Plano Detalhe

26/09/2019 05:00

Brad Pitt, Hebe e pré-venda de Coringa agitam os cinemas; veja a programação

Fotos: Divulgação

Brad Pitt, Hebe e pré-venda de Coringa agitam os cinemas; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 26 de setembro a 2 de outubro:


Estreias

Ad Astra - Rumo às Estrelas (Ad Astra, 2019): Após 20 anos da partida do seu pai para uma missão sem volta em Netuno, McBride viaja pelo sistema solar para encontrá-lo e tentar descobrir por que sua missão falhou.

(14 anos, 123 minutos)

Hebe - A Estrela do Brasil (2019): Ao completar 40 anos de profissão e perto de chegar aos 60 anos de vida, Hebe está madura e já não quer ser apenas um produto que vende bem na tela da TV. Não suporta mais ser submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes. Durante o período de abertura política do país, na transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou para ter o direito de ser ela mesma na frente das câmeras, dona de sua voz e única autora de sua própria história.

(14 anos, 112 minutos)

Dor e Glória (Dolor y Gloria, 2019): Salvador Mallo, diretor de cinema em declínio, relembra sua vida e carreira, desde sua infância na cidade de Valência, nos anos 60. Salvador tem lembranças vívidas de seus primeiros amores, seu primeiro desejo, sua primeira paixão adulta na Madrid dos anos 80 e seu interesse precoce no cinema.

(16 anos, 113 minutos)

Abominável (Abominable, 2019): Quando a adolescente Yi encontra um jovem Yeti no telhado de seu prédio em Xangai, ela e seus amigos travessos Jin e Peng o nomeiam “Everest”. O grupo embarca numa jornada épica para levar a criatura mágica de volta para sua família no ponto mais alto da Terra. Mas, para ajudar “Everest” a voltar para casa, precisarão estar sempre um passo à frente de Burnish – um homem rico com a intenção de capturar um Yeti –, e da zoóloga Dr. Zara.

(Livre, 97 minutos).

O Menino que Fazia Rir (Der Junge Muss an Die Frische Luft, 2018): A emocionante história da infância de Hape Kerkeling, o comediante mais amado da Alemanha. Em 1972, ele era um menino gorducho que crescia na segurança de sua família e de parentes que adoravam se divertir. À primeira vista, ele pode não parecer o cara mais popular, mas tem um talento peculiar para observar as pessoas à sua volta e fazer imitações hilariantes. No entanto, acontecimentos inesperados causam uma grande reviravolta em sua infância perfeita.

(12 anos, 100 minutos)

Predadores Assassinos (Crawl, 2019): Quando um enorme furacão atinge sua cidade natal na Flórida, Haley vai em busca de seu pai desaparecido. Ao encontrá-lo gravemente ferido, os dois ficam presos na inundação. Enquanto o tempo passa, Haley e seu pai descobrem que o aumento do nível da água é o menor dos seus problemas.

(16 Anos, 87 minutos).


Continuam em cartaz

Rambo - Até o Fim (Rambo - Last Blood, 2019): O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), que agora vive recluso em um rancho na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida marcada por lutas violentas ficou para trás, mas deixou marcas irreparáveis. No entanto, quando uma jovem amiga da família é sequestrada, Rambo precisará confrontar seu passado e reviver suas habilidades de combate para enfrentar um dos mais perigosos cartéis mexicanos. A busca logo se transforma em uma violenta caçada por justiça.

(18 anos, 101 minutos)

Depois do Casamento (After the Wedding, 2019): A gerente de um orfanato em Calcutá, na Índia, luta para manter o estabelecimento funcionando. Desesperada por dinheiro, ela acredita ter encontrado a benfeitora perfeita, dona de empresa multimilionária. Porém, para receber o dinheiro, ela precisa viajar até Nova York e conhecer a mulher por trás da riqueza, em meio a uma pomposa celebração matrimonial. Chegando ao local, a gerente não consegue disfarçar os segredos que a unem ao marido da empresária.

(12 anos, 112 minutos)

Midsommar - O Mal Não Espera a Noite (Midsommar, 2019): Dani e Christian formam um jovem casal americano com um relacionamento prestes a desmoronar. Depois que uma tragédia familiar os mantém juntos, Dani, que está de luto, convida-se para se juntar a Christian e seus amigos em uma viagem para um festival de verão único em uma remota vila sueca. O que começa como férias despreocupadas de verão em uma terra de luz eterna, toma um rumo sinistro quando os moradores do vilarejo convidam o grupo a participar de festividades que tornam o paraíso pastoral cada vez mais preocupante e visceralmente perturbador.

(18 anos, 147 minutos)

O Maior Presente - Um Filmes Sobre o Perdão (El Mayor Regalo, 2018): O filme mostra a história de um diretor de cinema que quer dar um final feliz ao seu último filme. Para isso, ele vai em busca de histórias reais de pessoas que, apesar de terem sofrido experiências muito dolorosas, conseguiram dar um final diferente às suas histórias; que, no lugar de acabarem com vingança, optaram pelo maior presente de todos: o perdão.

(12 anos, 110 minutos).

Divaldo - O Mensageiro da Paz (2019): O filme conta a história do líder humanitário brasileiro Divaldo Franco, desde sua infância no interior da Bahia até se consagrar como filantropo, se tornar fundador da Mansão do Caminho e orador em prol da divulgação da doutrina espírita no Brasil e no mundo.

(12 anos, 118 minutos).

Vai Que Cola 2 - O Começo (2019): Antes de Dona Jô ter uma pensão. Antes de Jéssica conhecer Máicol. Assim que Ferdinando desembarcou no Rio e quando Terezinha ainda vivia com Tiziu... O novo longa da franquia que nasceu como série no Multishow e ganhou as telas dos cinemas reúne toda a turma do Méier para contar como tudo começou. Uma feijoada no Morro do Cerol põe juntos pela primeira vez os personagens que conquistaram o público na TV e no cinema.

(12 anos, 87 minutos)

IT - Capítulo 2 (IT - Chapter Two, 2019): Vinte e sete anos após os eventos que chocaram o Clube dos Perdedores, os amigos realizam uma reunião. No entanto, o reencontro se torna uma verdadeira e sangrenta batalha quando Pennywise, o palhaço, retorna.

(16 Anos, 169 minutos)

Bacurau (2019): Num futuro recente, um povoado do sertão de Pernambuco chamado Bacurau some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

(16 Anos, 131 minutos)

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei.

(10 anos, 118 minutos).


Shows, Pré-estreias e Pré-vendas Cinépolis

Pré-vendas e Pré-estreia: Coringa (Joker, 2019): Coringa é uma história original do famoso vilão dos quadrinhos e dos cinemas. A versão de Todd Phillips sobre Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um homem desprezado pela sociedade, não é só traz realismo ao personagem, mas também uma lição de vida.

No dia 2 de outubro, a Rede Cinépolis oferece sete sessões de pré-estreia em Natal.

No Cinépolis Natal Shopping: 20h00 / 20h30 / 21h00* / 22h40

No Cinépolis Partage Natal Norte: 20h00* / 20h30* / 21h00*

(18 anos, 122 minutos)

Show: Roger Waters - Us + Them (2019): Roger Waters, cofundador, força criativa e compositor da banda Pink Floyd, apresenta o tão aguardado filme Us + Them, com produção visual de última geração e som de tirar o fôlego nesse evento cinematográfico imperdível.

O show será exibido às 21h30 do dia 02 de outubro, no Cinépolis Natal Shopping, e apresenta canções dos lendários álbuns do Pink Floyd The Dark Side of the Moon, The Wall, Animals, Wish You Were Here e, do seu último álbum, Is This The Life We Really Want?.

(14 anos, 115 minutos).

Pré-venda: Metallica & San Francisco Symphony - S&M² (2019): A Trafalgar Releasing apresenta S&M2, a imperdível celebração do 20º aniversário dos inovadores shows e discos S&M2 do Metallica gravados com a Orquestra Sinfônica de São Francisco.

Veja-os mais uma vez se apresentando com a Sinfônica com o lendário maestro Michael Tilson Thomas conduzindo parte do show, dando início à sua última temporada em San Francisco. Gravado ao vivo nos dias 6 e 8 de setembro, os shows também comemoram a inauguração do moderno Chase Centre, uma adição histórica à orla da cidade.

Incluindo os clássicos do Metallica desde o lançamento do S&M em 1999, bem como versões sinfônicas de novas músicas, este lançamento nos cinemas dá a milhões de fãs em todo o mundo a chance única de experienciar este o show na tela do cinema.

O show terá transmissão ao vivo no dia 9 de outubro, às 20h00, no Cinépolis Natal Shopping.

(150 Minutos)

Pré-venda: Aparecida - Um Musical (2019): Há mais de 300 anos, a imagem de Nossa Senhora Aparecida é o maior símbolo da fé dos brasileiros. Sua história toca até os espíritos menos sensíveis de maneira poderosa e transformadora. E é isso o que o espetáculo Aparecida - Um Musical, de Walcyr Carrasco, oferece ao público a imersão em uma fé capaz de operar transformações humanas.

O espetáculo tem como fio condutor a história de Caio e Clara, um jovem casal sem crença ou religião que reside na cidade de São Paulo do tempo presente. Eles embarcam em uma jornada de descobrimento espiritual na esperança de cura de um câncer no cérebro de Caio.

A exibição será no dia 12 de outubro, às 19h30, no Cinépolis Natal Shopping.

(Livre, 135 minutos).

Pré-venda: Malévola - Dona do Mal (Maleficent - Mistress of Evil, 2019): Na sequência do sucesso de bilheteria global de 2014, Malévola e sua afilhada Aurora começam a questionar os complexos laços familiares que as prendem à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias.

O filme estreia no dia 17/10, mas os ingressos já estão à venda no Cinépolis Natal Shopping e no Cinépolis Partage Natal Norte.

(10 anos, 118 minutos)

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

23/09/2019 05:00

Rambo - Até o Fim: uma besta enjaulada com ódio (e muitos problemas)

Fotos: Divulgação

Rambo - Até o Fim: uma besta enjaulada com ódio (e muitos problemas)

Por João Victor Wanderley

A primeira coisa que me veio à cabeça após assistir a Rambo - Até o Fim (Rambo - Last Blood, 2019) foi Cristiano Ronaldo. Não que exista qualquer relação entre ambos, mas uma denominação específica para o atleta reflete perfeitamente à obra cinematográfica.

Dono de um apetite incontrolável por títulos e de uma carreira irrepreensível, o jogador português arranca entusiasmadas demonstrações de afeto dos fãs, como o memorável áudio que o define como “uma besta enjaulada com ódio”. Nenhuma outra definição parece mais adequada ao filme, que busca na animosidade irrefreável do protagonista o suspiro para sobreviver a um roteiro catastrófico.

Deixando o passado para trás, John Rambo (Sylvester Stallone) leva uma vida tranquila num rancho isolado. Lá, mora com uma antiga amiga de família, Maria (Adriana Barraza), e com Gabrielle (Yvette Monreal), neta desta e com quem mantém saudável relação paternal. Após a garota ser sequestrada, o ex-combatente recorre à linguagem que domina: a violência.

Dirigido por Adrian Grunberg, a produção pode ser dividida em duas partes, e a primeira é muito ruim. O roteiro mal escrito por Matthew Cirulnick e pelo próprio Stallone – a parir da história deste e de Dan Gordon – tenta criar um arco dramático emotivo, que humanize o protagonista e o coloque em conflito com sua essência violenta, mas não passa de uma caricatura.

A construção de personagens é muito limitada. Se, por um lado, acerta ao deixar o veterano de guerra mais à vontade num conjunto de túneis, refletindo sua sensação de deslocamento na sociedade, por outro, erra ao dizer literalmente que ele é perturbado e de natureza ruim. Não faz sentido algum lembrar uma pessoa o quão traumatizada ela é, principalmente se for a figura central de uma franquia em seu desfecho.

O pior é que não há relato traumático que se sustente por si quando a obra mostra total calmaria e ignora as dores internas do protagonista. Ouvi-lo DIZER que luta diariamente para domar sua violência não tem o mesmo impacto de VÊ-LO cuidar de cavalos, cavalgar ao entardecer e ter uma família que o respeita. Ou se cria cenas que mostrem seu psicológico quebrado ou apenas se aposta no background da série.

Gabrielle é outra vítima da exposição narrativa. A todo momento alguém precisa dizer o quanto ela é inteligente e de bom coração, mas o filme nos priva de ver isso. Uma cena particularmente constrangedora é a do diálogo dentro de um carro onde é dito, fora de contexto, que a garota ainda criança havia vencido cinco provas num único dia de competição escolar.

À exceção do ex-combatente, que ao menos apresenta uma tentativa de arco dramático, todas as personagens são mal desenvolvidas e unidimensionais: Gabirelle é a garota inocente; Maria faz café e contextualiza através de diálogos expositivos; Carmen Delgado (Paz Vega) tem seu propósito inicial ignorado e se torna um preenchimento para lacunas do roteiro; e os irmãos Victor e Hugo Martinez (Óscar Jaenada e Sergio Peris-Mencheta), são apenas os vilões cruéis.

A obra é completamente rasa na concepção dos vilões. Victor é agressivo e trata sua “mercadoria” com profundo ódio. Já Hugo é o “cérebro” do esquema, mas isso é mostrado apenas numa cena de negociação – que acaba antes das negociações começarem – e de alguns momentos onde sua autoridade se impõe às vontades do irmão.

Não existe qualquer tentativa de transformar os dois em figuras realmente ameaçadoras, o que reduz a dupla a um par caricato, incapaz de despertar algo em mim que não seja indiferença. Isso reflete bem o maniqueísmo rasteiro – e até preocupante – que coloca bem e mal claramente definidos e os situa geograficamente: Estados Unidos e México.

Considerando o atual momento político dos EUA, onde o presidente adota discurso tão xenófobo, soa no mínimo imprudente considerar logo os mexicanos como os homens maus da história. O esquema dos irmãos Martinez poderia, facilmente, ser orquestrado por representantes de qualquer lugar do mundo, principalmente do próprio território comandado por Trump.

Não que o roteiro precisasse ser mais político e, por exemplo, colocasse Gabrielle sob o ódio de organizações locais que repliquem, em ações, o discurso imperativo de Trump, não existe essa obrigação – mesmo que o primeiro filme da série, lá em 1982, se colocasse como crítica ao próprio país –, apenas lamento a escolha equivocada e de mal gosto. É uma prova de que Rambo - Até o Fim buscou até mesmo os pontos fracos do cinema dos anos 1980, época em que era comum ver nos cinemas vilões que representassem os inimigos políticos dos EUA.

Se a primeira parte tropeça na pretensão de ser algo que não consegue sustentar, a segunda acerta ao se assumir como um “filme de Rambo”, com um brucutu musculoso que resolve tudo na porrada. E funciona! Embora não faça jus ao título original (First Blood), a tradução brasileira para o capítulo inicial da franquia encontra em Programado Para Matar a síntese para a essência do personagem central, um homem cuja animosidade de combate o classifica como uma máquina mortal.

Motivado pelo incontrolável desejo de vingança, ele usa todo seu repertório para atacar os inimigos e, principalmente, atraí-los a um ambiente em que seja capaz de controlar. A produção aposta numa agressividade gráfica, com muita morte explícita. Mostrando desde uma clavícula exposta por um polegar até membros decepados com brutalidade, essa segunda metade do filme oferece justamente o que se espera.

Alguns momentos incomodam, mas criticar essa característica é tão sem sentido quanto reclamar de um musical que tenha “música demais”. É justamente quando abraça o visceral que a obra respira um pouco mais, ganhando bem-vindos contornos de terror.

A montagem ágil no ato final auxilia tanto no ritmo, que parece correr atrás do prejuízo, quanto na construção icônica do ex-combatente, que surge onipresente enquanto persegue os inimigos. Os efeitos práticos são muito bem executados e oferecem credibilidade ao horror visto em cena. Já a computação gráfica peca por ser facilmente reconhecida, seja utilizada em grande ou pequena escala. Até a tela verde (Chroma Key) é questionável.

É preciso destacar também a energia de Stallone que, aos 73 anos de idade, esbanja um físico adequado ao papel e protagoniza uma produção de ação. É verdade que as plásticas interferem um tanto em suas expressões, mas não podemos dizer que ele fosse um ator muito versátil nesse quesito.

Como sugere seu título original, Rambo - Até o Fim vem com a proposta de finalizar a franquia, de ser o derramamento final de sangue. Acerta aonde deveria, mas errar aonde não poderia interfere diretamente na experiência que já nasce datada. Um eco de 1980 que até tem coisas legais para os saudosistas do gênero, mas que mantém a limitada visão de mundo do passado.

Nota 4/10

19/09/2019 05:00

Stallone encarna Rambo uma última vez nos cinemas; veja a programação

Fotos: Divulgação

Stallone encarna Rambo uma última vez nos cinemas; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 19 a 25 de setembro:

Estreias

Rambo - Até o Fim (Rambo - Last Blood, 2019): O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), que agora vive recluso em um rancho na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida marcada por lutas violentas ficou para trás, mas deixou marcas irreparáveis. No entanto, quando uma jovem amiga da família é sequestrada, Rambo precisará confrontar seu passado e reviver suas habilidades de combate para enfrentar um dos mais perigosos cartéis mexicanos. A busca logo se transforma em uma violenta caçada por justiça.

(18 anos, 101 minutos)

Depois do Casamento (After the Wedding, 2019): A gerente de um orfanato em Calcutá, na Índia, luta para manter o estabelecimento funcionando. Desesperada por dinheiro, ela acredita ter encontrado a benfeitora perfeita, dona de empresa multimilionária. Porém, para receber o dinheiro, ela precisa viajar até Nova York e conhecer a mulher por trás da riqueza, em meio a uma pomposa celebração matrimonial. Chegando ao local, a gerente não consegue disfarçar os segredos que a unem ao marido da empresária.

(12 anos, 112 minutos)

Midsommar - O Mal Não Espera a Noite (Midsommar, 2019): Dani e Christian formam um jovem casal americano com um relacionamento prestes a desmoronar. Depois que uma tragédia familiar os mantém juntos, Dani, que está de luto, convida-se para se juntar a Christian e seus amigos em uma viagem para um festival de verão único em uma remota vila sueca. O que começa como férias despreocupadas de verão em uma terra de luz eterna, toma um rumo sinistro quando os moradores do vilarejo convidam o grupo a participar de festividades que tornam o paraíso pastoral cada vez mais preocupante e visceralmente perturbador.

(18 anos, 147 minutos)

O Maior Presente - Um Filmes Sobre o Perdão (El Mayor Regalo, 2018): O filme mostra a história de um diretor de cinema que quer dar um final feliz ao seu último filme. Para isso, ele vai em busca de histórias reais de pessoas que, apesar de terem sofrido experiências muito dolorosas, conseguiram dar um final diferente às suas histórias; que, no lugar de acabarem com vingança, optaram pelo maior presente de todos: o perdão. (12 anos, 110 minutos).


Pré-estreias e Pré-vendas Cinépolis

Pré-estreia: Abominável (Abominable, 2019): Quando a adolescente Yi encontra um jovem Yeti no telhado de seu prédio em Xangai, ela e seus amigos travessos Jin e Peng o nomeiam “Everest”. O grupo embarca numa jornada épica para levar a criatura mágica de volta para sua família no ponto mais alto da Terra. Mas, para ajudar “Everest” a voltar para casa, precisarão estar sempre um passo à frente de Burnish – um homem rico com a intenção de capturar um Yeti –, e da zoóloga Dr. Zara.

As sessões de pré-estreia acontecem sábado e domingo (21 e 22/09). No Cinépolis Natal Shopping às 15h10 e 17h30; e no Cinépolis Partage Natal Norte às 14h15 e 16h20.

(Livre, 97 minutos)

Pré-venda: Malévola - Dona do Mal (Maleficent - Mistress of Evil, 2019): Na sequência do sucesso de bilheteria global de 2014, Malévola e sua afilhada Aurora começam a questionar os complexos laços familiares que as prendem à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias.

O filme estreia no dia 17/10, mas os ingressos já estão à venda no Cinépolis Natal Shopping e no Cinépolis Partage Natal Norte.

(10 anos, 118 minutos)

Pre-venda: Metallica & San Francisco Symphony - S&M² (2019): A Trafalgar Releasing apresenta S&M2, a imperdível celebração do 20º aniversário dos inovadores shows e discos S&M2 do Metallica gravados com a Orquestra Sinfônica de São Francisco.

Veja-os mais uma vez se apresentando com a Sinfônica com o lendário maestro Michael Tilson Thomas conduzindo parte do show, dando início à sua última temporada em San Francisco. Gravado ao vivo nos dias 6 e 8 de setembro, os shows também comemoram a inauguração do moderno Chase Centre, uma adição histórica à orla da cidade.

Incluindo os clássicos do Metallica desde o lançamento do S&M em 1999, bem como versões sinfônicas de novas músicas, este lançamento nos cinemas dá a milhões de fãs em todo o mundo a chance única de experienciar este o show na tela do cinema.

O show será exibido no dia 9 de outubro, no Cinépolis Natal Shopping.

(150 Minutos)

Pré-venda: Roger Waters - Us + Them (2019): Roger Waters, cofundador, força criativa e compositor da banda Pink Floyd, apresenta o tão aguardado filme Us + Them, com produção visual de última geração e som de tirar o fôlego nesse evento cinematográfico imperdível.

O filme será exibido em 02/10, no Cinépolis Natal Shopping, e apresenta canções dos lendários álbuns do Pink Floyd The Dark Side of the Moon, The Wall, Animals, Wish You Were Here e, do seu último álbum, Is This The Life We Really Want?.

(14 anos, 115 minutos).

Pré-venda: Aparecida - Um Musical (2019): Há mais de 300 anos, a imagem de Nossa Senhora Aparecida é o maior símbolo da fé dos brasileiros. Sua história toca até os espíritos menos sensíveis de maneira poderosa e transformadora. E é isso o que o espetáculo Aparecida - Um Musical, de Walcyr Carrasco, oferece ao público a imersão em uma fé capaz de operar transformações humanas.

O espetáculo tem como fio condutor a história de Caio e Clara, um jovem casal sem crença ou religião que reside na cidade de São Paulo do tempo presente. Eles embarcam em uma jornada de descobrimento espiritual na esperança de cura de um câncer no cérebro de Caio.

(Livre, 135 minutos).


Continuam em cartaz:

Divaldo - O Mensageiro da Paz (2019): O filme conta a história do líder humanitário brasileiro Divaldo Franco, desde sua infância no interior da Bahia até se consagrar como filantropo, se tornar fundador da Mansão do Caminho e orador em prol da divulgação da doutrina espírita no Brasil e no mundo.

(12 anos, 118 minutos).

Border (Gräns, 2018): Tina é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens. Apesar da aparência prejudicar sua vida afetiva, a policial possui um senso de odor extremamente refinado, podendo cheirar não apenas álcool e droga nas malas, mas também culpa, raiva e ressentimento dos passageiros, até o dia em que conhece Vore e não consegue decifrá-lo.

(16 anos, 108 minutos)

Vai Que Cola 2 - O Começo (2019): Antes de Dona Jô ter uma pensão. Antes de Jéssica conhecer Máicol. Assim que Ferdinando desembarcou no Rio e quando Terezinha ainda vivia com Tiziu... O novo longa da franquia que nasceu como série no Multishow e ganhou as telas dos cinemas reúne toda a turma do Méier para contar como tudo começou. Uma feijoada no Morro do Cerol põe juntos pela primeira vez os personagens que conquistaram o público na TV e no cinema.

(12 anos, 87 minutos)

Maré (2019): Valdo é um alcoólico que ainda não se percebeu assim. Um homem cheio de possibilidades que se encerram no quase: talentoso, quase consegue ser um bom profissional; apaixonado, quase consegue ser um bom companheiro. Quase chega a ser um bom pai. Branco, cis, herdeiro, fotógrafo e militante, Valdo se vê desafiado a encarar seu alcoolismo para não perder a guarda da filha.

(16 anos, 84 minutos)

IT - Capítulo 2 (IT - Chapter Two, 2019): Vinte e sete anos após os eventos que chocaram o Clube dos Perdedores, os amigos realizam uma reunião. No entanto, o reencontro se torna uma verdadeira e sangrenta batalha quando Pennywise, o palhaço, retorna.

(16 Anos, 169 minutos)

Corgi - Top Dog (The Queen´s Corgi, 2019): A Rainha Elizabeth é apaixonada por cães da raça Corgi e, dentre os que vivem no Palácio, Rex é o seu queridinho. Acostumado com as mordomias da realeza, tudo muda quando ele cai na armadilha de um outro cachorro que quer tomar o seu lugar. Preso no canil da cidade, ele agora vai precisar de toda a ajuda que conseguir para voltar ao Palácio e retomar seu lugar como o favorito da Rainha.

(Livre, 92 minutos)

Bacurau (2019): Num futuro recente, um povoado do sertão de Pernambuco chamado Bacurau some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

(16 Anos, 131 minutos)

Yesterday (2019): Após sofrer um acidente, um cantor-compositor acorda numa estranha realidade onde é a única pessoa que lembra dos Beatles. Com as músicas de seus ídolos, o protagonista se torna um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço. (12 Anos, 116 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

16/09/2019 05:00

Euphoria - 1ª Temporada: a juventude precisa ser compreendida

Fotos: Divulgação / HBO

Euphoria - 1ª Temporada: a juventude precisa ser compreendida

Por João Victor Wanderley

Já no primeiro episódio, Rue (Zendaya) dispara aos mais velhos: “Sei que a sua geração mandava flores e pedia permissão aos pais, mas estamos em 2019. Se você não for Amish, nudes são a moeda do amor. Então, pare de nos criticar.”. A frase sintetiza as diferenças entre as gerações Y e Z, bem como a falta de compreensão entre ambas. Assim, Euphoria (2019) apresenta a juventude estadunidense e nos mergulha em seus dilemas.

Em sua temporada de estreia, a série acompanha um grupo de adolescentes no ano final do Ensino Médio. Através do cotidiano e do resgate da infância, constrói uma juventude repleta de inseguranças, julgamentos, conflitos e perigosas fugas da realidade.

O criador Sam Levinson aposta numa estrutura narrativa não linear. Cada episódio é centrado na vida de uma personagem, que é construída com flashbacks e acontecimentos no presente. Pautas como drogas, sexo, sexualidade e bullying, por exemplo, surgem com muita crueza e encontram representação nas histórias contadas.

A trama é costurada pela narração onisciente de Rue, que tem traços obsessivos e depressão. Ela retorna ao lar após sofrer uma overdose e passar pela reabilitação. A protagonista representa a fragilidade emocional que assola uma geração, sem critérios de abordagem.

Levinson faz questão de nos informar logo no início que a garota nasceu três dias após os atentados do 11 de setembro, utilizando o fato para ambientar sua ficção na realidade. A tragédia ainda traça um paralelo entre a fragilidade emocional do país. O ambiente em que se vive também interfere no crescimento de uma pessoa e uma nação atormentada forma pessoas atormentadas.

(Zendaya interpreta Rue, uma jovem viciada em drogas / Imagem: HBO)

Devido aos diagnósticos psicológicos, Rue encontra soluções nos remédios desde pequena. As drogas se tornaram o escape lógico, lhe proporcionando desligamento de tudo ao seu redor por um espaço efêmero de tempo, fazendo-a se sentir segura.

Jules (Hunter Schafer) é uma garota trans que acaba de se mudar com o pai. É interessante notar o contraste provocado pela sua expressão de gênero e pelos relacionamentos que mantém. De um lado, roupas e maquiagem trazem um ar infantil, como se ela compensasse a infância que não teve por jamais ter se aceitado como menino; do outro, as relações casuais demonstram sua sexualidade aflorada e sua transformação em mulher.

É curioso como esses encontros remetem à dificuldade de viver livremente a própria sexualidade. Assim como a frase lá em cima sobre nudes, há o choque de gerações entre a repressão emocional dos homens mais velhos e a liberdade de Jules ao se assumir como sempre quis.

Nesse ponto, o fato dela ser novata na cidade funciona como uma inteligente analogia sobre a transição de gênero – com a dificuldade de se adequar num “lugar novo” – e sobre a natureza sexual de cada um – quando o conservadorismo dos mais antigos esbarra no “elemento novo” que chega sem pedir desculpas por ser o que é.

Nate (Jacob Elordi) é um rapaz violento e obsessivo que espera das mulheres o que ele gosta de ver e não o que realmente são. Sente prazer ao imaginar a pureza em sua namorada Maddy (Alexa Demie) e ao controlar o que ela veste. O casal vive um relacionamento extremamente tóxico, onde ele a trata de forma abusiva diversas vezes e ela faz questão de o provocar e despertar sua fúria, principalmente por ter a liberdade de expor seu corpo como bem entende.

(Nate e Maddy vivem um relacionamento abusivo / Imagem: HBO)

Com momentos íntimos vazados na internet, Kat (Barbie Ferreira) e Cassie (Sydney Sweeney) são moldadas pela sociedade a partir desses acontecimentos. A primeira, que já sofria por ser gorda, se descobre desejável quando um vídeo seu transando é postado num site pornô. Isso lhe dá uma autoestima empoderada, embora às custas de sua exposição excessiva – e ela é menor de idade.

Já a segunda é reduzida a um objeto sexual, uma “transa fácil”. Mesmo que seu namorado McKay (Algee Smith) goste dela verdadeiramente, é incapaz de respeitá-la na frente dos outros e, constantemente, a faz se sentir mal. Além disso, o rapaz replica com ela o tratamento que aprende nos vídeos de pornografia, como um dominador agressivo.

A série ainda considera a participação dos pais no cotidiano dos filhos. Vemos como o excesso de autonomia e a falta de diálogos prejudicam muito o relacionamento entre jovens e adultos. O tema é abordado sob várias óticas: há o descaso da mãe alcoólatra; o pai ausente, por opção ou por ter morrido; e os pais que cobram exaustivamente seus filhos. Também tem os casos da boa unidade familiar – como nas casas de Kat e Rue – e, mesmo assim, falha a comunicação.

Embora traga louvável complexidade, o roteiro ainda tropeça. O arco de Kat parece não ser suficiente para se estender por toda a temporada. Ela sofre uma mudança abrupta de personalidade e, a partir daí, se torna repetitivo o acompanhamento de suas aventuras sexuais. Outras personagens sofrem com um desenvolvimento menos generoso, como Cassie e McKay. Ambas se limitam ao que representam.

Na necessidade de chegar aonde deseja, Euphoria controla demais os rumos da história e isso soa artificial algumas vezes. Me espanta que Kat passe por uma mudança tão radical, em tão pouco tempo, e isso não renda sequer um questionamento de sua mãe – que não tem nem curiosidade sobre como a filha compra tantas roupas novas.

(Barbie Ferreira vive Kat, personagem que sofre uma das transições mais interessantes da série / Imagens: HBO)

Espanta também que a briga intensa entre Nate e seu pai, dentro de casa, não chame a atenção de nenhum outro integrante da família. Na tentativa de mostrar o afastamento familiar, Sam Levinson erra a mão e exagera na mensagem.

Por fim, senti falta de personagens mais empáticas. A maioria delas é complexa e bem construída – e até as que são menos aprofundadas servem ao propósito –, mas tive dificuldades de me importar. Seja com os que têm carisma, mas não ganham espaço – como Fezco (Angus Cloud) –; ou as que protagonizam, mas demonstram alguma arrogância – como Maddy –, faltou conexão entre o que vi e o que senti.

Isso não é, necessariamente, um problema das atuações. O elenco é bom e se esforça bastante para entregar exatamente o que a produção espera. Possivelmente está mais atrelado a minha capacidade de identificação com algumas dessas figuras.

Por outro lado, é importante frisar as excelentes Barbie Ferreira, Hunter Schafer e, principalmente, Zendaya. A primeira transita entre a garota discreta e a completamente emancipada, sem perder totalmente suas inseguranças; a segunda entrega alma e personalidade, administrando os contrastes entre ingenuidade e amadurecimento; e a terceira faz um trabalho minimalista, preocupado na composição de detalhes como a maneira de agarrar as próprias pernas quando insegura, ou os olhares perdidos quando ansiosa. Zendaya entrega muito sem recorrer a exageros.

Dona de uma estética singular, a série aposta numa fotografia inventiva, capaz de traduzir o que é sentido em cena. Investe em cores vivas e muito bem definidas, trabalhando bem o vermelho e o azul, assim como faz ótima utilização das sombras.

(A fotografia é inventiva no uso da câmera e eficiente no jogo de luz e sombras / Imagens: HBO)

As câmeras agem com vigor, como no primeiro episódio quando a protagonista, após uma dose forte, circula por um corredor que rodopia – efeito que lembra a cena do hotel em A Origem (2010). No decorrer da série, vemos a utilização de planos-sequência, giros no próprio eixo e movimentos circulares que unem diversas cenas num ângulo de 360°.

A montagem é incrível, tanto pela forma não linear de apresentar a história quanto pelo efeito estético proporcionado. O clipe que une as ações de Jules e Nate, por exemplo, no terceiro capítulo (Made You Look), é belíssimo e ainda traz valor narrativo.

Outro elemento a ser destacado é a utilização dinâmica de diferentes linguagens sempre que “invadimos” a mente de Rue. A série se permite adotar um didatismo professoral quando ela se propõe a interpretar os nudes masculinos – e quebra a quarta parede –; se assume como um filme Noir quando ela e Lexi (Maude Apatow) tentam descobrir algo – com direito a estética de película envelhecida e as duas agindo como detetives –; e até um intenso número musical no final da temporada.

Ao se portar como um espelho da atualidade, a produção confronta alguns tabus e assume escolhas polêmicas, embora com responsabilidade. Cada episódio abre com um alerta sobre o conteúdo e sua possibilidade de perturbação; o final traz um contato que oferece ajuda para pessoas com problemas similares aos apontados pela obra.

Na mesma medida em que mostra maneiras de burlar a análise de uso de drogas, pontua os efeitos colaterais e os danos causados por essas alternativas. Não existe a intensão de romantizar ou tornar descolado o que é mostrado, o que diferencia demais Euphoria da terrível e dispensável 13 Reasons Why (2017 - 2019).

A primeira temporada de Euphoria é um baque. Não se priva de mostrar abusos, sexo e consumo de droga, mas não faz isso gratuitamente. É um grito de alerta para que olhemos com mais atenção para os jovens de hoje, cada vez mais desamparados e em conflito. Precisamos compreender melhor esse universo para sabermos como dialogar, e a produção é uma bem-vinda luz sobre o assunto.

Nota 8,5/10

12/09/2019 05:00

Biografia do médium Divaldo Franco chega aos cinemas; veja a programação

Fotos: Divulgação

Biografia do médium Divaldo Franco chega aos cinemas; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 12 a 18 de setembro:

Divaldo - O Mensageiro da Paz (2019): O filme conta a história do líder humanitário brasileiro Divaldo Franco, desde sua infância no interior da Bahia até se consagrar como filantropo, se tornar fundador da Mansão do Caminho e orador em prol da divulgação da doutrina espírita no Brasil e no mundo. (12 anos, 118 minutos).

Adeus à Noite (L´adieu à La Nuit, 2019): Muriel está emocionada ao ver Alex, seu neto que veio passar alguns dias na casa dela antes de ir morar no Canadá. Intrigada com o comportamento do rapaz, Muriel logo descobre que ele está mentindo para ela. A verdade é que Alex está se preparando para uma outra vida. Desesperada, ela terá de agir muito rapidamente. (12 anos, 103 minutos).

Border (Gräns, 2018): Tina é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens. Apesar da aparência prejudicar sua vida afetiva, a policial possui um senso de odor extremamente refinado, podendo cheirar não apenas álcool e droga nas malas, mas também culpa, raiva e ressentimento dos passageiros, até o dia em que conhece Vore e não consegue decifrá-lo. (16 anos, 108 minutos).

Vai Que Cola – O Começo (2019): Antes de Dona Jô ter uma pensão. Antes de Jéssica conhecer Máicol. Assim que Ferdinando desembarcou no Rio e quando Terezinha ainda vivia com Tiziu... O novo longa da franquia que nasceu como série no Multishow e ganhou as telas dos cinemas reúne toda a turma do Méier para contar como tudo começou. Uma feijoada no Morro do Cerol põe juntos pela primeira vez os personagens que conquistaram o público na TV e no cinema. (12 anos, 87 minutos).

Maré (2019): Valdo é um alcoólico que ainda não se percebeu assim. Um homem cheio de possibilidades que se encerram no quase: talentoso, quase consegue ser um bom profissional; apaixonado, quase consegue ser um bom companheiro. Quase chega a ser um bom pai. Branco, cis, herdeiro, fotógrafo e militante, Valdo se vê desafiado a encarar seu alcoolismo para não perder a guarda da filha. (16 anos, 84 minutos).

A Mulher do Meu Marido (2019): Joana sabe que o seu marido, o ginecologista Pedro, tem um relacionamento com outra mulher. Mas para Joana isso não tem importância, pois ela percebeu que ele agora é um homem muito mais interessante. A argentina Pilar, guia de turismo, é casada com o barman Martin, e mantém um relacionamento extraconjugal com Pedro. Ao sair com sua amiga Carla, Joana conhece o argentino Martin em um restaurante, com quem começa uma relação sem saber que ele é casado com Pilar. (14 anos, 95 minutos).

Abigail e a Cidade Proibida (Abigail, 2019): Uma cidade teve suas fronteiras fechadas após uma epidemia tomar conta de grande parte do local. Lá, vive uma jovem chamada Abigail, que, ainda criança, teve seu pai levado por ter sido afetado por essa doença misteriosa. Mais velha, decide quebrar as regras e passar por cima das autoridades da região para ir à procura de seu pai. Nessa jornada, ela descobre que ela e a cidade têm poderes mágicos. (12 anos, 10 minutos).

Continuam em cartaz:

IT - Capítulo 2 (IT - Chapter Two, 2019): Vinte e sete anos após os eventos que chocaram o Clube dos Perdedores, os amigos realizam uma reunião. No entanto, o reencontro se torna uma verdadeira e sangrenta batalha quando Pennywise, o palhaço, retorna. (16 Anos, 169 minutos).

Corgi - Top Dog (The Queen´s Corgi, 2019): A Rainha Elizabeth é apaixonada por cães da raça Corgi e, dentre os que vivem no Palácio, Rex é o seu queridinho. Acostumado com as mordomias da realeza, tudo muda quando ele cai na armadilha de um outro cachorro que quer tomar o seu lugar. Preso no canil da cidade, ele agora vai precisar de toda a ajuda que conseguir para voltar ao Palácio e retomar seu lugar como o favorito da Rainha. (Livre, 92 minutos).

Bacurau (2019): Num futuro recente, um povoado do sertão de Pernambuco chamado Bacurau some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável? (16 Anos, 131 minutos).

Yesterday (2019): Após sofrer um acidente, um cantor-compositor acorda numa estranha realidade onde é a única pessoa que lembra dos Beatles. Com as músicas de seus ídolos, o protagonista se torna um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço. (12 Anos, 116 minutos).

O Amor Dá Trabalho (2019): Malandro e aproveitador, Ancelmo (Leandro Hassum) morre e acaba ficando preso no limbo. Para garantir seu lugar no céu, ele precisa praticar uma boa ação e bancar o cupido, pois recebe a missão de unir um homem (Bruno Garcia) e uma mulher (Flávia Alessandra) com personalidades muito divergentes. (12 Anos, 100 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

09/09/2019 21:35

IT - Capítulo Dois: continuação pouco inspirada

Fotos: Warner Bros.

IT - Capítulo Dois: continuação pouco inspirada

Por João Victor Wanderley

Uma das obras mais aclamadas de Stephen King, o extenso IT ganhou, em 2017, uma adaptação cinematográfica que levou às telas parte da história do Clube dos Perdedores. Dirigida por Andy Muschietti, arrecadou mais de 700 milhões de dólares. Com tamanho sucesso, seria impensável que a Warner não investisse numa continuação.

Em IT - Capítulo 2 (It Chapter Two, 2019), 27 anos se passaram desde os acontecimentos do filme anterior. Quando novas crianças desaparecem em Derry, os Perdedores fazem valer o juramento de retornarem à cidade caso Pennywise (Bill Skarsgård) voltasse a assombrar.

O roteiro de Gary Dauberman se responsabiliza por trazer o restante da obra literária que não entrou na primeira parte. Acompanhamos os protagonistas em suas vidas particulares até que são convocados por Mike (Isaiah Mustafa), o único que permaneceu em Derry.

A experiência vivida pelos adolescentes foi tão marcante que eles se tornaram adultos traumatizados. É curioso perceber que todos que se distanciaram do local perderam suas memórias. Quanto mais longe da cidade, menos se lembram. Tal efeito sintetiza bem a ferida deixada por Pennywise, que, de tão profunda, mantém o grupo refém dos mesmos medos.

Beverly (Jessica Chastain) casou com um homem tão abusivo quanto seu pai; Bill (James McAvoy) virou um escritor de sucesso, mas que não finaliza suas histórias de forma satisfatória – reflexo da culpa que carrega pela morte de seu irmão; Richie (Bill Hader) é um comediante inseguro que “não tem voz própria” e é alcoólatra; Ben (Jay Ryan) virou um homem solitário; Eddie (James Ransone) é neurótico, trabalha com riscos de acidentes e é casado com uma mulher idêntica à sua mãe – não por acaso, ambas interpretadas pela mesma Molly Atkinson; e Stanley (Andy Bean) se mostra o mais incapaz de rememorar o passado. Apenas Mike mantém as lembranças intactas e uma aparente segurança, o único capaz de permanecer em Derry e “enfrentar seus medos”.

(O Clube dos Perdedores retorna à Derry / Imagem: Warner)

Entretanto, com um material tão interessante, Dauberman demonstra inabilidade e entrega protagonistas unidimensionais. A perda de memória logo é contornada, sem render obstáculos narrativos relevantes. Além disso, há uma preocupação tão grande em associar essa continuação ao capítulo anterior que o filme se torna repetitivo e cansativo.

O apelo constante aos flashbacks, embora resgate o carismático elenco original, enfraquece o desenvolvimento das personagens – que dividem a atenção da narrativa entre suas versões infantis e adultas – e da trama – que estanca no meio do caminho, inflada por situações redundantes. Cada um ganha seu “momento de pavor”, constituído de uma ida a um lugar especial, uma lembrança onde foram atacados e um ataque no presente.

Considerando os dois capítulos, dá pra dizer que ambos falam as mesmas coisas e da mesma maneira, mas o mais recente não busca a profundidade do primeiro. Enquanto em 2017 os medos, à sua maneira, dialogavam com a temida transição da adolescência para a vida adulta, aqui temos apenas pessoas crescidas enfrentando obstáculos do passado: Beverly e o banheiro ensanguentado, Eddie e os zumbis, Bill e o fantasma do irmão, Richie e o pavor de palhaço... Nem a impactante sequência inicial, que sugere uma reflexão social pertinente e cabível, resulta em algo concreto. Falta ao roteiro mais substância.

Retornando à função de diretor, Andy Muschietti investe nos Jump Scares – sustos provocados através de inserções abruptas, tanto de imagem como de som. A técnica até funciona e rende alguns saltos na cadeira, mas é insuficiente por ser previsível. Mesmo que a direção brinque ao adiantar ou atrasar os momentos exatos, é muito fácil antecipar os sustos. A quebra dessa surpresa enfraquece a proposta da obra, que não é capaz de provocar medo.

Porém, é preciso dizer que há habilidade na construção da tensão. Os momentos que antecedem os Jump Scares, principalmente os que são esticados, dão aflição tanto pela preparação quanto pela boa utilização do fundo de cena, onde algumas ações desfocadas chamam atenção. A sequência dos espelhos e a visita de Beverly à sua antiga casa exemplificam bem.

(Pennywise encurrala suas presas através do medo / Imagem: Warner)

As criaturas também são questionáveis. Da expectativa de que algo vai aparecer até a aparição, o filme constrói uma atmosfera eficiente de tensão. O problema está quando tais criaturas ficam expostas por mais tempo. Elas não são realmente assustadoras, diminuindo o mérito conquistado ainda há pouco.

A computação gráfica é outro ponto irregular. Ora surge convincente, como durante o clímax, ora é muito artificial, como a criatura cabeluda que persegue uma das personagens. De qualquer forma, os efeitos interferem na experiência, seja por não serem refinados ou por aparecerem em excesso.

O elenco faz o máximo possível com o pouco material recebido. Dentro das limitações, a química dos atores e suas figuras são suficientes para nos prender. Existe boa dinâmica entre todos, mas os destaques são Bill Hader, que funciona como um bom alívio, e Bill Skarsgård, que segue ameaçador e asqueroso – sua imposição vocal e sua baba irrefreável são traços excelentes de sua composição.

IT - Capítulo Dois consegue criar uma ideia de nostalgia, tem boa interação do elenco e efetua alguns bons sustos, mas é muito pouco quando vemos o que foi entregue antes e como agora repete tudo com inferioridade. Uma continuação frustrante.

Nota 6,5/10

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