P-47 Aviação e História

Helicóptero esquilo do Rio Grande do Norte está de volta a ativa

Helicóptero esquilo do  Rio Grande do Norte está de volta a ativa

Potiguar 01 em seu retorno à Sesed (Foto: Pedro Vitorino)

O helicóptero do Governo do Rio Grande do Norte, integrado a Secretaria de Estado da Defesa Social e Segurança Pública (Sesed), o Potiguar 01 (Prefixo PR-YFF  está de volta às operações oficialmente. O aparelho foi reintegrado e apresentado à imprensa, na manhã desta sexta-feira, 11, em solenidade no Centro Administrativo de Natal, após quase dois anos ausente.

Ele estava em Fortaleza, no Ceará, cumprindo a revisão obrigatória de 144 meses de uso, ou seja, o equivalente há 12 anos. De acordo com o Governo do RN, o processo de revisão consiste em trabalho minucioso, sendo necessário desmontar e remontar todos as peças da aeronave, testando todos os seus componentes mecânicos, elétricos e eletrônicos. Somente na manutenção e reposição de componentes, segundo a Sesed, foram investidos cerca de R$ 2,9 milhões, com mais R$ 400 mil do seguro, que também é obrigatório.

O Potiguar 1 chegou ao estado na tarde da sexta-feira passada, dia 4, - como foi postado aqui -  e ficou na Base Aérea de Natal, em Parnamirim, para os últimos testes e calibragem de alguns componentes. A partir de 2021, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) ocupará o hangar da setor Oeste da Bant, histórico e récem recuperado.

(Foto: Pedro Vitorino)

Ficha Técnica da aeronave:

Nome para a Sesed/RN: Potiguar 01

Fabricante: Eurocopter Ecureuil / Airbus Helicpters / Helibras (Brasil)

Modelo: AS 350 B2

Prefixo: PR-YFF

Autonomia: 662 km

Velocidade cruzeiro: 240/km/h a 280 km/h

Peso Vazio: 1.174 kg

Paso Máximo para Decolagem: 2.250 kg

Capacidade: 06 passageiros

Comprimento: 10,91 m

Diâmetro do Rotor: 10,7 m

(Foto: Pedro Vitorino)

 

Link Relacionaldo:

"Potiguar 01" retorna ao RN neste fim de semana

Dia D: A relação de Natal com a "Operação Overlord"

Dia D: A relação de Natal com a "Operação Overlord"

Muitas pessoas não fazem ideia de como a cidade de Natal, na costa leste do nordeste do Brasil, foi relevante para o esforço aliado durante a Segunda Guerra Mundial. A tomada da Normandia, na França, em 1944, é um dos fatos que estreita essa relação de importância da base aérea de Natal, também conhecida por Parnamirim Field.

O desembarque das tropas aliadas, em 6 de junho de 1944, é considerado um dos episódios mais importantes do período e resultou na libertação da Europa que estava ocupada pelo regime nazista de Adolf Hitler. Para compreender esta afirmação, podemos exemplificar com números de meios e recursos humanos nesta operação, que recebeu o codinome de “Overlord”:

  • Mais de 7.000 navios, sendo 1.213 naus de guerra e mais de 4.000 de desembarque;
  • 132 mil homens desembarcaram nas praias;
  • 24 mil paraquedistas;
  • 10.000 veículos terrestres transportados;
  • 4.000 mortos entre os aliados, apenas no Dia D;
  • 9.000 feridos ou desaparecidos;
  • 12.000 aeronaves utilizadas entre aviões de carga e combate.

Para esse post, o que interessa é justamente o último item, pois Parnamirim Field foi amplamente utilizada, principalmente nos meses que antecederam o Dia D, no transporte de pessoal, mantimentos e aviões, sobretudo os de carga. Dezenas de esquadrões, ligados a 8ª e 9ª Força Aérea do Exército dos Estados Unidos tiveram que descer até a América do Sul, cruzar o Atlântico até a África e seguir para Inglaterra. Podemos citar os 437th Troop Carrier e 454th Bomb Group, que operavam principalmente os C-47. Estes grupos agiram no dia 6 de junho de 1944, atuando em mais de uma surtida, e seguiram na Europa com o avanço da guerra.

Correspondência de militar americano do 437th Troop Carrier (Group) enviado a partir de Natal (APO604) em janeiro de 1944 (Foto: Acervo do Centro Cultural Trampolim da Vitória/CCTV)

O Dia D começou a ser planejado ainda no primeiro semestre de 1943 e por conta do mau tempo que obrigava o fechamento da rota norte, que saía dos EUA direto para a Inglaterra, a rota do sul passou a ser vital. Uma correspondência do Exército americano, endereçada ao alto comando a pedido do General “George”, comandante do Air Transport Command (ATC), alertava para esta necessidade de mudança de rota já em outubro de 1943.

Trecho do documento: On 1 october, all tactical aircraf now going over the North Atlantic will be ruted over the South Atlantic, with the exception of three hundred (300) heavy bombardment per moth. Consequently, the figures supplies have deducetd all of the B-17´s and some of the B-24´s to a total of three hundred per month allocated to the Eigth Air Force. 

Os números são impressionantes, uma vez que a 8ª Força Aérea receberia 825 aeronaves, entre outubro e dezembro daquele ano. Enquanto que a 9ª Força Aérea, tinha previsão de outros 130. Ou seja, seriam quase mil aeronaves para esquadrões que operavam a partir da Inglaterra e estariam envolvidos na operação futura. Não contabilizamos os meios entregues à 20ª e 40ª Forças Aéreas do Exército, nem as fornecidas aos britânicos, chineses e russos, que também passaram por Natal ao mesmo tempo.

Documento do Exército alertando para o fechamento da rota Norte (acervo do autor)

Referências:

 

"Potiguar 01" retorna ao RN neste fim de semana

"Potiguar 01" retorna ao RN neste fim de semana

O helicóptero da Secretaria de Estado da Defesa Social e Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sesed RN), o "Potiguar 01", chega nesta sexta-feira, 4, em Natal, após cerca de 25 meses de ausência.

O equipamento encontrava-se em manutenção no Ceará e ao que parece recebeu algumas melhorias que auxiliarão no trabalho da segurança pública. Uma das mudanças visíveis será a cor, pois a aeronave foi repintada em um tom preto fosco.

Aguardar o anúncio oficial do Governo do RN para ter acesso às imagens atuais.

Novo esquema de cores da aeronave (imagem: Cedida)

 

Links Relacionados:

Potiguar 01 permanece em manutenção

*Atualizado, 4 de junho de 2021, às 16h00.

 

(Fotos) Dia da Aviação de Caça

(Fotos) Dia da Aviação de Caça

O dia 22 de abril é celebrado na Força Aérea Brasileira (FAB) como o Dia da Aviação de Caça, em homenagem aos pilotos do 1º Grupo de Caça, o Senta a Pua, que atuaram na Itália durante a segunda guerra mundial. Essa história pode ser conhecida clicando aqui.

Este ano, o blog prestará sua homenagem com fotos de aviões utilizados pela caça da FAB, nos anos 2000.

F-5 do "Senta a Pua" realizando abastecimento em vôo sobre o nordeste brasileiro. (Foto: Leonardo Dantas - 2007)

AT-26 "Xavante" que durante anos serviu na formação dos pilotos (Foto: Sgt Jhonson / FAB)

F-2000, mais conhecido como Mirage, do esquadrão Jaguar, na Cruzex 2010 (Foto: Leonardo Dantas).

Pouso de F-5 na Base Aérea de Natal, na Cruzex 2018 (Foto: Leonardo Dantas).

A-4 do VF1 da Marinha do Brasil que opera em parceria com a FAB (Foto: Leonardo Dantas - 2020)

Aeronave A-29 "Super Tucano" utilizada amplamente na formação dos pilotos da caça (Foto: Leonardo Dantas - 2018)

A-1 "AMX um importante avião na história da aviação da FAB, fabricado em parceria com a Itália (Foto: Leonardo Dantas - 2018)

F-39 "Gripen" o mais novo caça da FAB (Foto: Sgt Bianca / Força Aérea Brasileira)

 

Links Relacionados:

O Dia da Aviação de Caça

 

 

Caças da Marinha do Brasil estão de volta a Natal para treinamento

Caças da Marinha do Brasil estão de volta a Natal para treinamento

Natal recebeu visitantes ilustres, nesta quarta-feira, 21, com o retorno das aeronaves A-4 “Skyhawks” do Esquadrão de Aviões de Intercepção e Ataque (VF-1), da Marinha do Brasil, que farão treinamento em nosso céu.

O blog recebeu a informação da chegada e foi conferir de perto o pouso dos aviões, que devem permancer na cidade pelos próximos dias.

Links Relacionados:

Um dia de treinamento com os A-4 da Marinha do Brasil

O curioso caso "Caioba Sea Horse" e a noite dos Ovnis no RN

O curioso caso "Caioba Sea Horse" e a noite dos Ovnis no RN

O dia 19 de maio de 1986 marcou a história da Força Aérea Brasileira (FAB), como a “Noite dos Ovnis do Brasil”, um dos maiores mistérios envolvendo objetos voadores nao identificados no mundo, com direito a alerta aéreo e decolagem de caças armados. O que pouca gente sabe é que em julho de 1980, tivemos a “noite dos ovnis no Rio Grande do Norte”, envolvendo o rebocador “Caioba Seahorse” e um Objeto Voador Não Identificado.

Este post se embasou no relatório oficial da investigação, publicado em novembro de 1980, conduzido pelo Centro de Lançamento de Foguetes Barreira do Inferno, (CLFBI - atual CLBI), que teve como objetivo “compilar informes e se possível estabelecer correlação que possam, eventualmente, esclarecer os fatos relacionados como o assunto mencionando no TLX R-282053Z JUL 80, do III Distrito Nacal ao CLFBI”.

A história começa em 27 de julho de 1980, quando o rebocador retornava da plataforma da Petrobrás “Ubarana”, a 12 milhas da costa de Pititinga, com proa a 150º. Às 18h50, tripulantes da embarcação relataram ter visto uma luz branca, a cerca de 5º acima do horizonte e 30º à direita da proa. Inicialmente, os marujos imaginaram ser alguma boia de sinalização ou até mesmo outro barco, contudo, ao observar com um binóculo concordaram ser um objeto pairando no ar.

Após alguns minutos, a luz se aproximou ainda mais e permaneceu a uns 20 metros de altura sobre o mar e uns 20 mestros de distância, o que exigiu uma manobra que quase parou o rebocador. Um detalhe que chama atenção no deipomento colhido é que a luz estava com algo preso, como um cabo. Em determinado momento, a luz chegou mais perto e permaneceu a 45º da proa, soltando o “cabo” e iluminando com intensidade a água.

Posiçao do "Caioba" e luz nos momentos relatados (Reprodução do relatório oficial)

Os tripulantes relataram que em questão de minutos a luz que estava no mar se apagou, enquanto a de cima permaneceu por quase 10 minutos, mas se distânciando a 90º da proa. A descrição era de uma esfera, com metade do tamanho da lua.

Outro detalhe que coloca mais mistério na história envolve o barco “Teche Seahorse”, que vinha a 4 milhas atrás, naquele dia prestando apoio de radar, pois o “Caioba” estava sem o equipamento. Em contato rádio VHF, a tripulação do segundo navio informava a distância da costa e não identificou nenhum outro nas proximidades, segundo o radar. O chefe de máquinas no depoimento contou ter visto a luz à frente do primeiro barco e a uma altura 2 ou 3 vezes maior do que o mastro do Caioba. Ele descreveu como uma luz de sinalização de iate ou cruzeiro, mas na hora comentou ser um ovni. Por fim, a luz desapareceu em direção ao continente, subindo a uma velocidade “incrível” e ganhando altitude até sumir.

Figura do relatório de acordo com relato de testemunha 

Conclusão da Investigação

Nas conclusões, os militares tentam explicar o fenômeno atribuindo a desorientação de parte da tripulação dos barcos e aponta contradições quanto ao tamanho e distância descritos. Além disso, eles associam o termo ovni por influência de uma dos membros que chegou a declarar no momento do avistamento aos demais colegas e no próprio testemunho do relatório. Os testemunhos em determinados pontos foram contráditórios, ao ponto de discordarem para qual lado a luz se movimentou antes de desaparecer.

Sem qualquer prova da presença de um veículo no local, seja marítimo ou aviatório, o relatório concluiu ser pouco provável o relato dos homens. Além disso, em nenhum momento cita que tal objeto tenha sido detectado pela FAB ou Marinha.

A investigação aponta que o contato via rádio com a Capitania dos Portos demorou entre 30 e 40 minutos após o primeiro avistamento, o que coloca em dúvida o que realmente aconteceu e diz ainda que a posiçao passada diverge em 82 milhas da real. Isso comprovaria a desorientação dos homens no mar.

Por fim, não esclarece com exatidão do que se tratava, nem a origem da "luz".

Caso chega à imprensa

Em 16 de agosto, o caso chegou a imprensa local. No Diário de Natal, a manchete estampava “Disco voador no mar pára as máquinas do rebocador Caioba”. Essa versão foi desmentida no relatório pelos militares, pois nenhum tripulante declarou oficialmente.

Ao longo dos dias, surgiram outras testemunhas na imprensa relatando o avistameto de luzes no litoral, sendo uma delas frequentadores do Iate Clube de Natal, na madrugada do dia 2 de agosto de 1980. Nada foi comprovado.

Em Janeiro de 1981, jornais chegou a informação do caso em jornais da Itália e dos Estados Unidos, movimentando a comunidade ufológica.

Nota do editor: Casos assim são relatados há anos no litoral norte do RN. Em 2012, este editor teve a oportunidade de conhecer um pescador que relatou algo muito parecido em Jacumã, mas ficará para outro post.

 

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