Plano Detalhe

29/08/2019 05:00

Bacurau estreia nos cinemas de Natal; veja a programação

Fotos: Divulgação

Bacurau estreia nos cinemas de Natal; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 29 de agosto a 4 de setembro:

Bacurau (2019): Num futuro recente, um povoado do sertão de Pernambuco chamado Bacurau some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável? (16 Anos, 131 minutos).

Yesterday (2019): Após sofrer um acidente, um cantor-compositor acorda numa estranha realidade onde é a única pessoa que lembra dos Beatles. Com as músicas de seus ídolos, o protagonista se torna um sucesso gigante, mas a fama tem seu preço. (12 Anos, 116 minutos).

Anna – O Perigo Tem Nome (Anna, 2019): Por trás da beleza marcante de Anna Poliatova, há um segredo que irá expor sua indestrutível força e habilidade para se tornar uma das assassinas mais temidas do mundo. Uma eletrizante viagem repleta de energia, reviravoltas surpreendentes e ação de tirar o fôlego. (16 Anos, 119 minutos).

Retrato do Amor (Photograph, 2019): Pressionado por sua família a se casar o mais rápido possível, um determinado fotógrafo de Mumbai convence uma tímida estranha a fingir ser a sua mulher durante algum tempo. Apesar da relutância, ela aceita a proposta e os dois desenvolvem um laço totalmente inesperado que os muda de maneiras antes inimagináveis. (12 Anos, 110 minutos).

Minha Lua de Mel Polonesa (Lune de Miel, 2018): Anna e Adam, um jovem casal de Paris com origens judaicas polonesas, partem pela primeira vez rumo à Polônia. Eles foram convidados para comemorar os 75 anos da destruição da comunidade de nascimento do avô de Adam. Enquanto ele parece pouco animado com a viagem, Anna está ansiosa para descobrir o país, que também é a terra natal de sua avó. Finalmente, lá vão eles em busca de suas origens em uma jornada cheia de surpresas, durante a qual não encontrarão exatamente o que procuram. (12 Anos, 88 minutos).

O Amor Dá Trabalho (2019): Malandro e aproveitador, Ancelmo (Leandro Hassum) morre e acaba ficando preso no limbo. Para garantir seu lugar no céu, ele precisa praticar uma boa ação e bancar o cupido, pois recebe a missão de unir um homem (Bruno Garcia) e uma mulher (Flávia Alessandra) com personalidades muito divergentes. (12 Anos, 100 minutos).

O Filho do Homem (2019): Maria recebe a visita do Anjo Gabriel, que anuncia que ela dará à luz um filho que se chamará Jesus. Jesus completa 33 anos e inicia sua pregação por toda Judéia e arredores, anunciando o reino dos céus e se auto declarando o Filho de Deus. (14 Anos, 119 minutos).

The Cure: Live in Hyde Park (2019): Palco Cinemark apresenta o show da banda The Cure, gravado no Hyde Park em Londres. (114 minutos).

(Imagens: Divulgação)

Continuam em cartaz:

Brinquedo Assassino (Child´s Play, 2019): No dia do seu aniversário, Andy (Gabriel Bateman) ganha de presente de sua mãe, Karen (Audrey Plaza), o boneco mais aguardado dos últimos tempos. Altamente tecnológico, ele pode se conectar a qualquer dispositivo inteligente da Kaslan, empresa responsável por sua fabricação. No entanto, quando crimes estranhos começam a acontecer, eles passam a suspeitar que o brinquedo pode não ser tão inofensivo quanto parece. (16 anos, 90 minutos).

Era Uma Vez... Em Hollywood (Once Upon a Time... In Hollywood, 2019): O filme revisita a Los Angeles de 1969, que estava em transformação, através da história do astro Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que traçam um caminho em meio à indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono trabalho de Quentin Tarantino é um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood. (16 anos, 161 minutos).

Nada a Perder – Parte 2 (2019): Esse é o segundo e último filme baseado na série de livros escrita pelo jornalista Douglas Tavolaro sobre a vida de Edir Macedo. Enquanto o primeiro mostrava a busca espiritual de Macedo, desde a infância até o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, essa continuação foca no crescimento da Universal pelo mundo e principalmente, nos casos mais polêmicos envolvendo denúncias e ataques ao bispo e à igreja que ele ajudou a fundar. (12 anos, 120 minutos).

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019): O policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o ex-agente Shaw (Jason Statham), adversários na franquia Velozes & Furiosos, precisam unir forças para combater o anarquista Brixton (Idris Elba), um homem geneticamente aprimorado e em controle de uma arma biológica perigosa que pode alterar a humanidade para sempre. (14 anos, 135 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Turma da Mônica - Laços (2019): Com o desaparecimento de seu cachorro Floquinho, Cebolinha desenvolve um plano infalível para resgatá-lo. Para isso, ele vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras. (Livre, 96 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

26/08/2019 05:00

Sessão Review #4

Fotos: Divulgação

Sessão Review #4

Texto: João Victor Wanderley

Seja por falta de tempo, demora a ter acesso ou mesmo por escolha sobre o que escrever, muitas das produções que assisto não recebem uma crítica aqui no Plano Detalhe. Escrever criteriosamente demanda tempo e esforço.

Para oferecer, ao menos, um olhar superficial sobre o que foi visto ou revisto, a Sessão Review traz comentários mais objetivos das obras que ficaram de fora do blog.

Perfeitos Desconhecidos (Perfectos Desconocidos, 2017)

Durante um jantar, três casais e um solteiro – todos amigos – decidem pôr seus celulares na mesa e compartilhar cada mensagem ou ligação que chegarem. É com essa proposta simples que o espanhol Perfeitos Desconhecidos brinca sobre quem somos e quem aparentamos ser.

Com um elenco afiado e um texto ágil, o filme cria humor ocasional, momentos de drama e até suspense. O roteiro costura situações diferentes através da ótima construção do relacionamento entre as personagens.

A narrativa conta com uma estrutura dividida por esquetes, ficando evidente onde começam e terminam. Essa estrutura funciona bem aqui, já que os diálogos triviais e as atuações cheias de química fazem a trama evoluir. Ao mesmo tempo, dão a sensação de que as personagens têm um relacionamento sólido e duradouro, basta ver o grau de intimidade denunciado em certos comentários.

A trama demora a pegar, quase se tornando cansativa. Mas quando o jogo começa, temos até reflexão da sociedade atual. Com tanta tecnologia, as pessoas estão cada vez mais isoladas em seus “mundos”. Angustias, segredos e medos mostram – quase sempre em tom cômico – que as coisas realmente importantes em nossas vidas estão cada vez mais guardadas, como se perdêssemos a capacidade de compartilhar e nos conectar com os mais próximos.

Adaptado de um filme italiano homônimo, Perfeitos Desconhecidos não é um primor narrativo. Tem uma pitada de misticismo que pode soar estranha e força a barra ao construir tantas situações embaraçosas que acontecem quase simultaneamente. Mesmo assim, é interessante, prende a atenção, consegue fazer uma reflexão pertinente e conta com um humor que funciona muito ou pouco, de acordo com sua receptividade. Um bom entretenimento.

Nota 7/10


Todos Já Sabem (Todos Lo Saben, 2018)

Vivendo na Argentina com seu marido Alejandro (Ricardo Darín), Laura (Penélope Cruz) retorna à Espanha com os filhos Irene e Diego para o casamento de sua irmã. Durante a festa, sua filha é sequestrada.

Escrito e dirigido por Asghar Farhadi, o filme lida com relações pessoais em diferentes camadas ao mesmo tempo que explora as reações humanas durante o desespero. Nesse sentido, a ambientação construída no início é essencial. O primeiro ato é alegre, convidativo e agradável. Familiares se reencontrando, abraços carinhosos, felicidade e interação. É como se fizéssemos parte da comemoração.

A partir do sequestro, feridas são postas para fora. Na camada amorosa, um antigo relacionamento entre Laura e Paco (Javier Bardem) volta à tona numa situação amarga para ambos.

Na familiar, a relação entre os parentes e amigos próximos se torna complexa quando um resgate é solicitado e não se tem o dinheiro necessário. O desespero faz com que mágoas antigas em torno de uma posse de terra agravem ainda mais o clima de tensão. Por fim, existe o ego ferido da família burguesa que hoje divide espaço com os descendentes de seus antigos empregados.

O trio protagonista entrega atuações incríveis. Com menos tempo de tela e pouco material, Darín usa seu talento para construir empatia; Cruz mostra bem o desespero da mãe disposta a qualquer coisa para ter a filha de volta; e Bardem tem o melhor desempenho, dono de um arco dramático melhor estabelecido.

Todos Já Sabem é daqueles filmes que provocam a audiência ao levar suas personagens ao limite e despi-las das personas que criam perante a sociedade. Faz ótima transição entre a convivência ideal e o caos de leva qualquer um à ruína, mesmo que não seja forte o suficiente para chocar ou incomodar profundamente.

Nota 8/10

Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World, 2017)

Adaptado do livro de John Pearson, conta uma passagem verídica em 1973, quando John Paul Getty (Christopher Plummer) – então homem mais rico do mundo – se recusou a pagar o resgate de seu neto sequestrado.

Após o afastamento de Kevin Spacey pelas acusações de assédio sexual, Plummer foi contratado – com o filme já pronto – para refazer todas as cenas de Getty. As refilmagens ficaram orgânicas, sem parecer que foram alteradas.

Plummer entrega ótima atuação ao compor uma figura gananciosa, incapaz de dar um passo sem saber quanto lucrará, mas que não é unidimensional. Existe nela um amor genuíno pelo legado que protege e a ideia de que seu desprezo pelos próximos é, na verdade, demonstração de afeto coerente com sua personalidade. Isso não o torna admirável, mas curioso.

Michelle Williams está ótima como a mãe do sequestrado, criando firmeza e fugindo dos clichês de tramas similares. Mesmo assim, o filme jamais emplaca. Fica a sensação, diversas vezes, de que quase chega a surpreender, mas falta fôlego. O ritmo não é lento, mas também não envolve; a produção não entrega a tensão necessária; a direção de arte é eficiente, mas não o suficiente para elevar a obra para outro patamar.

Todo o Dinheiro do Mundo é bem feito e tem boas atuações, mas jamais chega a encantar ou sair do lugar comum. Vale pela curiosidade em torno da personagem tão mesquinha.

Nota 7/10


Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016)

Stephen Strange é um neurocirurgião tão competente quanto arrogante. Após sofrer um acidente que “inutiliza” suas mãos para o trabalho, viaja pelo mundo em busca da cura.

O filme poderia ser um passo à frente da Marvel em relação ao que fez até então, mas as urgências mercadológicas falaram mais alto. Introduzindo temas como dimensões, multiversos e poderes transcendentais, o roteiro se limita a apresentar cada tema superficialmente, evitando parecer complicado e afastar o público preocupado apenas em se divertir.

Benedict Cumberbatch é o perfeito Doutor Estranho. Sua eloquência em cena é mais que suficiente para nos convencer. Ele ainda é importante ao sustentar dramaticamente uma personagem apresentada às pressas. Tilda Swinton se destaca como a Anciã. Sua personalidade é sofisticada, simples e de cativante leveza, contrastando com a imensa força.

Os efeitos especiais são estupendos, partindo de A Origem e ampliando o conceito de brincar com a física de cidades inteiras. Mesmo assim, não supera a fórmula batida que idealiza um protagonista, apresenta-o ao novo, coloca-o em provação até que se torne o que nasceu para ser. Parece um eco das obras anteriores...

Doutor Estranho tem visual arrebatador e elenco formidável, mas se recusa a pensar “fora da caixa”. Com uma estrutura narrativa cansada, roteiro superficial e vilão genérico, desperdiça potencial.

Nota 7/10

23/08/2019 05:00

Mindhunter – 2ª Temporada: excelente fuga do óbvio

Fotos: Netflix

Mindhunter – 2ª Temporada: excelente fuga do óbvio

Texto: João Victor Wanderley

Dois anos após a estreia, Mindhunter (2017 - 2019) retorna se mantendo fiel à proposta inicial. Inspirada no livro escrito John Douglas e Mark Olshaker – a partir de suas experiências reais –, a série original Netflix foge das obviedades das histórias de Serial Killer ao dar luz ao processo científico que passou a guiar o FBI em investigações.

A segunda temporada segue a Unidade de Ciência Comportamental (UCC), que tenta traçar perfis psicológicos de criminosos condenados para encontrar similaridades em seus Modi Operandi. Depois da denúncia de manipular a pesquisa, Holden Ford (Jonathan Groff) sofre um inquérito. Além disso, precisa lidar com a Síndrome do Pânico resultante do trabalho estressante.

Em Quântico, Bill Tench (Holt McCallany) e Wendy Carr (Anna Torv) são apresentados a Ted Gunn (Michael Cerveris), novo diretor do FBI com a aposentadoria de Shepard (Cotter Smith). Gunn demonstra total apoio à UCC e decide investir o que for possível, mas exige que os resultados apareçam com brevidade.

O que faz de Mindhunter um olhar diferenciado sobre Assassinos Seriais não é sua temática, mas a abordagem. Evitando recorrer à violência gráfica, raramente mostra corpos das vítimas, isso porquê o foco está em estabelecer leitura eficiente das cenas de crime. O que não significa ausência de violência...

Os diálogos descrevem as mortes com tanta precisão que sentimos o peso dos atos e quase visualizamos tudo mentalmente. Normalmente a utilização de diálogos expositivos é demonstração de pobreza do roteiro. Em audiovisual, as informações importantes devem ser mostradas e não ditas. Porém, essa exposição verborrágica aqui é necessária já que os crimes servem à narrativa como objetos de estudo.

O trabalho da UCC se faz relevante quando, na década de 1970, Serial Killers começam a atuar com mais frequência. Essa mudança na sociedade é sintetizada numa conversa entre Bill e sua esposa Nancy (Stacey Roca), logo após um assassinato no bairro do casal:

- Isso não costuma acontecer por aqui.

- Acontece em todo lugar, Nancy.

(Unidade de Ciência Comportamental do FBI em reunião / Imagem: Netflix)

O estudo desenvolvido é posto em prática no caso das crianças negras, entre 11 e 14 anos, que são sequestradas e assassinadas em Atlanta entre 1979 e 1981. Holden e Bill tentam aplicar o conhecimento científico adquirido, mas, por se tratar de algo novo, encontram resistência da polícia local e, principalmente, do Governo, que teme piorar a própria imagem.

Os roteiros acertam ao investirem na dualidade. Um paralelo eficiente é traçado entre a evolução das técnicas investigativas e o aperfeiçoamento dos procedimentos de um psicopata. Enquanto acompanhamos a metodologia do trio protagonista crescer gradativamente, a produção pontua a rotina de um criminoso: o vemos lidar com seus conflitos psicológicos, escolher suas vítimas cautelosamente e passar desapercebido em locais públicos ao planejar seus ataques.

A ideia de inserir a ameaça no cotidiano atinge ainda a família Tench após uma morte acontecer na comunidade em que vivem. Através do comportamento ambíguo de uma personagem específica, vemos que indícios de criminalidade também surgem em lares bem estruturados. Todo esse arco é primordial para o desenvolvimento da trama e, principalmente, de Bill.

Com mais espaço em tela, precisa cumprir suas obrigações profissionais, dar atenção ao novo diretor do FBI – que adora bajular superiores – e lidar com uma crise familiar. Sobre esse último ponto, é curioso ver como interfere diretamente na maneira como o agente passa a se comportar.

Durante as reuniões, se mostra maleável com jovens que seguem algum criminoso e rigoroso com os manipuladores. A cena em que conversam Charles Manson (Damon Herriman em grande atuação) ilustra isso com perfeição. Reparem ainda a maneira como Bill passa a encarar uma cruz... A atuação de Holt McCallany é incrível ao compor cansaço e impaciência e parecer ligeiramente encurvado devido ao peso que aparenta carregar nos ombros.

As demais personagens também acrescentam camadas à narrativa. Holden tem um olhar clínico para ler as pessoas com quem interage, seu talento é primordial para o trabalho executado e é respeitado por Gunn. Já no primeiro episódio o vemos em ação ao notar que existe algo errado com Shepard durante sua despedida.

(O jogo de cores ilustra bem o impasse de Bill, dividido entre a profissão e a crise familiar / Imagem: Netflix)

Por outro lado, é arrogante e não reage bem ao não ter suas ideias acatadas. Basta ver, por exemplo, seu descaso ao entrevistar quem julga não ser necessário ou seu desdém quando a polícia interroga alguém que não se enquadra no perfil traçado por ele.

Compondo ambiguidade, Jonathan Groff mostra talento ao transitar entre o humano e o arrogante. É difícil estabelecer ao certo se o que motiva Holden é a ânsia de comprovar sua capacidade intelectual ou o desejo de evitar outras mortes. De qualquer forma, apenas uma atuação competente é capaz de transitar entre esses dois pontos e ainda ser empática.

Já Wendy ganha destaque com sua vida pessoal. Ao iniciar um relacionamento com Kay (Lauren Glazier), sai da zona de conforto criada para proteger sua carreira. Kay é segura quanto sua sexualidade e não permite se privar de seus sentimentos por causa da sociedade preconceituosa.

Tais características provocam reflexão na Doutora, que questiona conceitos auto impostos. No trabalho, segue as entrevistas ao lado de Gregg Smith (Joe Tuttle), que a acompanha na ausência dos outros dois protagonistas e se torna mais presente.

Com episódios dirigidos por David Fincher, Andrew Dominik e Carl Franklin, Mindhunter aposta na linguagem visual estabelecida pelo primeiro e que se aproxima de sua filmografia. Uma atmosfera sombria e apreensiva, fortalecida pela trilha ruidosa que incomoda na medida certa, pela estética “suja” – através da aparência de película desgastada – e pela ambientação de alguns cenários descuidados.

O amarelo está presente na direção de arte, que atrela a cor um sentido de alerta. Reparem, como Bill aparece diversas vezes rodeado de amarelo, seja na poltrona do avião, em sua camisa ou em sua casa, onde a série faz questão de evidenciar...

(Imagens: Netflix)

Muito apoiada na força de seu texto, a produção investe na montagem para entregar um ritmo atrativo. Os inúmeros diálogos, ao invés de soarem cansativos, trazem maior dinamismo, o que é lógico já que os principais acontecimentos estão no campo da dialética. Por isso, os cortes secos durantes as entrevistas e reuniões criam urgência ou tensão, de acordo com que pede cada cena. A propriedade do elenco sobre o texto também auxilia na construção do ritmo.

Outra característica que merece ser destacada é a quebra de paradigmas comumente atrelados às “obras de Serial Killer”. Clichês como a câmera se movendo lentamente antes de alguma revelação ou a porta que não deveria estar aberta tão tarde da noite geram no espectador uma expectativa que não se concretiza.

A utilização dos clichês cria tensão, que é quebrada em seguida pela fuga do óbvio. Utilização efetiva do suspense como a expectativa criada durante um momento determinado, não relacionado ao desfecho desse momento.

Por fim, a direção aposta num visual que corrobora com o compromisso de fidelidade com a realidade. Os atores escolhidos para interpretarem os criminosos não só entregam atuações excelentes como surgem muito parecidos com suas contrapartidas verídicas. Basta uma breve pesquisa na internet que logo se percebe o esmero técnico.

O limite entre ficção e realidade é constantemente provocado, gerando momentos como a cena em que Charles Manson debocha de sua biografia escrita por Vincent Bugliosi e Curt Gentry. Reparem, por exemplo, o diálogo sobre relógios...

Já na marcha que acontece em Atlanta, a produção mescla imagens reais com outras que emulam a estética de película da época, como se tentassem parecer verdadeiras ou – e isso é apenas um palpite – denunciassem ser encenações do material original.

A segunda temporada de Mindhunter mantém a qualidade estética, a narrativa complexa e a condução que aflige sem chocar com violência gráfica. A série escapa do lugar comum ao contar um tipo de história já conhecida sob uma ótica singular.

Nota 10/10

22/08/2019 05:00

Veja a programação dos cinemas em Natal

Fotos: Divulgação

Veja a programação dos cinemas em Natal

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 22 a 28 de agosto:

Brinquedo Assassino (Child´s Play, 2019): No dia do seu aniversário, Andy (Gabriel Bateman) ganha de presente de sua mãe, Karen (Audrey Plaza), o boneco mais aguardado dos últimos tempos. Altamente tecnológico, ele pode se conectar a qualquer dispositivo inteligente da Kaslan, empresa responsável por sua fabricação. No entanto, quando crimes estranhos começam a acontecer, eles passam a suspeitar que o brinquedo pode não ser tão inofensivo quanto parece. (16 anos, 90 minutos).

Os Brinquedos Mágicos (Tea Pets, 2017): Bonecos infusores de chá são pequenas figuras de porcelana que ganham cores diferentes quando despejam chá em seus corpos. Quanto mais profunda a cor, mais precioso é o boneco. Nathan é um boneco que vive em uma loja de chá com seus amigos, mas debocham dele por não conseguir ganhar cor. Quando um robô surge na loja dizendo ser do futuro, Nathan e seus amigos decidem se unir a ele para embarcarem numa aventura. (Livre, 98 minutos).

(Imagens: Divulgação)

Continuam em cartaz:

Era Uma Vez... Em Hollywood (Once Upon a Time... In Hollywood, 2019): O filme revisita a Los Angeles de 1969, que estava em transformação, através da história do astro Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que traçam um caminho em meio à indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono trabalho de Quentin Tarantino é um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood. (16 anos, 161 minutos).

Eu Sou Brasileiro (2019): Léo é um jogador de futebol excepcional e possui todas as qualidades para ser o ídolo de um grande clube. Numa partida em que é acompanhado por um importante olheiro, sofre um acidente que acaba com a sua carreira. Sete anos depois, supera, dia-a-dia a depressão. Com incentivo de uma professora e inspirado pela família, luta para dar a volta por cima. (10 anos, 84 minutos).

A Última Loucura de Claire Darling (La Dernière Folie de Claire Darling, 2018): Em Verderonne, uma pequena aldeia na região do Rio Oise, é o primeiro dia de verão e Claire Darling (Catherine Deneuve) acorda convencida de que está vivendo seu último dia. Ela decide então esvaziar sua casa e se livra tudo, sem distinção. Seus objetos amados ecoam uma vida trágica e extravagante. Esta última loucura traz de volta Mary (Chiara Mastroianni), sua filha que não a via há 20 anos. (12 anos, 94 minutos).

Nada a Perder – Parte 2 (2019): Esse é o segundo e último filme baseado na série de livros escrita pelo jornalista Douglas Tavolaro sobre a vida de Edir Macedo. Enquanto o primeiro mostrava a busca espiritual de Macedo, desde a infância até o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, essa continuação foca no crescimento da Universal pelo mundo e principalmente, nos casos mais polêmicos envolvendo denúncias e ataques ao bispo e à igreja que ele ajudou a fundar. (12 anos, 120 minutos).

Meu Amigo Enzo (The Art of Racing in the Rain, 2019): Baseado no premiado romance de Garth Stein, Meu Amigo Enzo é uma história emocionante narrada por um cão espirituoso e filosófico chamado Enzo. Através de seu vínculo com seu dono, Denny Swift (Milo Ventimiglia), um aspirante a piloto de corridas de Fórmula 1, Enzo ganha uma visão profunda e divertida da condição humana e entende que as técnicas necessárias na pista de corrida também podem ser usadas para passar com sucesso pela jornada da vida. O filme segue Denny e os amores de sua vida – sua esposa Eve (Amanda Seyfried), sua jovem filha Zoe (Ryan Kiera Armstrong) e, finalmente, seu verdadeiro melhor amigo Enzo. (10 anos, 109 minutos).

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019): O policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o ex-agente Shaw (Jason Statham), adversários na franquia Velozes & Furiosos, precisam unir forças para combater o anarquista Brixton (Idris Elba), um homem geneticamente aprimorado e em controle de uma arma biológica perigosa que pode alterar a humanidade para sempre. (14 anos, 135 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Turma da Mônica - Laços (2019): Com o desaparecimento de seu cachorro Floquinho, Cebolinha desenvolve um plano infalível para resgatá-lo. Para isso, ele vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras. (Livre, 96 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

16/08/2019 20:20

Era Uma Vez... Em Hollywood: diferente, mas um autêntico Tarantino

Fotos: Sony

Era Uma Vez... Em Hollywood: diferente, mas um autêntico Tarantino

Por João Victor Wanderley

“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.”. A frase que dá nome a um dos álbuns de Gabriel, O Pensador pode, muito bem, ser aplicada a Quentin Tarantino. O cineasta costuma brincar em suas obras com a maneira de fazer cinema, misturando ideias repetidas que resultam em algo original e que estabelece seu estilo. Porém, desta vez, ele entrega seu trabalho mais diferente, mesmo trazendo todas as suas características.

Era Uma Vez... Em Hollywood (Once Upon a Time ... in Hollywood, 2019) mostra a Los Angeles de 1969 através do olhar de três personagens: Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um famoso ator de TV em declínio, seu amigo e dublê Cliff Booth (Brad Pitt) e Sharon Tate (Margot Robbie), uma jovem atriz em início de carreira.

Para aproveitar melhor o filme, o espectador precisa estar ciente sobre o que aconteceu com Tate – e saber isso é essencial na compreensão de onde Tarantino quer chegar. Do trio de protagonistas, apenas a atriz é recriação de uma figura verídica. Ela fora brutalmente assassinada por seguidores de Charles Manson, uma espécie de mentor intelectual que manipulava seus seguidores para cometer crimes.

Era Uma Vez foge da estrutura clássica onde, por exemplo, uma personagem precisa se locomover de um ponto A até um ponto B ou realizar/impedir algo. O roteiro aqui não tenta contar uma história bem definida, mas apresentar um recorte de um período e um local específicos.

Compreender essa escolha é uma maneira eficiente de evitar frustrações já que existe uma quebra de expectativa aqui. O material entregue é diferente do que, normalmente, se espera de Tarantino. Nesse sentido, acompanhamos uma recriação de época tão rica em detalhes que é como se fossemos jogados no ano em questão. Existe um valor de produção absurdo através da direção de arte.

Figurinos, carros, estúdios, objetos de cena, fachadas de lojas, letreiros de cinemas com as obras em cartaz, músicas tocando em rádios, séries sendo exibidas na TV... Os pensamentos da época são capturados através dos diálogos eficientes: o desejo pela notoriedade, a vaidade dos artistas, a luta contra o ostracismo, a filosofia Hippie que se opõe à autoridade e prega a liberdade sexual... Toda a ambientação é bem-sucedida, seja no âmbito físico ou ideológico.

(Set de filmagens de Era Uma Vez... Em Hollywood)

Por outro lado, a falta de um elemento condutor atrasa nosso envolvimento com o que é mostrado – mesmo que a trama jamais seja desinteressante. É como se ficássemos alheios até que o engajamento emocional, que vai surgindo pouco a pouco, seja consolidado. Até lá, parece que acompanhamos “um documentário” sobre como era viver em 1969.

De qualquer forma, chama atenção como o roteiro trabalha os contrastes das diversas visões de uma realidade e, principalmente, traz sensibilidade. Existe uma simbiose incrível entre atuações, texto e direção.

Acostumado a interpretar vilões caricatos, Rick é muito canastrão e tem trejeitos exagerados, embora tenha talento. Longe das câmeras, existe um homem inseguro, capaz de se emocionar após uma grande cena ou de se transtornar ao errar suas falas. Aliás, o momento em que se cobra no camarim é brilhante por ser hilário e sensível. Leonardo DiCaprio está sensacional, transitando entre a persona das séries, a insegurança de quem vê a carreira declinar e a comicidade – essa para nós da plateia.

O olhar de Rick também serve para nos jogar nos bastidores da produção televisiva. A síntese dessa proposta está na gravação do episódio de uma série – que existiu de verdade. Após o erro de uma fala, a câmera desfaz o movimento para retornar à posição inicial e, em seguida, repetir tudo. O momento é registrado pela câmera do filme que, por sua vez, emula a da série, num exercício de metalinguagem bem aplicado.

Já Cliff personifica o profissional de Hollywood que não consegue mais trabalho. O dublê, que tem idade avançada e carrega um passado dúbio, se sustenta como assistente do amigo Rick Dalton. Nesse seguimento, o humor é explorado com sucesso graças ao roteiro e ao timing impecável de Brad Pitt.

Com gags físicas e piadas rápidas, o ator constrói uma persona naturalmente engraçada, sem cair no estereótipo. Ele ainda mostra como a passagem de tempo é cruel no ramo, quando visita um rancho antigo, usado para filmagens no passado, e vemos o que aconteceu com o proprietário.

(DiCaprio e Pitt estão excelentes; Robbie faz o melhor com o pouco material que tem)

Por fim, Sharon representa a ânsia de quem começa a crescer em Hollywood. Enérgica e cheia de vida, a jovem atriz simboliza a felicidade de quem está realizando um sonho. Essa mensagem é brilhantemente captada quando ela vai ao cinema assistir a um filme seu e se preocupa em notar a recepção da plateia – e é legal ver que Tarantino preserva a imagem da Tate verdadeira ao não recriar a cena exibida.

Entretanto, é curioso perceber a visão idealizada que o projeto tem de Sharon Tate. Como personagem, ela não acrescenta à trama e limita demais o trabalho de Margot Robbie – que se sai muito bem com o que tem. Por outro lado, surge como um símbolo do sentimento que o diretor tem pela época retratada.

Assim, não espanta que ela apareça sempre sorrindo, dançando, transbordando felicidade, vestida com cores quentes e enquadrada com bastante luz, como uma entidade. Uma demonstração de que Tarantino consegue ser sensível...

Em sua filmografia, o cineasta segue uma fórmula própria. Entre si, suas produções divergem bastante em essência, embora sejam semelhantes em estrutura. Todas trazem violência exagerada, humor ácido, trama não-linear, diálogos ágeis, ritmo acelerado e uma sensação de pertencimento a um universo particular.

Tudo isso está presente em Era Uma Vez, mas, de uma maneira nova. A diferença aqui é a dosagem: o diretor controla mais seus impulsos e extravagâncias, entregando sobriedade temática que aproxima o filme, o máximo possível, da nossa realidade. Por muito tempo temos um tom leve e mais próximo do que é uma comédia.

(Tatantino em filmagem de seu 9ª filme)

Mas estamos falando de um cineasta que não segue a lógica comum. Ao decidir ser o que estamos acostumados a ver, provoca uma catarse deliciosamente assustadora. É como se tentasse se livrar de amarras e, quando consegue, instaura o caos (narrativamente controlado).

Seja com uma conversa completamente trivial entre bandidos, instantes antes de provocar uma crueldade, ou quando recorre à ultraviolência, nos fazendo sentir gratificação pelo que vemos, o diretor parece tentar compensar seus fãs por terem aceitado fazer essa viagem com ele. Impressionante justamente por ter vindo depois do sentido autocontrole, o choque provocado é saborosamente real.

É legal também ver como ele se abraça ao seu universo próprio, permitindo-se distorcer alguns fatos. Ao assinar seu 9º trabalho com a tradicional frase inicial das fábulas, atesta a liberdade artística que adota com maestria ao distorcer a verdade para que esta sirva à trama. Tal escolha cria momentos memoráveis, como o embate fantástico entre Cliff e Bruce Lee (Mike Moh) ou a inserção de Rick em séries ou filmes reais.

A estética da obra é apurada, repleta de cor e movimentos de câmera interessantes. Tarantino utiliza de gruas para sair do quintal de uma casa e descer pelo telhado de outra, enquadramentos enviesados durante uma disputam por autoridade e travellings que deslizam durante uma cavalgada para dar ritmo. Ritmo, aliás, que nunca chega a ser acelerado, mas que é bom o suficiente para que não sintamos o peso das suas 2h40 de duração.

Era Uma Vez... Em Hollywood não é perfeito. É tecnicamente irrepreensível, mas exige do espectador algum conhecimento prévio para se ambientar melhor até ser cativado por completo – o que demora. Mas é extremamente divertido, bem executado e uma recriação competente de um período idolatrado por seu realizador. Pode ser diferente, mas é um autêntico Tarantino!

Nota 8,5/10

15/08/2019 05:00

Novo Tarantino e festival de cinema italiano chegam à Natal; veja a programação

Fotos: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley

Novo Tarantino e festival de cinema italiano chegam à Natal; veja a programação

Confira as estreias e os filmes que permanecem em cartaz nos cinemas de Natal no período de 15 a 21 de agosto:

Era Uma Vez em... Hollywood (Once Upon a Time in... Hollywood, 2019): O filme revisita a Los Angeles de 1969, que estava em transformação, através da história do astro Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que traçam um caminho em meio à indústria que eles nem mesmo reconhecem mais. O nono trabalho de Quentin Tarantino é um tributo aos momentos finais da era de ouro de Hollywood. (16 anos, 161 minutos).

Festa do Cinema Italiano: A mostra 8 ½ Festa do Cinema Italiano traz para Natal os filmes que se destacaram nos principais festivais de cinema do mundo, além de alguns clássicos.

Durante a semana, serão exibidas obras como Lucia Cheia de Graça, Euforia, Noite Mágica e Silvio e os Outros. Veja a programação completa.

Eu Sou Brasileiro (2019): Léo é um jogador de futebol excepcional e possui todas as qualidades para ser o ídolo de um grande clube. Numa partida em que é acompanhado por um importante olheiro, sofre um acidente que acaba com a sua carreira. Sete anos depois, supera, dia-a-dia a depressão. Com incentivo de uma professora e inspirado pela família, luta para dar a volta por cima. (10 anos, 84 minutos).

A Última Loucura de Claire Darling (La Dernière Folie de Claire Darling, 2018): Em Verderonne, uma pequena aldeia na região do Rio Oise, é o primeiro dia de verão e Claire Darling (Catherine Deneuve) acorda convencida de que está vivendo seu último dia. Ela decide então esvaziar sua casa e se livra tudo, sem distinção. Seus objetos amados ecoam uma vida trágica e extravagante. Esta última loucura traz de volta Mary (Chiara Mastroianni), sua filha que não a via há 20 anos. (12 anos, 94 minutos).

Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro (Scary Stories to Tell in the Dark, 2019): A cidade de Mill Valley é assombrada há décadas pelos mistérios envolvendo o casarão da família Bellows. Em 1968, a jovem Sarah Bellows, uma garota problemática que mantinha um mau relacionamento com os pais, foi ao porão para escrever um livro repleto de histórias macabras. Décadas mais tarde, um grupo de adolescentes descobre o livro e passa a investigar o passado de Sarah. No entanto, as histórias do livro começam a se tornar reais. (14 anos, 103 minutos).

Nada a Perder – Parte 2 (2019): Esse é o segundo e último filme baseado na série de livros escrita pelo jornalista Douglas Tavolaro sobre a vida de Edir Macedo. Enquanto o primeiro mostrava a busca espiritual de Macedo, desde a infância até o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, essa continuação foca no crescimento da Universal pelo mundo e principalmente, nos casos mais polêmicos envolvendo denúncias e ataques ao bispo e à igreja que ele ajudou a fundar. (12 anos, 120 minutos).

(Imagens: Divulgação / Montagem: João Victor Wanderley)

Continuam em cartaz:

Meu Amigo Enzo (The Art of Racing in the Rain, 2019): Baseado no premiado romance de Garth Stein, Meu Amigo Enzo é uma história emocionante narrada por um cão espirituoso e filosófico chamado Enzo. Através de seu vínculo com seu dono, Denny Swift (Milo Ventimiglia), um aspirante a piloto de corridas de Fórmula 1, Enzo ganha uma visão profunda e divertida da condição humana e entende que as técnicas necessárias na pista de corrida também podem ser usadas para passar com sucesso pela jornada da vida. O filme segue Denny e os amores de sua vida – sua esposa Eve (Amanda Seyfried), sua jovem filha Zoe (Ryan Kiera Armstrong) e, finalmente, seu verdadeiro melhor amigo Enzo. (10 anos, 109 minutos).

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw, 2019): O policial Hobbs (Dwayne Johnson) e o ex-agente Shaw (Jason Statham), adversários na franquia Velozes & Furiosos, precisam unir forças para combater o anarquista Brixton (Idris Elba), um homem geneticamente aprimorado e em controle de uma arma biológica perigosa que pode alterar a humanidade para sempre. (14 anos, 135 minutos).

O Rei Leão (The Lion King, 2019): Adaptação do clássico Disney de 1994, O Rei Leão retrata a jornada de Simba, filho do rei Mufasa e herdeiro da Pedra do Reino. Mas nem todos estão dispostos a aceitar tal sucessão, como Scar, irmão de Mufasa e ex-futuro rei. (10 anos, 118 minutos).

Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home, 2019): O amigão da vizinhança embarca com Ned, MJ e o resto da turma para curtir férias na Europa. No entanto, os planos de deixar os feitos heroicos para trás por algumas semanas são rapidamente frustrados quando ele, relutantemente, aceita ajudar Nick Fury a descobrir o mistério por trás de diversos ataques que espalharam o caos pelo velho continente. (10 anos, 130 minutos).

Os horários podem ser verificados nos sites dos cinemas

*O conteúdo deste blog não representa necessariamente a opinião do portal.