P-47 Aviação e História

A-29: Conheça o assento ejetor que salvou o militar em Natal

A-29: Conheça o assento ejetor que salvou o militar em Natal

O A-29 “Super Tucano” biplace ou sua versão civil EMB-314 que se envolveu com uma ejeção, na terça-feira (3), no litoral norte de Natal, é equipado com dois assentos ejetáveis modelo “Martin Baker MK 10” de fabricação britânica. De acordo com o site do fabricante, o equipamento já realizou cerca de 800 ejeções com sucesso (801 agora), em mais de 30 anos de operação e conta, atualmente, com 5.500 unidades em uso e em 33 tipos de aeronaves diferentes.

Ele foi desenvolvido ainda nos anos 1970, a partir do modelo MK9 e substituiu, principalmente, o modelo MK8, que era utilizado inclusive no T-27 “Tucano” da FAB, considerado o antecessor do A-29. A maior diferença é que o MK10 é considerado o assento 0-0 (zero de velocidade e zero de altitude), ou seja, ele se mostra eficiente com o avião parado ou no solo. Ao ser acionado, o próprio assento quebra o canopi de acrilíco liberando a passagem.

Em 4 de junho de 2012, por exemplo, um cadete da Academia da Força Aérea perdeu a vida após um acidente a bordo de um T-27 com ejeção involuntária em solo, quando o avião fazia taxi. Ele foi lançado ao ar e o paraquedas não teve tempo de abrir.

Ficha técnica Martin Baker MK 10:

  • Teto de operação: 50.000 ft ou (15.250 m)
  • Velocidade e altura mínima: zero / zero – nível do solo
  • Faixa de massa do tripulante: 69,2 - 112,2 kg

Tripulante estava no assento traseiro (marcado com círculo vermelho). O canopi de acrícilico reforçado é quebrado pelas hastes do próprio assento (detalhe da seta amarela)

 

Quadro a quadro é possível entender como acontece a ejeção 

Veja vídeo completo com as etapas da ejeção do MK10, que pode ocorrer de duas maneira, a primeira com o canopi sendo liberado momentos antes e o outro como ocorre no A-29, em que a cadeira quebra o acrílico.

Link relacionado: Detalhe de outra ejeção - https://www.youtube.com/watch?v=8iIgpKbMsa4

 

A-29: A aeronave que militar se ejetou em Natal

A-29: A aeronave que militar se ejetou em Natal

O A-29 “Super Tucano” é tido como uma aeronave de caça (ataque) utilizado amplamente pela Força Aérea Brasileira (FAB), em quase todo o território nacional, como medida de defesa aérea, combate ao narcotráfico, apoio aéreo a infantaria em solo, destruição de pistas clandestinas, instrução de pilotos e até como principal meio do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), a popular “Esquadrilha da Fumaça”.

De acordo com informações da fabricante, a empresa de defesa brasileira Embraer, o Super Tucano é uma aeronave turboélice de ataque leve e treinamento avançado, equipados com aviônica e armamento modernos.  Ao todo, o avião acumula mais de 320 mil horas de voo, com mais de 220 aeronaves entregues, com desempenho em combate comprovado e com produção em plena atividade em duas linhas de montagem, sendo uma no Brasil e outra nos Estados Unidos.

Batismo de fogo se deu em 2007, por meio da Força Aérea Colombiana ao atacar instalações das Forças Armada Revolucionárias Colombiana (Farc). Em 3 de junho de 2009, um A-29 da FAB cumpriu a Lei do Abate ao interceptar e forçar o pouso de um avião não identificado utilizado pelo tráfico de drogas internacional (ver vídeo)

Imagem de avião similar ao envolvido na ejeção do militar em 3 de março de 2020 (Foto: Leonardo Dantas)

 

Armamento:

  • 02 metralhadoras de .50
  • 1.550 kg de capacidade carga externa
  • 05 pontos de carga externa
  • Canhão de 20 mm
  • Foguete
  • Mísseis ar-ar / ar-terra
  • Bombas de queda livre
  • HMD (Helmet Mounted Display, sistema de apresentação instalado no capacete)
  • Bombas guiadas por GPS

 

Informações Técnicas

  • Monomotor Monoplace e biplace
  • Limite de carga G: +7 a -3,5
  • Motor: P&W PT6A-68C 1.600 SHP
  • Hélice: Hartzell Pentapá
  • Peso vazio: 3.200 kg
  • Peso máximo de decolagem: 5.400 kg
  • Velocidade máxima nivelada: 590km/h
  • Velocidade de cruzeiro:520km/h
  • Autonomia:3h20 min (tanques internos)
  • Alcance:1455 km
  • Assento Ejetável: Martin Baker MK 10

Links relacionados: https://defense.embraer.com/br/pt/super-tucano

O que aconteceu em Genipabu com o A-29?

O que aconteceu em Genipabu com o A-29?

A ejeção do militar da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre a praia de Genipabu, litoral norte de Natal, movimentou a imprensa local na tarde da terça-feira (3), e algumas informações infundadas foram divulgadas, inclusive, que uma aeronave havia caído no mar. Para nossa surpresa, surgiram vídeos de “repórteres” nas proximidades afirmando tal fato, mostrando o cuidado com o que a informação deve ser tratada, pois existe uma responsabilidade enorme por trás dos fatos.

O blog P-47 foi um dos primeiros a postar a notícia e apesar ter tido acesso ao fato bem antes, a postagem só foi liberada após a confirmação por uma fonte confiável. Nosso papel, com esta postagem é o esclarecimento de como se deu o desenrolar do acontecimento e responder algumas perguntas que foram feitas ao longo do dia 3 de março de 2020.

Caiu avião na tarde da terça-feira (3) em Natal?

Não. O avião pousou na pista da Ala 10, antiga Base Aérea de Natal e vai passar por inspeção.

Como ele conseguiu ejetar e o piloto da aeronave continuou voo?

A cabine do A-29 “Super Tucano” biplace – pode-se dizer – é independente, então o tripulante que ia assento de trás ativou seu assento ejetor, ainda não se sabe como ou em que condições. Desta maneira, a própria cadeira ao sair da aeronave quebra o acrílico do canopi parcialmente, deixando a parte que cobre o assento dianteiro em uso. Acreditamos que foi um grande susto para o piloto, mas o treinamento dos militares e a qualidade da aeronave permitiu seu retorno à base.

Quem ejetou era piloto?

Não. Apenas oficiais formados pela Academia da Força Aérea (AFA) são considerados pilotos militares da FAB, e eles ainda precisam concluir um dos cursos oferecidos nas especialidades, como caça, asas rotativas e transporte. O militar em questão, oficialmente, não teve sua identidade revelada. Contudo, sabe-se que não era oficial e estaria na aeronave como tripulante, ou popularmente “saco”.

O assento ejetor machuca seu ocupante?

A ejeção é uma ação nada fácil e, em geral, bem pensada devido os riscos. O tripulante pode se machucar no momento da ejeção ao colidir com a própria aeronave ou parte dela, ou ainda ao tocar o solo, tendo em vista que ele depende de inúmeros fatores, como vento, relevo, rede elétrica, animais e etc. Um exemplo que se espalhou nas redes sociais em 2018, foi o caso dos dois pilotos que se ejetaram de uma aeronave F-5, no Rio de Janeiro, em que ambos saíram machucados. No caso ocorrido em Natal, no dia 3 de março, o tripulante caiu no mar e em uma região de fácil acesso e sem muitas ondas.

Modelo do helicópetro H-36 utilizado no resgta (Foto: Leonardo Dantas)

Como se deu o resgate do militar?

Ao cair no mar, o militar ficou boiando. Um outro A-29 que participava do exercício de treinamento informou via rádio que viu o paraquedas se abrir e acompanhava o pouso na água do tripulante. De imediato o serviço de busca e salvamento (Search and Rescue – SAR) da Ala 10 foi acionado com helicóptero H-36 Caracal e com apoio de aeronaves C-95 Bandeirantes. Apesar do militar ter saído andando do mar, buscando abrigo em um restaurante próximo, o mesmo foi imobilizado e levado para o Hospital de Guarnição de Natal.  

O que diz a Aeronáutica?

Nota emitida pelo Comando da Aeronáutica por meio do Centro de Comunicação Social da Aeronaútica (Cecomsaer)

O Comando da Aeronáutica informa que foi realizada uma ejeção do assento traseiro de uma aeronave A-29, na tarde desta terça-feira (03/03), no Rio Grande do Norte, durante uma missão de treinamento. O militar envolvido na ejeção foi resgatado, passa bem e está sendo submetido à avaliação médica.

O procedimento ocorreu dentro dos padrões de segurança e o piloto da aeronave, que ocupava o assento dianteiro, retornou à Ala 10 – Base Aérea de Natal, realizando o pouso normalmente.

A Aeronáutica iniciou as investigações para apurar os possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência.

Tripulante de A-29 ejeta sobre o litoral norte de Natal

Tripulante de A-29 ejeta sobre o litoral norte de Natal

Um tripulante de uma aeronave A-29 "Super Tucano" da Força Aérea Brasileira(FAB) ejetou-se sobre o mar, no início da tarde desta terça-feira (3). De acordo com uma fonte do blog, apenas um dos tripulantes ejetou, enquanto o outro permaneceu no avião, conseguindo realizar o pouso na Ala 10. De acordo com informações preliminares, após a abertura do paraquedas, o que ejetou caiu no mar e foi resgatado por um caiaque. O Serviço de Busca e Salvamento (SAR) foi acionado e está no local. Não temos identificação dos envolvidos nem as condições de saúde. Aguardaremos uma posição da FAB. 

Tinha carnaval em Natal durante a guerra?

Tinha carnaval em Natal durante a guerra?

O carnaval é uma festa que mexe com o brasileiro e em Natal não poderia ser diferente, nem mesmo em tempos de guerra. Há diversos relatos de bailes e movimentações populares na cidade, no período em que os americanos estavam ocupando Parnamirim Field. Criou-se até mito em torno da figura do Zé Areia, que seria o eterno “Rei Momo” ou até que se vestia de mulher.

Outro fato que ganhou a memória dos natalenses diz respeito a um dia, que não se sabe o ano ao certo, quando um grupo de americanos perguntavam incessantemente por uma mulher chamada “Cecília” e ninguém sabia de quem se tratava. Acontece que na época, a música “Cecília” tocou inúmeras vezes na rádio e nos bailes, durante os dias de Carnaval.

Quando chegou a quarta-feira de Cinzas e os festejos pararam, os americanos não entenderam e como não sabiam falar direito o português, só perguntavam:  - Onde está Cecília?

Letra - Cecília (Roberto Martins) 

Pra mostrar que braço é braço,
Eu conquistei Cecília !
Enfrentei balas de aço,
Mas conquistei Cecília.
(bis)

Ai, ai, Cecília,
Ai, ai, Cecília,
Eu não sei amar a mais ninguém,
E tu sabes que eu te quero meu bem,
Ai, ai, Cecília,
Ai, ai, Cecília,
Vem comigo e tu serás feliz,
Ai, ai, Cecília.

Realmente deve ser difícil explicar a um estrangeiros, que no primeiro trimestre do ano, o País para completamente por causa de uma festa, sem contexto cívico ou religioso. Viva o carnaval.

Descida da Avenida Rio Branco onde foi tirada a foto deste post, entre os anos de 1943 a 1945

Entrevista com o veterano de Monte Castelo e Montese, o capitão Souza

Entrevista com o veterano de Monte Castelo e Montese, o capitão Souza

No papel a força expedicionária foi criada em 1943, contudo, o embarque para a Itália se deu apenas em julho de 1944 e os derradeiros combates se estenderam até maio de 1945. Neste último ano, exatamente há 75 anos, os nossos pracinhas concluíram uma das missões mais difíceis da guerra, quando por mais de uma vez outros exércitos tentaram sem êxito. Acredito que pouco se falará na mídia sobre o fato e a data histórica.

Abaixo segue o material produzido na entrevista para o então Portal Noar.

De fato o Brasil participou da Segunda Guerra Mundial de diversas maneiras, seja com a presença de bases americanas em seu território – incluindo a base de Parnamirim, em Natal – ou com envio de tropas para o combate na Itália. Neste último exemplo, se cria um efetivo do Exército formado por homens de diversos cantos do País, em 1943. O Governo criava então a Força Expedicionária Brasileira (FEB) que junto com a FAB envia mais de 20 mil homens para lutar na Itália.

Nos dias atuais, os feitos desses homens e suas colaborações para o fim da Guerra são de pouco ou nenhum conhecimento. A luta para os pracinhas brasileiros durou entre julho de 1944 e maio de 1945, totalizando 457 mortos em 239 dias de combate. Esta divisão de exército foi integrada ao 5ª Exército dos Estados Unidos, com cerca de 300 militares oriundos do Rio Grande do Norte, dos quais seis não voltaram com vida para o estado de origem.

Atualmente residindo em Recife, o amigo Souza – como prefere ser chamado – morou em Natal até 2013, quando ajudava a manter as atividades e encontro entre veteranos da FEB. Ele é considerado um dos heróis da tomada de Monte Castelo e Montese, algumas das principais batalhas do teatro de guerra na Itália.

Muito comovido, após ter se passado 70 anos dos fatos [reprodução da entrevista de 2014], Sousa conversou com a reportagem e contou um pouco da sua história e de seus companheiros.

Portalnoar.com: Como foi o seu ingresso no Exército Brasileiro?

Cap. Souza: Nasci em 1924 em João Câmara e com 17 anos, em novembro de 1941, fui incorporado como voluntário. Eu era estudante do Atheneu e o 29º Batalhão de Caçadores (29º BC) ficava ali por perto. Entrei nesse batalhão que depois foi transformado em 16º Regimento de Infantaria, o famoso 16RI, e fomos transferidos para o bairro do Tirol. Em janeiro já fui promovido a cabo e em agosto de 1942 fui promovido a 3º sargento.

E como o senhor soube da Guerra?

Sabíamos porque saia no jornal e na rádio. E em 1943 já fui designado para o litoral para dar segurança às praias, pois falava-se em invasão alemã no litoral. Primeiro fui para Ponta Negra e depois Pirangi do Norte, com uma seção de morteiros. Eu ficava embaixo do cajueiro que hoje chamam de o Maior do Mundo, mirando a foz do rio. Em Ponta Negra, certa vez, eu tive a oportunidade de um avistamento de submarino alemão. Um avião de Parnamirim veio e atacou, bem na hora do pôr do sol. Em outra ocasião, na mesma praia achamos uma balsa de borracha com o corpo de um americano. Antes disso, quando os americanos chegaram em Natal, o nosso efetivo foi designado para acompanhar as atividades em Parnamirim, onde também passei um tempo.

Quando surgiu a relação com a FEB?

Fui designado para a FEB em julho de 1944, no primeiro contingente que saiu de Natal para o Rio de Janeiro. Antes fomos para Recife de trem, em viagem de 48 horas, pois tinham medo de ataque as tropas do Exército, então, foi desviando. Lá passamos oito dias em estágio até embarcarmos em navio para o Rio, sob a proteção da Marinha dos Estados Unidos. Lá eu ingressei no 1º Regimento de Infantaria, o regimento ‘Sampaio’. Tivemos treinamento constante, com embarque e desembarque em navio e marchas noturnas exaustivas.

O embarque para Itália como se deu?

Em setembro de 1944, embarcamos em navio para a Itália, enfrentando 15 dias de viagem com um receio enorme de ataque de algum submarino. Descobriram que o submarino necessitava de 7 minutos para preparar a mira, então, a cada intervalo desse tempo o navio mudava a rota. Nunca íamos em linha reta, sempre em ‘zig e zag’ e uma viagem desconfortável, com muitos passando mal e vomitando. Quando chegamos ao estreito de Gibraltar, visualizamos a África e uma poeira fina cobriu todo o navio e a partir dali passamos a ser escoltados pela Marinha Inglesa. Vi uma coisa que nunca esqueci. Vários navios afundados com as quilhas para cima e uma coisa que nunca imaginei, um vulcão ativo, o Vesúvio.

E ao chegar a Itália, o que aconteceu?

Passamos para uma das centenas de barco, com capacidade para 200 homens cada. Entre Nápoles e Livorno enfrentamos um temporal de dois dias, piorando ainda mais a agitação na barca e o mal estar dos soldados. Foi horrível o mau cheiro dos vômitos. Desembarcamos e seguimos para Pisa, onde ficamos acampados até outubro. Repetimos o treinamento e tivemos acesso ao equipamento e fardamento americano, pois experiências passadas entre as nossas tropas e as deles não foram positivas [Havia confusão entre o fardamento americano e brasileiro, pois este último parecia com o alemão].

Encontro com o Souza, com os pesquisadores Fred Nicolau e Augusto Maranhão, em 2018 (Foto: Acervo do autor)

 

Como se deu a entrada em combate?

Antes de irmos para a linha de frente participamos de um grande exercício real em Finepoli, sob observação do Estado Maior Americano, que deu a permissão para entrarmos em combate. Dali fomos enviados para a região de Gaggio Montano, em missão de apoio aos americanos, em 25 de novembro. Quatro dias depois teríamos nosso batismo de fogo, em 29 de novembro de 1944. Não sabíamos, mas ali começava a batalha de Monte Castelo para nós.

Chegamos a noite no local e ficamos em porões depois de uma marcha terrível. Hoje eu fico pensando que o alemão sabia que estávamos ali e nos observava. Marchamos das 22 horas até as 2 horas, numa estrada com muita lama, só para chegar no sopé da montanha. Às 4 horas, teve início uma verdadeira chuva de bala, morteiro e granadas. Tivemos muitas baixas, apesar de muitas vidas salvas por causa do trabalho do corpo médico. Meu sargento caiu do meu lado segurando as vísceras [Pede para interromper a entrevista].

O senhor pode continuar de onde parou?

A FEB teve muita dificuldade de adaptação no início, contudo, ao fim da guerra estávamos em pé de igualdade com a divisão de montanha dos EUA, que treinou por até dois anos antes de ir a combate. A tomada de Monte Castelo foi muito importante, por que os americanos já tinham tentado por duas vezes e falharam. Nós combatemos muito e no dia 21 de fevereiro de 1945 conseguimos tomar.

O que diferenciava a tropa brasileira das demais?

Para eles uma curiosidade foi a tropa inter-racial, em que um sargento preto dava ordem em uma tropa com brancos. Mas eu nunca senti discriminação por causa da cor apesar de haver no exército deles [EUA].

Como foi o fim da Guerra?

No dia 5 de maio de 1945 houve o cessar fogo, mas oficialmente a Guerra acabou no dia 8 de maio. Permanecemos na Itália para garantir a ordem, principalmente, por causa dos comunistas que tinham um sentimento revanchista contra aqueles que ajudaram o alemão e o Governo Mussolini. Eles queriam agredir famílias que eram pro-nazistas e moças que se relacionaram com soldados alemães tinham a cabeça raspada.

Numa dessas missões, pós-guerra, fui escalado para uma patrulha que ia prender quatro italianos que tentavam raspar a cabeça de uma dessas moças. Fui armado com minha submetralhadora, mas na hora decidi pegar a arma de um companheiro que entregou virada para mim e com o dedo no gatilho. A arma disparou, atingiu minha mão, saiu pulso e perfurou a barriga. Participei de vário combates em Monte Castelo e Montese, e não me ferir. Contudo, fui ferido no dia 12 de maio, já não mais em guerra.

Que mensagem o senhor deixa ao leitor?

Faço o apelo para que essa história não caia no esquecimento e que nas escolas os professores não se omitam. Já é muito pouca disseminada.

Blogs

Natal tem noite chuvosa com trovões e relâmpagos