de 1969 através do olhar de três personagens: Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um famoso ator de TV em declínio, seu amigo e dublê Cliff Booth (Brad Pitt) e Sharon Tate (Margot Robbie), uma jovem atriz em início de carreira.

Para aproveitar melhor o filme, o espectador precisa estar ciente sobre o que aconteceu com Tate – e saber isso é essencial na compreensão de onde Tarantino quer chegar. Do trio de protagonistas, apenas a atriz é recriação de uma figura verídica. Ela fora brutalmente assassinada por seguidores de Charles Manson, uma espécie de mentor intelectual que manipulava seus seguidores para cometer crimes.

Era Uma Vez foge da estrutura clássica onde, por exemplo, uma personagem precisa se locomover de um ponto A até um ponto B ou realizar/impedir algo. O roteiro aqui não tenta contar uma história bem definida, mas apresentar um recorte de um período e um local específicos.

Compreender essa escolha é uma maneira eficiente de evitar frustrações já que existe uma quebra de expectativa aqui. O material entregue é diferente do que, normalmente, se espera de Tarantino. Nesse sentido, acompanhamos uma recriação de época tão rica em detalhes que é como se fossemos jogados no ano em questão. Existe um valor de produção absurdo através da direção de arte.

Figurinos, carros, estúdios, objetos de cena, fachadas de lojas, letreiros de cinemas com as obras em cartaz, músicas tocando em rádios, séries sendo exibidas na TV... Os pensamentos da época são capturados através dos diálogos eficientes: o desejo pela notoriedade, a vaidade dos artistas, a luta contra o ostracismo, a filosofia Hippie que se opõe à autoridade e prega a liberdade sexual... Toda a ambientação é bem-sucedida, seja no âmbito físico ou ideológico.

(Set de filmagens de Era Uma Vez... Em Hollywood)

Por outro lado, a falta de um elemento condutor atrasa nosso envolvimento com o que é mostrado – mesmo que a trama jamais seja desinteressante. É como se ficássemos alheios até que o engajamento emocional, que vai surgindo pouco a pouco, seja consolidado. Até lá, parece que acompanhamos “um documentário” sobre como era viver em 1969.

De qualquer forma, chama atenção como o roteiro trabalha os contrastes das diversas visões de uma realidade e, principalmente, traz sensibilidade. Existe uma simbiose incrível entre atuações, texto e direção.

Acostumado a interpretar vilões caricatos, Rick é muito canastrão e tem trejeitos exagerados, embora tenha talento. Longe das câmeras, existe um homem inseguro, capaz de se emocionar após uma grande cena ou de se transtornar ao errar suas falas. Aliás, o momento em que se cobra no camarim é brilhante por ser hilário e sensível. Leonardo DiCaprio está sensacional, transitando entre a persona das séries, a insegurança de quem vê a carreira declinar e a comicidade – essa para nós da plateia.

O olhar de Rick também serve para nos jogar nos bastidores da produção televisiva. A síntese dessa proposta está na gravação do episódio de uma série – que existiu de verdade. Após o erro de uma fala, a câmera desfaz o movimento para retornar à posição inicial e, em seguida, repetir tudo. O momento é registrado pela câmera do filme que, por sua vez, emula a da série, num exercício de metalinguagem bem aplicado.

Já Cliff personifica o profissional de Hollywood que não consegue mais trabalho. O dublê, que tem idade avançada e carrega um passado dúbio, se sustenta como assistente do amigo Rick Dalton. Nesse seguimento, o humor é explorado com sucesso graças ao roteiro e ao timing impecável de Brad Pitt.

Com gags físicas e piadas rápidas, o ator constrói uma persona naturalmente engraçada, sem cair no estereótipo. Ele ainda mostra como a passagem de tempo é cruel no ramo, quando visita um rancho antigo, usado para filmagens no passado, e vemos o que aconteceu com o proprietário.

(DiCaprio e Pitt estão excelentes; Robbie faz o melhor com o pouco material que tem)

Por fim, Sharon representa a ânsia de quem começa a crescer em Hollywood. Enérgica e cheia de vida, a jovem atriz simboliza a felicidade de quem está realizando um sonho. Essa mensagem é brilhantemente captada quando ela vai ao cinema assistir a um filme seu e se preocupa em notar a recepção da plateia – e é legal ver que Tarantino preserva a imagem da Tate verdadeira ao não recriar a cena exibida.

Entretanto, é curioso perceber a visão idealizada que o projeto tem de Sharon Tate. Como personagem, ela não acrescenta à trama e limita demais o trabalho de Margot Robbie – que se sai muito bem com o que tem. Por outro lado, surge como um símbolo do sentimento que o diretor tem pela época retratada.

Assim, não espanta que ela apareça sempre sorrindo, dançando, transbordando felicidade, vestida com cores quentes e enquadrada com bastante luz, como uma entidade. Uma demonstração de que Tarantino consegue ser sensível...

Em sua filmografia, o cineasta segue uma fórmula própria. Entre si, suas produções divergem bastante em essência, embora sejam semelhantes em estrutura. Todas trazem violência exagerada, humor ácido, trama não-linear, diálogos ágeis, ritmo acelerado e uma sensação de pertencimento a um universo particular.

Tudo isso está presente em Era Uma Vez, mas, de uma maneira nova. A diferença aqui é a dosagem: o diretor controla mais seus impulsos e extravagâncias, entregando sobriedade temática que aproxima o filme, o máximo possível, da nossa realidade. Por muito tempo temos um tom leve e mais próximo do que é uma comédia.

(Tatantino em filmagem de seu 9ª filme)

Mas estamos falando de um cineasta que não segue a lógica comum. Ao decidir ser o que estamos acostumados a ver, provoca uma catarse deliciosamente assustadora. É como se tentasse se livrar de amarras e, quando consegue, instaura o caos (narrativamente controlado).

Seja com uma conversa completamente trivial entre bandidos, instantes antes de provocar uma crueldade, ou quando recorre à ultraviolência, nos fazendo sentir gratificação pelo que vemos, o diretor parece tentar compensar seus fãs por terem aceitado fazer essa viagem com ele. Impressionante justamente por ter vindo depois do sentido autocontrole, o choque provocado é saborosamente real.

É legal também ver como ele se abraça ao seu universo próprio, permitindo-se distorcer alguns fatos. Ao assinar seu 9º trabalho com a tradicional frase inicial das fábulas, atesta a liberdade artística que adota com maestria ao distorcer a verdade para que esta sirva à trama. Tal escolha cria momentos memoráveis, como o embate fantástico entre Cliff e Bruce Lee (Mike Moh) ou a inserção de Rick em séries ou filmes reais.

A estética da obra é apurada, repleta de cor e movimentos de câmera interessantes. Tarantino utiliza de gruas para sair do quintal de uma casa e descer pelo telhado de outra, enquadramentos enviesados durante uma disputam por autoridade e travellings que deslizam durante uma cavalgada para dar ritmo. Ritmo, aliás, que nunca chega a ser acelerado, mas que é bom o suficiente para que não sintamos o peso das suas 2h40 de duração.

Era Uma Vez... Em Hollywood não é perfeito. É tecnicamente irrepreensível, mas exige do espectador algum conhecimento prévio para se ambientar melhor até ser cativado por completo – o que demora. Mas é extremamente divertido, bem executado e uma recriação competente de um período idolatrado por seu realizador. Pode ser diferente, mas é um autêntico Tarantino!

Nota 8,5/10

15/08/2019 05:00

Novo Tarantino e festival de cinema italiano chegam à Natal; veja a programação

Fotos: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley

Novo Tarantino e festival de cinema italiano chegam à Natal; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 15 a 21 de agosto:

Era Uma Vez em... Hollywood (Once Upon a Time in... Hollywood, 2019): O filme revisita a Los Angeles de 1969, que estava em transformação, através da história do astro Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que traçam um caminho em meio à indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono trabalho de Quentin Tarantino é um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood. (16 anos, 161 minutos).

Festa do Cinema Italiano: A mostra 8 ½ Festa do Cinema Italiano traz para Natal os filmes que se destacaram nos principais festivais de cinema do mundo, além de alguns clássicos.

Durante a semana, serão exibidas obras como Lucia Cheia de Graça, Euforia, Noite Mágica e Silvio e os Outros. Veja a programação completa.

Eu Sou Brasileiro (2019): Léo é um jogador de futebol excepcional e possui todas as qualidades para ser o ídolo de um grande clube. Numa partida em que é acompanhado por um importante olheiro, sofre um acidente que acaba com a sua carreira. Sete anos depois, supera, dia-a-dia a depressão. Com incentivo de uma professora e inspirado pela família, luta para dar a volta por cima. (10 anos, 84 minutos).

A Última Loucura de Claire Darling (La Dernière Folie de Claire Darling, 2018): Em Verderonne, uma pequena aldeia na região do Rio Oise, é o primeiro dia de verão e Claire Darling (Catherine Deneuve) acorda convencida de que está vivendo seu último dia. Ela decide então esvaziar sua casa e se livra tudo, sem distinção. Seus objetos amados ecoam uma vida trágica e extravagante. Esta última loucura traz de volta Mary (Chiara Mastroianni), sua filha que não a via há 20 anos. (12 anos, 94 minutos).

Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro (Scary Stories to Tell in the Dark, 2019): A cidade de Mill Valley é assombrada há décadas pelos mistérios envolvendo o casarão da família Bellows. Em 1968, a jovem Sarah Bellows, uma garota problemática que mantinha um mau relacionamento com os pais, foi ao porão para escrever um livro repleto de histórias macabras. Décadas mais tarde, um grupo de adolescentes descobre o livro e passa a investigar o passado de Sarah. No entanto, as histórias do livro começam a se tornar reais. (14 anos, 103 minutos).

Nada a Perder – Parte 2 (2019): Esse é o segundo e último filme baseado na série de livros escrita pelo jornalista Douglas Tavolaro sobre a vida de Edir Macedo. Enquanto o primeiro mostrava a busca espiritual de Macedo, desde a infância até o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, essa continuação foca no crescimento da Universal pelo mundo e principalmente, nos casos mais polêmicos envolvendo denúncias e ataques ao bispo e à igreja que ele ajudou a fundar. (12 anos, 120 minutos).

(Imagens: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley)

Continuam em cartaz:

Meu Amigo Enzo (The Art of Racing in the Rain, 2019): Baseado no premiado romance de Garth Stein, Meu Amigo Enzo é uma história emocionante narrada por um cão espirituoso e filosófico chamado Enzo. Através de seu vínculo com seu dono, Denny Swift (Milo Ventimiglia), um aspirante a piloto de corridas de Fórmula 1, Enzo ganha uma visão profunda e divertida da condição humana e entende que as técnicas necessárias na pista de corrida também podem ser usadas para passar com sucesso pela jornada da vida. O filme segue Denny e os amores de sua vida – sua esposa Eve (Amanda Seyfried), sua jovem filha Zoe (Ryan Kiera Armstrong) e, finalmente, seu verdadeiro melhor amigo Enzo. (10 anos, 109 minutos).

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019): O policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o ex-agente Shaw (Jason Statham), adversários na franquia Velozes & Furiosos, precisam unir forças para combater o anarquista Brixton (Idris Elba), um homem geneticamente aprimorado e em controle de uma arma biológica perigosa que pode alterar a humanidade para sempre. (14 anos, 135 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home, 2019): O amigão da vizinhança embarca com Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele, relutantemente, aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques que espalharam o caos pelo velho continente. (10 anos, 130 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

12/08/2019 05:00

Sessão Review #3

Fotos: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley

Sessão Review #3

Por João Victor Wanderley

Seja por falta de tempo, demora a ter acesso ou mesmo por escolha sobre o que escrever, muitas das produções que assisto não recebem uma crítica aqui no Plano Detalhe. Escrever criteriosamente demanda tempo e esforço.

Para oferecer, ao menos, um olhar superficial sobre o que foi visto ou revisto, a Sessão Review traz comentários mais objetivos das obras que ficaram de fora do blog.

Minha Fama de Mau (2019)

A cinebiografia de Erasmo Carlos é dona de um estilo próprio que destoa das obras do gênero aqui no Brasil. A produção escolhe uma abordagem diferente para cada fase da vida do protagonista.

Quando no anonimato, vemos constantemente a quebra da quarta parede, onde Erasmo (Chay Suede) conversa diretamente com o público. Além disso, há influencias dos quadrinhos em transições que remetem às HQ’s – e não é uma escolha gratuita. A metalinguagem também é usada com inteligência para pontuar momentos que não entrarão em cena.

Na fase de sucesso, a produção se aproxima dos musicais com as letras do cantor e compositor capitulando a trama. Já o terceiro ato é mais sóbrio e um tanto amargo, dialogando com o declínio da carreira meteórica do artista.

O roteiro não oferece tanta profundidade, de maneira que uma composição estereotipada do elenco é mais que suficiente. Por um lado, enfraquece a humanização das personagens; por outro, atende à demanda descontraída. Nesse sentido, as atuações de Chay Suede como o “Tremendão” e Gabriel Leone como Roberto Carlos são adequadas e carismáticas – destaque especial para Vinicius Alexandre que vive o jovem Tião!

Minha Fama de Mau abraça a fanfarronice de forma saborosa, se mostrando um entretenimento gostoso de assistir e muito criativo.

Nota 8/10


Uma Noite de Crime (The Purge, 2013)

Durante 12 horas por ano, os Estados Unidos permitem que qualquer crime seja cometido. A medida visa diminuir a criminalidade liberando que as pessoas expressem seu ódio, mesmo que da forma mais violenta possível. Nesse contexto, acompanhamos uma família de classe alta que tem sua segurança ameaçada após acolher um homem que pedia ajuda.

Escrito e dirigido por James DeMonaco, o filme pontua discussões pertinentes como combater a violência através da mesma e as transformação dos pobres em alvos dos ricos. Porém, a produção perde sua força argumentativa ao focar no situacional.

Além disso, esbarra numa decisão que, paradoxalmente, fortalece e enfraquece a trama: se mergulhar na complexidade humana, deixa de levantar reflexões sociais; e se embarca no lado social, corre o risco de se render ao maniqueísmo.

Ao ir na segunda opção, o filme mostra como os pobres – especialmente negros – servem ao ódio da elite racista. Embora reflita, alegoricamente, um aspecto social, deixa de debater amplamente os impulsos sórdidos da natureza humana.

Uma Noite de Crime parte de um ponto interessante, mas opta pelo caminho mais fácil. Divide a comunidade entre ricos maus e pobres bons e se sabota ao preferir ser um terror genérico. Ainda assim, traz alguma provocação.

Nota 6/10

  

Uma Noite de Crime – Anarquia (The Purge - Anarchy, 2014)

O segundo capítulo da franquia mostra um grupo de cinco pessoas, liderado por um homem em busca de vingança, que precisa atravessar a cidade em segurança. O diretor e roteirista James DeMonaco tenta nos levar para outro lado da ideia.

Ainda vemos a elite branca usando o expurgo para praticar seus preconceitos, mas agora temos a ótica do lado mais pobre da sociedade, há maior ambiguidade nas ações mostradas aqui.

Novos conceitos são inseridos, como o leilão por pobres capturados, a força revolucionária que busca caçar os poderosos e uma sutil sugestão de envolvimento do Governo no extermínio.

Porém, novamente, a preocupação aqui não é se aprofundar nas reflexões, mas encontrar um escapismo genérico. Dessa vez, temos um filme com mais efeitos, confrontos, tiroteios e mortes. A estrutura narrativa se mostra repetitiva: os protagonistas procuram um local seguro, são surpreendidos e depois tentam encontrar outro local seguro.

Uma Noite de Crime – Anarquia também se inicia com uma boa proposta e até pontua novos olhares, mas se entrega ao cinema de entretenimento superficial, repleto de tiro, porrada e bomba.


12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição (The Purge – Election Year, 2016)

A terceira parte da série cinematográfica é a única que repete um protagonista. Leo Barnes (Frank Grillo) agora é chefe de segurança da Senadora Charlie Roan (Elizabeth Mitchell).

Candidata à presidência, Charlie defende o fim do Expurgo – evento anual que permite qualquer crime durante 12 horas. Temendo perder o controle, o atual governo retira a imunidade dos políticos durante o evento e inicia uma caça à candidata.

O filme até tenta pontuar alguma novidade como a extorsão das empresas de seguro que cobrem os comércios, o turismo de morte promovido pelo governo e, através da Senadora, a preservação pela vida. Mas logo se entrega à ação – que até funciona, mas cansa logo.

Sem trazer novos olhares e ao se prender à estrutura repetitiva mostrada anteriormente, 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição faz a franquia retroceder.

Nota 5,5/10

A Primeira Noite de Crime (The First Purge, 2018)

Precisando de novo fôlego, a franquia Uma Noite de Crime chega ao seu capítulo final – ao menos até o momento – buscando a origem do evento anual que libera o crime durante 12 horas. Aqui, vemos como ocorreu o primeiro Expurgo, ainda um evento teste aplicado pelo Governo.

James DeMonaco, que escreveu e dirigiu os filmes anteriores, assina o roteiro e deixa a direção para Gerard McMurray. Mas a intensão de revigorar esbarra na repetição estrutural, falta de profundidade reflexiva e, pela primeira vez, na ação mal coordenada.

A história se passa num bairro pobre com muitos moradores negros. A mensagem social que iniciou o projeto lá em 2013 fica ainda mais clara: limpar o país dos negros pobres – agora com apoio explícito do governo. Travestido de experimento científico, o Expurgo não sai como o planejado, o que leva parte da organização a acionar grupos de extermínio étnico contratados para dar os números esperados.

Tirando essa ideia pouco explorada, o que sobra é mais um produto que não fortalece seu posicionamento político para focar no choque ocasional da aplicação da violência. A direção de McMurray é ruim, deixando o ritmo desgastado e entregando cenas ruins de ação, com efeitos bem artificiais. A escolha por uma estética contrastante entre o escuro e o neon não acrescenta nada além de estranheza.

Repetitivo, pouco argumentado, cansativo, mal dirigido e desperdiçando um bom argumento, A Primeira Noite de Crime é o filme mais chato da franquia.

Nota 4/10


Shippados – 1ª Temporada (2019)

A primeira temporada de Shippados acompanha Rita (Tatá Werneck) e Enzo (Eduardo Sterblitch), dois verdadeiros fracassados em seus relacionamentos que, de tão estranhos, percebem que funcionam juntos.

A série traz diálogos banais incomuns conduzidos com um delicioso humor. Além disso, funciona, até certo ponto, como reflexo dos relacionamentos nos tempos da tecnologia. A todo momento a internet desempenha um papel fundamental, seja como fonte de pesquisa, orientador social ou local de desabafo.

Os roteiristas Fernanda Young e Alexandre Machado investem no desenvolvimento de seus protagonistas, algo incomum nas obras da dupla. Rita e Enzo são figuras atípicas e muito complexas. Nesse ponto, o talento de Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch segura a onda e torna quase tudo verossímil.

Porém, a série perde a mão ao tentar elevar o nível de complexidade do casal central. Seja quando ela surta inexplicavelmente com o parceiro ou quando ele mostra a relação paranoica com seus pais, a produção erra o tom e alcança alguns momentos de sentida chatice.

Tatá e Eduardo têm química e até conseguem compor suas personagens com sucesso, mas ainda pecam quando são mais exigidos dramaticamente. Tatá, por exemplo, se apoia demais em sua persona e resgata trejeitos de seu humor peculiar, como a voz falhando quando emula raiva ou as caretas excessivas. Talvez o fato dela estar em bastante evidência provoque um certo cansaço de sua figura – e isso eu digo lamentando, pois sou muito fã dela.

Shippados é irregular. Começa desinteressante, tem momentos realmente hilários, irrita desnecessariamente e, já no fim, entra nos trilhos. Tem um elenco afiado e um texto que é muito mais feliz quando se propõe às trivialidades.

Nota 6,5/10

09/08/2019 12:55

Olhos Que Condenam: a dor que nos põe no lugar do outro

Fotos: Netflix

Olhos Que Condenam: a dor que nos põe no lugar do outro

Por João Victor Wanderley

“Bandido bom é bandido morto.”. A máxima popular que ganhou ecos no Brasil dos últimos anos é um pensamento perigosamente superficial. Numa realidade onde a verdade nem sempre é clara, como podemos exigir tanto quando a própria justiça sucumbe à imperícia e, muitas vezes, à má fé?

São questionamentos assim, além de uma dor revoltante, que Olhos Que Condenam (When They See Us, 2019) provoca no espectador. Em 1989, quatro adolescentes afro-americanos e um latino-americano foram injustamente condenados pelo estupro de uma mulher branca.

Adaptando uma história real, a roteirista e diretora Ava DuVernay deixa evidente seu viés sócio-político já no primeiro episódio, ao mostrar um grupo de policiais – todos brancos – construindo uma versão distorcida dos fatos. Mesmo abordando garotos com 14, 15 e 16 anos, a polícia não se priva de gritar, violentar e manipular os suspeitos para que corroborarem com sua narrativa.

No julgamento, a promotoria segue a estratégia ao apresentar provas forjadas a um júri completamente branco, incapaz de reagir às diversas incoerências e contradições apontadas pela defesa. E quando nos chocamos por todos acabarem punidos, sem qualquer prova concreta, o baque se torna maior ao lembrarmos como a série reforça que a intolerância do ocorrido em 89 encontra eco 30 anos depois.

Em determinada cena, um famoso empresário – em imagens reais da época – clama por pena de morte para os jovens. Alguém alega que os 15 minutos de fama desse homem logo acabarão, mas o empresário em questão é Donald Trump, atual presidente dos EUA. Uma demonstração eficiente da perpetuação de um pensamento limitado e retrógrado.

Dividida em quatro partes, a produção também contempla as difíceis investidas de ressocialização da maioria dos protagonistas quando adultos. Antron McCray (Jovan Adepo), Yusef Salaam (Chris Chalk), Kevin Richardson (Justin Cunningham) e Raymond Santana Jr. (Freddy Miyares) tentam estabelecer uma rotina sob o olhar de familiares questionadores e da sociedade temerosa.

(Dos Cinco do Central Park, apenas Korey encarou uma prisão para adultos / Imagem: Netflix)

Os quatro sofrem para voltar a estudar, manter um relacionamento amoroso e, principalmente, conseguir um emprego. A desconfiança de todos e as palavras ásperas que ouvem nos mostram a dificuldade para um ex-detento reconstruir a vida honestamente.

Entretanto, mesmo cobrindo bem as passagens mais importantes da trama, Olhos Que Condenam apresenta alguns desequilíbrios narrativos. É obvio que centrar nos fatos é essencial e a série faz isso de forma satisfatória, mas peca ao criar certo distanciamento na construção de suas personagens principais.

Falta entrar nas personalidades dos cinco, pouco sabemos sobre quem eles realmente são. Tudo é relatado como um documentário que alcança todos os pontos da história, exceto a pessoalidade de seus protagonistas. Também falta clareza sobre o porquê desses garotos específicos, em meio a tantos outros, terem sido apontados pela polícia. A escolha se dá de forma arbitrária ou devida a alguma facilidade de manipulação?

O tempo dos mais jovens no reformatório é um tanto atropelado, pouco desenvolvido. Além disso, a Parte Três perde fôlego por ser repetitiva. A ideia é transmitida com clareza, mas desgastada por ser vista e revista num mesmo capítulo.

Outra discrepância está na construção de Korey (Jharrel Jerome) em relação aos demais. Até a Parte Quatro, pouquíssima informação é oferecida. Então, com um episódio totalmente dedicado a ele, a personagem passa a ser, de longe, a melhor composição do roteiro.

Compreendemos seus medos, desejos e motivações. Entramos em sua mente, descobrimos mais sobre seu passado e a relação familiar. Um episódio completo narrativamente, além de um prato cheio na parte dramática, nos fazendo sofrer juntos dentro de uma cela.

(A produção se permite algumas liberdades artísticas, sejam conceituais ou estéticas / Imagens: Netflix)

A bem conduzida direção de Ava DuVernay explora com talento as reações dos espectadores. Ela brinca com nossos sentimentos diversas vezes, nos levando do ódio às lagrimas sem esquecer de dar algumas recompensas emocionais no caminho.

Ela se permite algumas escolhas artísticas que refletem o estado mental de Korey, como suas interações com as alucinações que tem na prisão. Essa liberdade narrativa nos mostra mais sobre o rapaz e funciona como um motivador para ele, permitindo-o conforto ao “mudar” alguns acontecimentos de sua vida mentalmente.

A montagem tem papel fundamental ao resgatar os áudios da noite em que os protagonistas foram presos, representando o pesar que martela repetidamente em suas cabeças. Além disso, ao cobrir ação e reação, provoca grande tensão como no enervante veredito.

Ao criar momentos de impacto dramático, DuVernay usa bem os enquadramentos quase sempre. As cenas do interrogatório são incômodas pela proximidade em cada bofetão, cada grito. Quando os garotos começam a contar suas versões, são filmados ao centro da imagem. À medida em que vão sendo manipulados, passam a ocupar os cantos da tela, representando a falta de importância que têm para a polícia.

Seu deslize está na utilização exagerada do Contra-Polgée – enquadramento que filma de baixo para cima. Normalmente destinada a demonstrar uma superioridade e imponência de alguém, a técnica é aplicada diversas vezes durante o julgamento, chegando até a surgir em momentos inadequados.

(Jharrel Jerome entrega a atuação mais tocante de Olhos Que Condenam / Imagens: Netflix)

Único ator a interpretar as fases adolescente e adulta de uma mesma personagem, Jharrel Jerome brilha na transição precisa entre o rapaz assustado, incapaz de compreender o que está vivendo, e o homem determinado a lutar pela honra. Os olhos de Jerome são extremamente importantes no trabalho, refletindo bem cada fase vivida.

Porém, a série provoca estranhamento ao manter o ator e mudar os intérpretes dos demais na fase adulta. Os esforços para transformar Jerome numa figura mais velha entrega bons resultados e é válido até certo ponto. Quando vemos os cinco juntos, fica a sensação de que todos envelheceram, menos Korey.

O quinteto que interpreta os protagonistas mais jovens é excelente – inclusive eu lamento não ter visto mais cenas deles. Dentre os atores, outro que merece ser destacado é Asante Blackk. Como Kevin, ele brilha no capítulo inicial.

No ótimo elenco de apoio, os destaques são Niecy Nash como Delores Wise e Aunjanue Ellis como Sharon Salaam – respectivamente as mães de Korey e Yusef –, ambas demonstram força descomunal em cena; Felicity Huffman, implacável como a cínica e odiosa Linda Fairstein; e Vera Farmiga, que transmite complexidade como Elizabeth Lederer – a promotora demonstra não estar convencida da culpa dos garotos, mas sustenta a narrativa no tribunal, nos dando asco de sua figura.

Olhos Que Condenam é aquele tipo de soco no estômago que precisamos levar de vez em quando, para compreendermos melhor o lugar do outro antes de fazermos julgamentos vazios. Demonstra que a justiça ser cega não significa exatamente imparcialidade, mas que, por vezes, se recusar a enxergar a verdade, empalidecendo vergonhosamente diante de sua função primordial.

Nota 9/10

08/08/2019 12:25

Veja o que está em cartaz nos cinemas de Natal!

Fotos: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley

Veja o que está em cartaz nos cinemas de Natal!

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 8 a 14 de agosto:

My Hero Academia: 2 Heróis (Boku no Hero Academia the Movie, 2018): Deku e All Might recebem um convite para a I-Expo, a principal exposição mundial de habilidades de Quirk e inovações tecnológicas dos heróis! Em meio à empolgação, patrocinadores e profissionais de todos os cantos, Deku conhece Melissa, uma garota que é Quirkless assim como ele já foi. De repente, o sistema de segurança mais avançado da I-Expo é hackeada por vilões e um plano sinistro é iniciado. (12 anos, 96 minutos).

BTS - Bring The Soul: The Movie (BTS - Bring The Soul: The Movie, 2019): Depois da inesquecível turnê “Love Yourself”, o BTS retorna de modo triunfal às telas dos cinemas com BRING THE SOUL; THE MOVIE. Brilhando ainda mais que as luzes do palco, o grupo agora nos convida para os bastidores. No dia seguinte ao concerto final da turnê do grupo na Europa, em cima de um telhado em Paris, o BTS conta suas próprias histórias, desde a experiência de conhecer novas cidades até apresentações para milhares de fãs (que o grupo prefere chamar de ARMY) em todo o mundo. Uma visita ao mundo do BTS fora do palco, com conversas intimistas do grupo acompanhadas de apresentações espetaculares nos shows da turnê, esse é um evento cinematográfico imperdível. A jornada do BTS continua! (10 anos, 105 minutos).

Meu Amigo Enzo (The Art of Racing in the Rain, 2019): Baseado no premiado romance de Garth Stein, Meu Amigo Enzo é uma história emocionante narrada por um cão espirituoso e filosófico chamado Enzo. Através de seu vínculo com seu dono, Denny Swift (Milo Ventimiglia), um aspirante a piloto de corridas de Fórmula 1, Enzo ganha uma visão profunda e divertida da condição humana e entende que as técnicas necessárias na pista de corrida também podem ser usadas para passar com sucesso pela jornada da vida. O filme segue Denny e os amores de sua vida – sua esposa Eve (Amanda Seyfried), sua jovem filha Zoe (Ryan Kiera Armstrong) e, finalmente, seu verdadeiro melhor amigo Enzo. (10 anos, 109 minutos).

(Imagens: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley)

Continuam em cartaz:

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019): O policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o ex-agente Shaw (Jason Statham), adversários na franquia Velozes & Furiosos, precisam unir forças para combater o anarquista Brixton (Idris Elba), um homem geneticamente aprimorado e em controle de uma arma biológica perigosa que pode alterar a humanidade para sempre. (14 anos, 135 minutos).

Jornada da Vida (Yao, 2018): Em seu vilarejo no norte do Senegal, Yao é um garoto de 13 anos de idade disposto a tudo para encontrar o seu herói: Seydou Tall, um famoso ator francês. Convidado a promover o seu novo livro em Dakar, Tall retorna ao país de origem pela primeira vez. Para realizar o seu sonho, o jovem Yao prepara uma fuga e atravessa 387 quilômetros sozinho até a capital. Comovido com este jovem, o ator decide fugir às obrigações e acompanhá-lo de volta à sua casa. (10 anos, 103 minutos).

As Rainhas da Torcida (Poms, 2019): Sem grandes pretensões para os seus últimos dias de vida, a solitária Martha (Diane Keaton) se muda para o retiro de Sun Springs em busca de tranquilidade. Na comunidade de aposentados, ela conhece sua nova vizinha Sheryl (Jacki Weaver), uma mulher muito agitada que faz questão de se manter sempre presente. Uma amizade surge e Sheryl incentiva Martha a retomar sua vida como líder de torcida e, quebrando todas as convenções, elas organizam um grupo de líderes de torcida com mulheres acima dos 60 anos. O que antes seria apenas um hobby, começa a tomar novas proporções quando elas decidem participar de um concurso. Elas convidam Chloe (Alisha Boe) para ajudá-las nas coreografias e, juntas, descobrem todo o potencial que ainda possuem. (12 anos, 91 minutos).

Ted Bundy - A Irresistível Face do Mal (Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, 2019): Ted Bundy foi um dos Serial killers mais perigosos dos anos 1970. Além assassino, era sequestrador, estuprador, ladrão e necrófilo. Sua namorada, Elizabeth Kloepfer, tornou-se uma de suas defensoras mais leais, recusando-se a acreditar na verdade. (16 anos, 108 minutos).

As Trapaceiras (The Hustle, 2019): Duas vigaristas, uma de baixo e a outra de alto nível, competem para conseguir extorquir a fortuna de um ingênuo prodígio da tecnologia. (12 anos, 93 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home, 2019): O amigão da vizinhança embarca com Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele, relutantemente, aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques que espalharam o caos pelo velho continente. (10 anos, 130 minutos).

Toy Story 4 (2019): Decidido a lutar pela felicidade de Bonnie, Woody parte em nova aventura para recuperar o novo brinquedo favorito da garota. Na jornada, o xerife e sua trupe se reúnem a novos e velhos amigos. (Livre, 100 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

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