Plano Detalhe

Continuação de Zumbilândia chega aos cinemas; veja a programação

Fotos: Divulgação

Continuação de Zumbilândia chega aos cinemas; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal entre 24 e 30 de outubro:


Estreias

Zumbilândia - Atire Duas Vezes (Zombieland 2 - Double Tap, 2019): Anos depois de se unirem para atravessar o início da epidemia zumbi nos Estados Unidos, Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) seguem buscando novos lugares para habitação e sobrevivência. Quando decidem ir até a Casa Branca, acabam encontrando outros sobreviventes e percebem que novos rumos podem ser explorados.

(16 anos, 99 minutos)

Rainha de Copas (Dronningen, 2019): Anne é uma advogada do direito das crianças e dos adolescentes. Acostumada a lidar com jovens complicados, ela não tem muitas dificuldades para estreitar laços com seu enteado Gustav, filho do primeiro casamento de seu marido Peter, que acaba de se mudar para sua casa. No entanto, a relação que deveria ser paternal se torna romântica, envolvendo Anna em uma situação complexa, arriscando a estabilidade tanto de sua vida pessoal quanto profissional.

(18 anos, 127 minutos)

Encontros (Deux Moi, 2019): Rémi (François Civil) e Mélanie (Ana Girardot) têm em torno de 30 anos e, apesar de morarem em prédios um ao lado do outro, não se conhecem. Ambos estão solteiros e enfrentam problemas pessoais: ele, devido à demissão de praticamente todos de seu antigo trabalho enquanto foi promovido para outro setor; ela, sem conseguir superar o término de um longo relacionamento, cujo fim já tem um ano. Cada um à sua maneira, os dois buscam meios de lidar com o momento depressivo através das redes sociais: ele pelo Facebook, ela através do Tinder.

(12 anos, 110 minutos)


Continuam em cartaz

Malévola - Dona do Mal (Maleficent - Mistress of Evil, 2019): Na sequência do sucesso de bilheteria global de 2014, Malévola e sua afilhada Aurora começam a questionar os complexos laços familiares que as prendem, à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias.

(10 anos, 118 minutos)

Projeto Gemini (Gemini Man, 2019): Henry Brogan é um assassino de elite que se torna o alvo de um agente misterioso que aparentemente pode prever todos os seus movimentos. Ele logo descobre que o homem que está tentando matá-lo é uma versão mais jovem e rápida de si mesmo.

(14 anos, 117 minutos)

Morto Não Fala (2018): Plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos a sua volta.

(16 anos, 110 minutos)

Eu Sinto Muito (2019): Um cineasta está produzindo um documentário sobre transtornos de personalidade borderline. Para isso, ele acompanha três pessoas que apresentam alguma crise e/ou instabilidade emocional, que têm dificuldades em manter relações interpessoais, seja por terem sofrido algum tipo forte de trauma ou não.

(100 minutos)

Coringa (Joker, 2019): Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne é seu maior representante.

(16 anos, 121 minutos)

Angry Birds 2 - O Filme (The Angry Birds Movie 2, 2019): Quando surge uma nova ameaça, que coloca a Ilha dos Pássaros e a Ilha dos Porcos em perigo, Red, Chuck, Bomb e a Super Águia recrutam a irmã de Chuck, Silver, declaram tréguas e formam uma aliança com os seus inimigos porcos. Leonard, a sua assistente Courtney e o informático Garry também se juntam, formando uma improvável super equipe com o objetivo de salvar as suas ilhas.

(Livre, 97 minutos)

Abominável (Abominable, 2019): Quando a adolescente Yi encontra um jovem Yeti no telhado de seu prédio em Xangai, ela e seus amigos travessos Jin e Peng o nomeiam “Everest”. O grupo embarca numa jornada épica para levar a criatura mágica de volta para sua família no ponto mais alto da Terra. Mas, para ajudar “Everest” a voltar para casa, precisarão estar sempre um passo à frente de Burnish – um homem rico com a intenção de capturar um Yeti –, e da zoóloga Dr. Zara.

(Livre, 97 minutos).


Programação especial e Pré-vendas Cinépolis

O Iluminado (The Shining, 1980): Baseado na obra de Stephen King, Stanley Kubrick mistura grandes interpretações, cenários ameaçadores, cenas extraídas de um sonho e sustos constantes, transformando o filme num marco do terror. No papel principal, Jack Nicholson interpreta Jack Torrance, que vai para o elegante e isolado Overlook Hotel com sua esposa (Shelley Duvall) e o filho (Danny Lloyd), para trabalhar como zelador durante o inverno. Torrance jamais havia estado naquele lugar antes. Ou será que havia? A resposta está na fantasmagórica jornada de loucura e assassinato.

Em preparação para a estreia da continuação, Doutor Sono, também inspirada numa obra de King, o Cinépolis Natal Shopping exibirá uma sessão única do clássico, às 19h40 do dia 29 de outubro!

(14 Anos, 146 minutos).

Pré-Venda O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio (Terminator - Dark Fate, 2019): 27 anos após os eventos de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, um novo e modificado Exterminador de metal líquido (Gabriel Luna) é enviado do futuro pela Skynet para exterminar Dani Ramos (Natalia Reyes), uma híbrida de ciborgue com humana (Mackenzie Davis) e seus amigos. Sarah Connor (Linda Hamilton) vai a seu auxílio, assim como o Exterminador original (Arnold Schwarzenegger), em uma luta pelo futuro

O filme estreia no dia 31 de outubro e será exibido pelo Cinépolis Natal Shopping e pelo Cinépolis Partage Norte Shopping Natal.

(14 anos, 128 minutos)

Pré-venda Star Wars - A Ascensão Skywalker (Star Wars - The Rise of Skywalker, 2019): Mais uma vez, os espectadores serão levados numa jornada épica em uma galáxia muito, muito distante. Na fascinante conclusão da saga Skywalker, novas lendas nascerão e a batalha final pela liberdade ainda está por vir.

A pré-estreia do filme acontece no dia 18 de dezembro e será exibida pelo Cinépolis Natal Shopping e pelo Cinépolis Partage Norte Shopping Natal.

(155 minutos)

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas.

A Vida de Brian e a atemporalidade

A Vida de Brian e a atemporalidade

Por João Victor Wanderley

Vários elementos podem atribuir atemporalidade a uma obra cinematográfica, seja uma atuação inesquecível, direção inspirada, relevância social, retrato de um período... Enfim! Dentre tantas possibilidades, uma em particular me agrada bastante: a capacidade de dialogar com diferentes épocas.

A produção que se comunica com diversas gerações sobrevive às barreiras do tempo, se pondo como memorável. Em minha modesta opinião, o Monty Python consegue isso magistralmente com o ácido A Vida de Brian (Life of Brian, 1979). Brian (Graham Chapman) nasce ao mesmo tempo que Jesus Cristo, num estábulo vizinho. Isso permite que muitos o confundam com o Messias e o coloca em situações inesperadas.

Composto por Graham Chapman, John Cleese, Eric Idle, Michael Palin e Terry Jones, o Monty Python estreou na TV em 1969 e comandou um programa humorístico estruturado em esquetes, onde cada membro interpretava vários personagens. As piadas cotidianas eram permeadas por sátiras eficientes da sociedade.

O sucesso na TV britânica permitiu a investida no cinema e A Vida de Brian foi o terceiro projeto do grupo na sétima arte. Embora se esforce para alinhar uma história tradicional à plataforma escolhida, o roteiro – assinado por todos os integrantes – não consegue fugir totalmente da estrutura televisiva.

Por mais que uma figura central conduza todo o filme, é possível notar blocos que se sustentariam isoladamente – como esquetes –, contendo início, meio e fim. Ainda tem o fato de cada integrante interpretar diversos personagens, assim como na TV.

(Elenco do filme se reveza em diversos personagens)

O filme se permite brincar com diferentes situações de humor. Há espaço para comédia de equívocos, mostrada já na cena inicial quando os Três Reis Magos confundem Brian com Jesus; para o besteirol, como na cena do trocadilho envolvendo o romano Biggus Dikus (também Chapman); quebras de expectativas, como quando uma pichação contra os romanos vira, por parte de um soldado, aula de ortografia – que é divertidíssima – ou quando Stan (Eric Idle) decide que quer ser uma mulher e pede para ser chamado de Loretta – mostrando uma abertura temática polêmica para a época e, ainda hoje, cheia de resistência –; e, por fim, o nonsense, como na sequência envolvendo os extraterrestres – que considero deslocada demais e bem ruim.

Porém, o grande acerto da obra está em usar seu tom aparentemente ingênuo para ambientar ácidas críticas a determinados aspectos da religiosidade. Da cena pós-créditos iniciais ao fim, a produção carrega alfinetadas à maneira como a religião é distorcida por parte dos fiéis.

O sermão da montanha feito por Jesus serve de gancho para apontar falhas na interpretação da Palavra. Distantes para ouvirem o Messias com clareza, Brian e outros presentes não conseguem compreender o que é dito. Em determinado momento, alguém afirma que Jesus chamou os queijeiros de bem-aventurados. Em seguida, surge uma interpretação “mais densa” das palavras não ouvidas.

Ainda que o momento demonstre certa aleatoriedade em sua superfície, permite uma camada mais reflexiva em suas entrelinhas. Afinal, a palavra de Deus ultrapassa gerações através de anotações que ganharam muitas traduções e alterações devem ter acontecido neste processo.

O extremismo religioso não é ignorado, sendo desconstruído sob diferentes óticas. Pelo lado islâmico, os movimentos revolucionários ganham sátira intensa. A Frente do Povo Judeu é criada para libertar a população local dos romanos. Mesmo que a iniciativa tenha as mesmas intensões da Frente Judaica do Povo e da Frente Popular da Judeia, não existe comunicação entre eles, que se odeiam.

(A Vida de Brian faz críticas pertinentes ao extremismo religioso)

Três movimentos, com nomes e motivações similares, que nada de positivo trazem ao povo por alimentar o ódio entre si; que usam violência antes de lutar realmente pelo bem do próximo. Similaridade que se perpetua até hoje pelos atos terrorista, guiados por líderes que compreendem o Alcorão com suas visões violentas de imposição cultural.

Já do lado católico, a idolatria por objetos tidos por sacros e a obediência inquestionável são refletidas por um Brian tomado por Messias. Se sua sandália cai do pé, logo se torna um objeto sagrado para a população. E a subserviência imediata é tão grande que já não adianta Brian gritar aos fiéis que pensem com suas próprias cabeças, que não se submetam às vontades de outros. Suas palavras não são mais processadas com lucidez.

Esteticamente, o filme conta com uma direção de arte simples, que tem uma locação funcional e figurinos adequados. A direção de Terry Jones é muito mais operacional que artística, jamais tentando dar significados aos enquadramentos escolhidos. Tudo é similar à linguagem televisiva, mas respeita a força do texto.

A religião é um elemento muito forte em nossa sociedade. Sempre foi e assim deve permanecer por muito tempo. Mas diversos aspectos em sua condução podem ser repensados, refletidos com dureza. Apesar de partir do humor, o Monty Pyton consegue provocar uma reflexão válida, que diz muito do passado e ecoa atualmente.

As críticas apontadas na obra podem, facilmente, ser trazidas para hoje que apresentarão sentido, reflexo de que a sociedade estagnou em determinados aspectos. A Vida de Brian ainda tem voz e isso se dá porque pouco foi alterado de 1979 para cá. Enquanto for assim, com diálogos sobre certos dogmas sendo evitados, o filme permanecerá atual por muito tempo.

Nota 8/10

Malévola - Dona do Mal chega aos cinemas; veja a programação

Fotos: Divulgação

Malévola - Dona do Mal chega aos cinemas; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal entre 17 e 23 de outubro:

OBS: ATÉ O FECHAMENTO DO TEXTO, O SITE DE UM DOS CINEMAS APRESENTOU PROBLEMAS DE CONEXÃO. O TEXTO ESTÁ SUJEITO A POSSÍVEIS CORREÇÕES!


Estreias

Malévola - Dona do Mal (Maleficent - Mistress of Evil, 2019): Na sequência do sucesso de bilheteria global de 2014, Malévola e sua afilhada Aurora começam a questionar os complexos laços familiares que as prendem, à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias.

(10 anos, 118 minutos)

Um amor Impossível (Un Amour Impossible, 2018): Baseado no bestseller de Christine Angot, no final dos anos 1950, em Châteauroux, França, Rachel, uma modesta funcionária de escritório, conhece Philippe, um jovem brilhante nascido de uma família burguesa. A partir desta breve, mas apaixonada, conexão, nasce uma pequena filha, Chantal. Philippe se recusa a se casar fora de sua classe social e Rachel tem que criar a filha sozinha. Para Rachel, Chantal é sua grande felicidade e, por isso, luta para que nunca falte nada a ela e exige que Philippe lhe dê seu nome à filha. Essa batalha dura de mais de dez anos e acabará por mudar as vidas de todos.

(16 anos, 135 minutos)


Continuam em cartaz

Projeto Gemini (Gemini Man, 2019): Henry Brogan é um assassino de elite que se torna o alvo de um agente misterioso que aparentemente pode prever todos os seus movimentos. Ele logo descobre que o homem que está tentando matá-lo é uma versão mais jovem e rápida de si mesmo.

(14 anos, 117 minutos)

Morto Não Fala (2018): Plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos a sua volta.

(16 anos, 110 minutos)

Eu Sinto Muito (2019): Um cineasta está produzindo um documentário sobre transtornos de personalidade borderline. Para isso, ele acompanha três pessoas que apresentam alguma crise e/ou instabilidade emocional, que têm dificuldades em manter relações interpessoais, seja por terem sofrido algum tipo forte de trauma ou não.

(100 minutos)

Coringa (Joker, 2019): Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne é seu maior representante.

(16 anos, 121 minutos)

Angry Birds 2 - O Filme (The Angry Birds Movie 2, 2019): Quando surge uma nova ameaça, que coloca a Ilha dos Pássaros e a Ilha dos Porcos em perigo, Red, Chuck, Bomb e a Super Águia recrutam a irmã de Chuck, Silver, declaram tréguas e formam uma aliança com os seus inimigos porcos. Leonard, a sua assistente Courtney e o informático Garry também se juntam, formando uma improvável super equipe com o objetivo de salvar as suas ilhas.

(Livre, 97 minutos)

Ela Disse, Ele Disse (2019): Rosa é uma menina estudiosa; Léo manda bem no futebol. Ela é pontual; ele está sempre atrasado. Ela detesta Júlia, a menina mais popular do colégio; ele até que gosta dela. Os dois são alunos novos na escola e, além de aprender a lidar com os novos amigos e os problemas na família, descobrem que têm muito mais em comum do que imaginavam. Baseado na obra de sucesso de Thalita Rebouças, eles vão descobrir que crescer pode parecer complicado, mas no fundo, é a maior aventura.

(12 Anos, 78 minutos).

Abominável (Abominable, 2019): Quando a adolescente Yi encontra um jovem Yeti no telhado de seu prédio em Xangai, ela e seus amigos travessos Jin e Peng o nomeiam “Everest”. O grupo embarca numa jornada épica para levar a criatura mágica de volta para sua família no ponto mais alto da Terra. Mas, para ajudar “Everest” a voltar para casa, precisarão estar sempre um passo à frente de Burnish – um homem rico com a intenção de capturar um Yeti –, e da zoóloga Dr. Zara.

(Livre, 97 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

El Camino - A Breaking Bad Film: epílogo honesto

Fotos: Netflix

El Camino - A Breaking Bad Film: epílogo honesto

Por João Victor Wanderley

ATENÇÃO! O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DO FILME E DA SÉRIE

Desapegar de uma série amada sempre é um problema, saber que ela jamais trará novos episódios incomoda um pouco. Por isso, mesmo que o final tenha sido irrepreensível e não necessite de continuidade, nossos corações se enchem de muitas expectativas quando alguma nova história é anunciada. Foi assim com El Camino – A Breaking Bad Film (2019), sequência direta de uma das melhores obras que já vi na vida.

Após escapar do cativeiro onde foi obrigado a recriar a famosa metanfetamina de seu antigo mentor Walter White (Bryan Cranston), Jesse Pinkman (Aaron Paul) reúne o resto de forças que tem para tentar fugir de Albuquerque e recomeçar a vida.

Alimentar expectativas ao revisitar um universo tão querido nunca é positivo. Esperar demais afeta diretamente a experiência, e aqui reside o primeiro problema da produção. El Camino não traz momentos tão emocionalmente marcantes como a série, pelo contrário. Sua força está justamente nas nuances, no interior de um homem ferido.

Se o filme fosse o capítulo final, talvez decepcionasse pelo declínio dramático. Mas ele não é! E isso dá uma ótica mais positiva. Se torna muito mais fácil aceitá-lo como um material extra, que poderia estar presente num box da série como um bônus aos fãs apaixonados. Ele funciona bem como epílogo, construído com lógica e honestidade.

Me incomodou bastante olhar para Aaron Paul, hoje, e ter que aceitar que Jesse tem a mesma idade do desfecho de Breaking Bad. Embora a atração tenha ficado seis anos no ar, a trama se desenvolveu em dois. O envelhecimento dele já era desproporcional em 2013, quando o episódio final fora exibido, e isso se torna ainda mais sentido agora, seis anos depois.

(Jesse Pinkman na primeira temporada, temporada final e em El Camino)

Apesar disso, é preciso destacar a competência que Vince Gilligan demonstra ao revisitar a própria obra e entregar um material respeitoso. Como diretor, recria a atmosfera melancólica e pesada que marcou a fase final do projeto televisivo.

A trilha sonora de Dave Porter traz o tom pesaroso que serve à trama e nos reinsere em Albuquerque. Algo parecido vem da ótima montagem de Skip Macdonald, que resgata elementos como o Time Lapsing – técnica que consiste em deixar a câmera estática gravando por um bom tempo e utilizar as imagens numa velocidade acelerada –, e, principalmente, pela fotografia de Marshall Adams.

Adams entrega rimas visuais, como o enquadramento de Jesse empunhando uma arma – remetendo diretamente ao final da terceira temporada –; encontra soluções práticas e interessantes, como o apartamento filmado de cima durante uma revista; e tomadas de valor narrativo, como na cena do deserto onde os planos fechados, que aumentam a tensão, são contrapostos pelos abertos, dimensionando o local, que dialogam com a solidão do protagonista.

Mas o maior mérito de Gilligan está mesmo em conseguir achar uma história. O roteiro joga com cartas já conhecidas e quando precisa trazer algo novo, o faz de maneira orgânica. Ao se dedicar a Better Call Saul, iniciada em 2015, o showrunner dava nova camada ao universo que criou, mas sem a obrigação de fidelidade por se trata de um momento anterior. Com El Camino, a responsabilidade é muito maior por ser continuação direta, e ele se sai bem demais.

Alguns retornos eram inevitáveis, como os de Skinny Pete (Charles Baker) e Badger (Matt Jones). A dupla, que serviu de alívio cômico, agora ampara o amigo sofrido e desamparado, momento de compaixão e de fortalecimento de laços. A volta de Ed (Robert Forster) também soa coerente.

(Robert Foster retorna como o "facilitador" Ed)

O homem que, no passado, providenciou novas identidades para Walt e Saul Goodman (Bob Odenkirk) se mostra como a melhor alternativa de fuga para quem quer deixar a cidade clandestinamente. O senhor e a senhora Pinkman (Michael Bofshever e Tess Harper) também são vistos numa cena que funciona para mostrar tanto a humanidade preservada pelo protagonista quanto a inteligência deste.

Até o novo personagem, Neil (Scott MacArthur), é amarrado com sagacidade ao ter envolvimento direto com os homens que aprisionaram Pinkman. A escolha se mostra correta ao apresentar um novo obstáculo sem distanciá-lo do passado, alguém que mesmo de fora tinha conhecimento e interferência no que havia acontecido.

Apesar da história extremamente simples e até curta, sem tantas possibilidades, o roteiro encontra em sua estrutura narrativa a maneira ideal de conduzir a trama com a profundidade necessária. Os flashbacks surgem como alternativa muito válida, trabalhando o psicológico e trazendo informações úteis para que ele encontre uma maneira de fugir.

Compreendemos, por exemplo, a complexa relação entre Jesse e Todd. Todd é um sociopata assustador, que guarda uma natureza violenta sob modos gentis e tranquilos. É legal que Gilligan mostre um pouco mais desse personagem, que exerce influência imponente em sua presa. Pinkman está tão abalado que, sequer, consegue ter iniciativa de tentar escapar quando tem chance.

Os flashbacks ainda auxiliam na construção do protagonista, bem como cumpre com naturalidade a tarefa de ser um Fan Service. Logo, ao vermos Walt e Mike (Jonathan Banks), não estamos apenas matando a saudade, mas mergulhando numa construção narrativa eficiente.

(O filme usa flashbacks para movimentar a trama e presentear os fãs) 

O primeiro ganha um momento de ternura e cumplicidade quando, numa lanchonete, conversa trivialidades e demonstra genuína preocupação com o futuro do “discípulo”. O segundo, que aparece já na primeira cena, se mostra um norte ao sugerir algo pessoal. Ambos são projeções paternais por parte do protagonista, que sempre foi emocionalmente desamparado.

No meio disso tudo, Aaron Paul comanda a produção com uma interpretação sólida, sofrida e contida. A transição que ocorre no decorrer da jornada é palpável. Paul, inicialmente, dá vida a um homem cabisbaixo, que olha de baixo para cima e se apequena diante de seu carrasco. Apreensivo e atormentado, sofre com memórias que o tiram da liberdade e o jogam novamente sob tortura e sofrimento.

À medida que luta pela própria vida, retoma a atitude, dá segurança à voz e corrige a postura, se prostrando como alguém que se impõe quando necessário – mesmo que traga alguma ingenuidade que lhe é natural, como quando confronta Ed numa cena que resgata algo de sua juventude perdida.

El Camino - A Breaking Bad Film é uma boa homenagem, conduzida com honestidade. Um material adicional que acrescenta ao produto original sem ferir o que foi construído durante 6 anos. Não se trata de uma investida em busca de retorno financeiro, mas de um epílogo coerente para um personagem tão importante, que se beneficia com um pouco mais de espaço.

Nota 8/10

Sessão Review #5

Fotos: Divulgação

Sessão Review #5

Seja por falta de tempo, demora a ter acesso ou mesmo por escolha sobre o que escrever, muitas das produções que assisto não recebem uma crítica aqui no Plano Detalhe. Escrever criteriosamente demanda tempo e esforço.

Para oferecer, ao menos, um olhar superficial sobre o que foi visto ou revisto, a Sessão Review traz comentários mais objetivos das obras que ficaram de fora do blog.


Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming, 2017)

O filme segue Peter Parker (Tom Holland) após os acontecimentos de Capitão América - Guerra Civil (2016). Enquanto espera ser convidado para alguma missão dos Vingadores, Peter monitora sua cidade e combate o crime. O herói se depara com bandidos que carregam armas produzidas com tecnologia alienígena e decide investigar.

A estreia do aracnídeo no Universo Cinematográfico Marvel (UCM) é divertida, bem realizada e agradável para todos os públicos. O roteiro acerta ao fugir de mais uma origem – trazendo em diálogos informações já conhecidas por todos – e ao focar na adolescência do protagonista. A obra tem um tom das produções da década de 1980: acontece num ambiente escolar e conta com um protagonista jovem que tem um melhor amigo nerd e está apaixonado pela garota popular.

Peter é construído sempre com humanidade. Embora muito poderoso, não consegue lidar com suas ansiedades e ainda tem desejos de um adolescente comum – como visto na cena onde monta uma versão Lego da Estrela da Morte ou quando lamenta não se divertir na piscina com os amigos. Nesse sentido, Holland se mostra uma escolha excelente. O ator tem muito carisma, timing cômico preciso, é eficiente nas cenas dramáticas e ainda apresenta boa fisicalidade nas sequências de ação.

Adrian Toomes (Michael Keaton) se mostra um vilão interessante. Sem qualquer necessidade de dominar o planeta, Toomes é apenas um homem comum que se vê obrigado a recorrer à criminalidade para sustentar a família. Robert Downey Jr. também precisa ser mencionado, com seu ótimo Tony Stark se portando como tutor e se sentindo responsável por Peter, ótima química entre os dois.

Ágil e leve, Homem-Aranha: De Volta ao Lar tem vida própria e está bem inserido no UCM. Entretenimento bem feito.

Nota 8/10


Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário (Seinto Seiya: Legend of Sanctuary, 2014)

O filme é uma releitura da obra de Masami Kurumada. Ao completar 16 anos, Saori descobre ser a reencarnação de Atena e precisa manter a paz na terra. Porém, o Mestre do Santuário deseja matar a garota para se tornar o homem mais poderoso do universo, só que Saori é protegida pelos sagrados Cavaleiros do Zodíaco.

A homenagem tenta ser bem fiel ao material adaptado, permitindo-se poucas alterações significativas. A trama segue a mesma lógica do mangá e da animação, com os cavaleiros liderados por Seya precisando passar pelas 12 casas dos Cavaleiros de Ouro até chegar ao Mestre e salvar Atena.

Enquanto a animação contava essa saga em pouco mais de 70 episódios, o novo filme faz isso em 1h30. O ritmo, sem dúvidas, toma fôlego, não há enrolação e sobra objetividade, mas a sensação de atropelo é enorme. Fica perceptível que algo bem maior foi condensado demais, principalmente quando alguns confrontos são antecipados, outros não acontecem, e casas surgem vazias só para que os protagonistas ganhem tempo.

Quanto aos personagens, Seya está bobalhão demais; Máscara da Morte parece Jack Sparrow – com enfeites no cabelo e aparentemente embriagado (e ele canta!) –; e Tatsumi é ainda mais chato. Já Shun e Saori estão mais ativos e interessantes.

O visual é controverso. Todos os personagens foram repaginados, mas dá para saber quem é quem pelo comportamento e pelas cores das vestimentas. As armaduras ganham peso e imponência, parecem realmente protetoras. Porém, algumas delas trazem informação demais, quase uma fantasia de escola de samba. As batalhas são fluidas e os golpes parecem ter reais consequências.

Os Cavaleiros do Zodíaco - A Lenda do Santuário causa certa estranheza, mas funciona se aceitarmos tratar de uma releitura. Não é nenhuma obra-prima, assim como já não era a animação seriada, com suas tramas repetitivas e nada inspiradas. Vale pelo olhar diferente.

Nota 6,5/10


Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent, 2017)

A trama é conduzida por Armand Roulin (Douglas Booth), filho do carteiro que levava as correspondências de Vincent Van Gogh. Ao saber que a última carta do pintor nunca foi enviada ao irmão, Armand viaja para entrega-la. Durante o percurso, descobre que a morte de Van Gogh ocorreu sob circunstâncias questionáveis.

Não existe nada de original do roteiro, embora este seja eficiente ao nos manter curiosos – principalmente se não conhecermos a hipótese abordada aqui. Entretanto, o que chama atenção é a técnica utilizada. Os diretores Dorota Kobiela e Hugh Welchman rodaram o filme com atores reais na famosa Tela Verde (Chroma Key), mas utilizaram artistas para pintarem a película à mão, frame a frame, utilizando o mesmo estilo do holandês, para nos oferecer uma jornada imersiva.

Todos os cenários e personagens foram diretamente retirados das pinturas reais de Van Gogh. O filme literalmente nos joga dentro do trabalho desse gênio, seja com enquadramentos que repetem seus “retratos” ou com as paisagens que viram “locação”. O traçado do artista é emulado com talento, tudo é extremamente lindo em cena e a experiência se torna única.

Mas existe uma coisa incômoda. Por ser pintado à mão, o filme causa a sensação de tremor constantemente, isso porque as pinceladas parecem mudar de sentido a cada frame. Fiquei com um pouco de dor de cabeça pela falta de elementos estáticos.

De qualquer forma, Com Amor, Van Gogh é uma beleza de filme, daqueles que a maneira de contar é mais relevante que a história contada, e é suficiente para nos encantar.

Nota 8,5/10


A Morte Te Dá Parabéns (Happy Death Day, 2017)

Tree (Jessica Rothe) é uma garota fútil e arrogante que faz parte de uma famosa fraternidade na universidade onde estuda. Odiada, é assassinada no dia de seu aniversário. Porém, ao invés de morrer de fato, a garota acorda novamente no mesmo dia e está fadada a morrer e retornar diversas vezes.

O filme é uma debochada distorção dos filmes de terror adolescente, recheada com um humor mórbido interessante. O roteiro não é nenhuma pérola, tampouco faz questão de fugir dos clichês. Só que seu viés de desconstrução, assim como foi na saga Pânico (1996), lhe permite uma carismática experiência.

Não por acaso, o assassino usa uma máscara para vitimar a protagonista, mas é uma máscara de bebê. A produção jamais se leva a sério e isso ajuda a aceitar os absurdos e também as falhas narrativas, como povoar a história com adolescentes rasos e estereotipados; trazer uma “moral”, tipo nos contos de fada; ou jamais sugerir o porque da protagonista estar presa nesse ciclo.

Jessica Rothe é uma aposta acertadíssima da produção. Ela corresponde muito bem tanto no humor quanto no desespero – e ainda segura a onda nas poucas cenas dramáticas. Com um carisma gigante e desenvoltura, consegue entregar até mais do que exige o roteiro limitado.

A Morte Te Dá Parabéns é uma interessante mistura de Feitiço do Tempo (1993) com obras como Pânico e Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado (1997). Sem qualquer compromisso, vai entreter e deixar satisfeito quem procurar um escapismo legal.

Nota 6,5/10

Will Smith e Friends chegam aos cinemas nesta semana; veja a programação

Fotos: Divulgação

Will Smith e Friends chegam aos cinemas nesta semana; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal entre 10 e 16 de outubro:

OBS: ATÉ O FECHAMENTO DO TEXTO, O SITE DE UM DOS CINEMAS APRESENTOU PROBLEMAS DE CONEXÃO. O TEXTO ESTÁ SUJEITO A POSSÍVEIS CORREÇÕES!


Estreias

Projeto Gemini (Gemini Man, 2019): Henry Brogan é um assassino de elite que se torna o alvo de um agente misterioso que aparentemente pode prever todos os seus movimentos. Ele logo descobre que o homem que está tentando matá-lo é uma versão mais jovem e rápida de si mesmo.

(14 anos, 117 minutos)

Morto Não Fala (2018): Plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos a sua volta.

(16 anos, 110 minutos)

Eu Sinto Muito (2019): Um cineasta está produzindo um documentário sobre transtornos de personalidade borderline. Para isso, ele acompanha três pessoas que apresentam alguma crise e/ou instabilidade emocional, que têm dificuldades em manter relações interpessoais, seja por terem sofrido algum tipo forte de trauma ou não.

(100 minutos)


Continuam em cartaz

Coringa (Joker, 2019): Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne é seu maior representante.

(16 anos, 121 minutos)

Angry Birds 2 - O Filme (The Angry Birds Movie 2, 2019): Quando surge uma nova ameaça, que coloca a Ilha dos Pássaros e a Ilha dos Porcos em perigo, Red, Chuck, Bomb e a Super Águia recrutam a irmã de Chuck, Silver, declaram tréguas e formam uma aliança com os seus inimigos porcos. Leonard, a sua assistente Courtney e o informático Garry também se juntam, formando uma improvável super equipe com o objetivo de salvar as suas ilhas.

(Livre, 97 minutos)

Ela Disse, Ele Disse (2019): Rosa é uma menina estudiosa; Léo manda bem no futebol. Ela é pontual; ele está sempre atrasado. Ela detesta Júlia, a menina mais popular do colégio; ele até que gosta dela. Os dois são alunos novos na escola e, além de aprender a lidar com os novos amigos e os problemas na família, descobrem que têm muito mais em comum do que imaginavam. Baseado na obra de sucesso de Thalita Rebouças, eles vão descobrir que crescer pode parecer complicado, mas no fundo, é a maior aventura.

(12 Anos, 78 minutos).

Ad Astra - Rumo às Estrelas (Ad Astra, 2019): Após 20 anos da partida do seu pai para uma missão sem volta em Netuno, McBride viaja pelo sistema solar para encontrá-lo e tentar descobrir por que sua missão falhou.

(14 anos, 123 minutos)

Hebe - A Estrela do Brasil (2019): Ao completar 40 anos de profissão e perto de chegar aos 60 anos de vida, Hebe está madura e já não quer ser apenas um produto que vende bem na tela da TV. Não suporta mais ser submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes. Durante o período de abertura política do país, na transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou para ter o direito de ser ela mesma na frente das câmeras, dona de sua voz e única autora de sua própria história.

(14 anos, 112 minutos)

Dor e Glória (Dolor y Gloria, 2019): Salvador Mallo, diretor de cinema em declínio, relembra sua vida e carreira, desde sua infância na cidade de Valência, nos anos 60. Salvador tem lembranças vívidas de seus primeiros amores, seu primeiro desejo, sua primeira paixão adulta na Madrid dos anos 80 e seu interesse precoce no cinema.

(16 anos, 113 minutos)

Abominável (Abominable, 2019): Quando a adolescente Yi encontra um jovem Yeti no telhado de seu prédio em Xangai, ela e seus amigos travessos Jin e Peng o nomeiam “Everest”. O grupo embarca numa jornada épica para levar a criatura mágica de volta para sua família no ponto mais alto da Terra. Mas, para ajudar “Everest” a voltar para casa, precisarão estar sempre um passo à frente de Burnish – um homem rico com a intenção de capturar um Yeti –, e da zoóloga Dr. Zara.

(Livre, 97 minutos).

Rambo - Até o Fim (Rambo - Last Blood, 2019): O tempo passou para Rambo (Sylvester Stallone), que agora vive recluso em um rancho na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Sua vida marcada por lutas violentas ficou para trás, mas deixou marcas irreparáveis. No entanto, quando uma jovem amiga da família é sequestrada, Rambo precisará confrontar seu passado e reviver suas habilidades de combate para enfrentar um dos mais perigosos cartéis mexicanos. A busca logo se transforma em uma violenta caçada por justiça.

(18 anos, 101 minutos)

Divaldo - O Mensageiro da Paz (2019): O filme conta a história do líder humanitário brasileiro Divaldo Franco, desde sua infância no interior da Bahia até se consagrar como filantropo, se tornar fundador da Mansão do Caminho e orador em prol da divulgação da doutrina espírita no Brasil e no mundo.

(12 anos, 118 minutos).

IT - Capítulo 2 (IT - Chapter Two, 2019): Vinte e sete anos após os eventos que chocaram o Clube dos Perdedores, os amigos realizam uma reunião. No entanto, o reencontro se torna uma verdadeira e sangrenta batalha quando Pennywise, o palhaço, retorna.

(16 Anos, 169 minutos)

Bacurau (2019): Num futuro recente, um povoado do sertão de Pernambuco chamado Bacurau some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

(16 Anos, 131 minutos)


Programação especial e Pré-vendas Cinépolis

Aparecida - Um Musical: Há mais de 300 anos, a imagem de Nossa Senhora Aparecida é o maior símbolo da fé dos brasileiros. Sua história toca até os espíritos menos sensíveis de maneira poderosa e transformadora. E é isso o que o espetáculo Aparecida - Um Musical, de Walcyr Carrasco, oferece ao público a imersão em uma fé capaz de operar transformações humanas.

O espetáculo tem como fio condutor a história de Caio e Clara, um jovem casal sem crença ou religião que reside na cidade de São Paulo do tempo presente. Eles embarcam em uma jornada de descobrimento espiritual na esperança de cura de um câncer no cérebro de Caio.

A exibição será no dia 12 de outubro, às 19h30, no Cinépolis Natal Shopping.

(Livre, 135 minutos).

Festival 25 Anos - Friends: Uma das séries mais celebradas no mundo, Friends comemora nos cinemas os 25 anos de sua primeira exibição. Durante os dias 14, 15 e 16 de outubro, o Cinépolis irá exibir uma programação especial, que reúne entrevistas com o elenco, erros de gravação, material extra e a exibição de 12 episódios especialmente selecionados.

Os episódios são:

Dia 14: Aquele onde tudo começou / Aquele com o blecaute / Aquele com o nascimento / Aquele em que Ross fica sabendo

Dia 15: Aquele com o vídeo de formatura / Aquele que ninguém está pronto / Aquele da manhã seguinte / Aquele com os embriões

Dia 16: Aquele do Chandler na caixa / Aquele com o casamento do Ross: Parte 2 / Aquele em que todos ficam sabendo / Aquele em que Ross fica Doidão

A programação comemorativa pode ser conferida no Cinépolis Natal Shopping em sessões diárias únicas às 19h30.

(12 anos, 90 minutos)

Pré-venda: Malévola - Dona do Mal (Maleficent - Mistress of Evil, 2019): Na sequência do sucesso de bilheteria global de 2014, Malévola e sua afilhada Aurora começam a questionar os complexos laços familiares que as prendem à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias.

O filme estreia no dia 17/10, mas os ingressos já estão à venda no Cinépolis Natal Shopping e no Cinépolis Partage Natal Norte.

(10 anos, 118 minutos)

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

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Natal tem noite chuvosa com trovões e relâmpagos