P-47 Aviação e História

[Vídeo] KC-390 da FAB pousa em Natal pela primeira vez

[Vídeo] KC-390 da FAB pousa em Natal pela primeira vez

4 de fevereiro de 2020, mais uma vez Natal entrou para a história da aviação, quando recebeu, pela primeira vez, o pouso do KC-390, de matrícula FAB 2854, na pista da Ala 10, base da Força Aérea Brasileira (FAB). Trata-se da segunda aeronave do tipo entregue a FAB, que entrou em operação em 13 de dezembro de 2019, enquanto que a primeira, FAB 2853, entrou em operação em 4 de setembro de 2019.

O KC-390 foi fabricado pela Embraer e esta é a primeira missão do FAB 2854, que partiu de Brasília com destino a Natal, com previsão de fazer a viagem de volta na manhã da quarta-feira (5). Não se sabe ainda o motivo da viagem ou se alguma carga será levada de Natal, tendo em vista que, aparentemente, a aeronave nada descarregou.

Mais informações da aeronave você encontra aqui.

[Vídeo: Edmo Anderson]

KC-390 recém chegado na Ala 10 (Foto: Manoel Barbosa)

[Foto] Lockheed P-38 “Lightning” passou por Parnamirim Field a caminho do front

[Foto] Lockheed P-38 “Lightning” passou por Parnamirim Field a caminho do front

Sem dúvida Parnamirim Field recebeu um número quase incontável de aeronaves, período da segunda guerra. Fotos de DC-3, B-24, B-25 e PBY-5 “Catalina” são as mais comuns, e não menos interessante de se ver. No entanto, outras podem ser consideradas raras, como a do Lockheed P-38 “Lightning”, ou sua variação F-5 como avião de reconhecimento e fotografia que passou por aqui em 1944 a caminho do teatro de operação CBI, ou seja, China, Burma e Índia.

Quem curte aviação sabe como é interessante ver uma foto do P-38 em Natal, pois além de ser uma aeronave diferente, com dois motores, é um ícone da história aeronáutica. Assim como o P-40 ou P-51, ele recebeu a designação “P” (pursuit ou perseguição).

Há 7 anos passava o último "Catalina" por Natal

Há 7 anos passava o último "Catalina" por Natal

Há 7 anos, em janeiro de 2013, passava por Natal o último Consolidated PBY-5A “Catalina”, vindo da África do Sul, após ser comprado e restaurado por uma empresa canadense. O avião ganhou notoriedade na segunda guerra mundial, tendo atuado em diversos cenários do conflito, principalmente no Atlântico e Pacífico.

Em Natal, o avião conquistou o imaginário popular e ao longo dos anos sempre que se fala em segunda guerra ou Rampa, logo o nome “Catalina” aparece. Ironicamente, em pouco tempo esses aviões foram substituídos aqui pelo PB4Y “Liberator”, na defesa da costa contra os submarinos alemães.

Na ocasião, em 2013, acompanhamos a passagem do Catalina, matrícula N427CV, no então Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim. Quem também estava por lá, era o piloto Pery Lamartine, que chegou a voar aeronaves do tipo, no fim da guerra, pela empresa Aerogeral, na linha Natal-Rio.


Pery Lamartine posando para matéria do então Diário de Natal

 

Tripulação do N427CV preparando aeronave para o voo, em 2 de janeiro de 2013

O que aconteceu em 28 de janeiro de 1942?

O que aconteceu em 28 de janeiro de 1942?

Em 28 de janeiro de 1942, no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, o chanceler Osvaldo Aranha, lia na Conferência dos Chanceleres das Américas o decreto presidencial que informava a ruptura das relações com Alemanha, Japão e Itália. Coincidentemente, um ano depois ocorreria o encontro dos presidentes Vargas e Roosevelt, em Natal.

Conferência do Potengi: O que houve com o jeep de Vargas e Roosevelt?

Conferência do Potengi: O que houve com o jeep de Vargas e Roosevelt?

Essa é provavelmente uma das perguntas que mais escutamos quando o assunto é o encontro de Vargas e Roosevelt, em Natal, no dia 28 de janeiro de 1943. A pergunta não é muito fácil de se responder. Entretanto, é possível afirmar que o veículo de matrícula 2083696, nº 7, do Exército dos EUA, se perdeu na história, como mais uma prova de que não preservamos nossa memória.

Como é possível se perder o palco de um dos momentos mais importantes de nossa história? Pois bem, após o ocorrido, o jeep chegou a ser preservado e exposto no terminal de passageiros do Aeroporto Augusto Severo, onde permaneceu até meados dos anos 1950 com uma placa resumindo sua importância, mas quando necessitaram de viaturas na Base Aérea de Natal (BANT), ele foi colocado de novo em serviço.

No livro a História da BANT, do coronel aviador da FAB, Fernando Hipólito da Costa, consta que o jeep foi a leilão e desde então nada se sabe. Em dez anos, uns dois propensos candidatos – restos de chassi e chapa de metal – ao jeep nº 7 apareceram, porém, nenhum deles se mostrou o verdadeiro. Com a ajuda de pesquisadores e colecionadores, a então Fundação Rampa conseguiu fazer a checagem entre o número do chassi e a matrícula, comprovando não ser verdade. Em 2019, um terceiro candidato surgiu, mas ainda não foi possível fazer a checagem.

 

 

Conferência do Potengi: O quinto elemento no jeep?

Conferência do Potengi: O quinto elemento no jeep?

Incrível como alguns detalhes passam desapercebidos na história. A presença de uma quinta pessoa no jeep que transportou Vargas e Roosevelt por Natal passou desapercebida por anos. Nos bancos da frente iam o motorista, o capitão do Exército, David Moore, e o presidente americano Franklin Delano Roosevelt. Na parte de trás, iam o almirante Jonas Ingram, o presidente brasileiro Getúlio Vargas e um oficial da Marinha dos Estados Unidos, de nome desconhecido. Nem no relatório oficial se preocuparam em citar o rapaz. Vale citar, que o motorista mesmo só se tornou conhecido após matéria de sua cidade natal relatando o fato histórico.

Por outro ângulo é possível ver o oficial da Marinha ao lado de Vargas.

Documento do Governo dos EUA no qual não aparece o nome do motorista nem do oficial que ia atrás

 

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Natal tem noite chuvosa com trovões e relâmpagos