Educação Dialógica

13/07/2019 09:47

MEC e sua lista de compromissos para a educação básica

MEC e sua lista de compromissos para a educação básica

Alvo de muitas criticas pela ineficiência de gestão, o Ministério da Educação tenta se restabelecer no governo Bolsonaro através do Compromisso Nacional pela Educação Básica, um documento que deverá ser usado como plano estratégico para as políticas da pasta. O documento foi lançado na última quinta-feira (11), com objetivos a serem executados até 2022.

A proposta, debatida com secretários estaduais e municipais da área, inclui:

  • Tornar o Brasil referência em educação básica na América Latina.
  • Construir 4,9 mil creches, reestruturando o programa Pró-Infância. Segundo o MEC, menos de 50% das obras previstas foram concluídas desde 2007.
  • Revitalizar o programa Novo Mais Educação, ampliando a carga horária dos colégios públicos para “diminuir a evasão e melhorar indicadores educacionais”.
  • Estimular a adesão ao Novo Ensino Médio, com investimentos de R$ 230 milhões até o fim do ano.
  • Conectar 6,5 mil escolas rurais em todos os estados à internet, com banda larga por satélite. O MEC prevê investimento de R$ 120 milhões até dezembro, beneficiando 1,7 milhão de estudantes.
  • Implementar 108 escolas cívico-militares no país até 2022. Segundo o MEC, o ritmo será de 27 ao ano – uma para cada unidade da Federação. Nesse modelo, a gestão da escola é compartilhada entre professores, na parte pedagógica, e militares, em administração e disciplina.
  • Estabelecer trilhas de formação de professores da educação básica até 2020, por meio de "cursos de ensino à distância com a disponibilização e materiais de apoio e disponibilização de recursos"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

13/07/2019 09:24

Disque-denúncia em defesa da pessoa autista

Disque-denúncia em defesa da pessoa autista

Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto que estabelece a criação de um disque-denúncia sobre o descumprimento da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A política impede, por exemplo, que uma pessoa com transtorno do espectro autista seja impedida de ter plano de saúde ou de ser matriculada em escolas públicas ou privadas. A matéria foi aprovada na Comissão de Educação da casa legislativa nesta semana e seguirá para apreciação em plenário.

A relatora do projeto, deputada Maria Rosas (PRB-SP), destacou a importância da aprovação da proposta. “Esse disque-denúncia, a exemplo de outros da mesma natureza em funcionamento no País, pode constituir medida eficaz para assegurar não só o direito à educação inclusiva, plena e ao longo da vida para todos os autistas, mas os demais direitos garantidos por lei”, disse.

04/07/2019 10:02

Colônia de férias é opção para as crianças durante recesso escolar

Colônia de férias é opção para as crianças durante recesso escolar


Período de recesso escolar pode ser desafiador para os pais. Afinal, nem sempre é possível conciliar trabalho com a folga dos filhos. As colônias de férias são soluções perfeitas por oferecerem diversão e aprendizado para a garotada enquanto o pai e a mãe trabalham.

Para entreter as crianças durante o mês de julho, a Escola Lápis de Cor, na zona Sul, abre as portas e realiza colônia de férias com programações temáticas que reverenciam a cultura e arte circenses.

Para aguçar a criatividade de meninos e meninas, as atividades envolvem, dentre outras coisas, oficinas de mímicas, manipulações, acrobacias, equilíbrio, montagem de palhaços, exercícios rítmicos (bailarinas), mágicas, malabarismo, pinturas e brincadeiras populares.

Programação

A colônia de férias na Lápis de Cor começou na última segunda-feira (1º) e vai até o dia 12 de julho, das 13h30 às 17h30. As atividades são destinas para crianças na faixa etária de 2 a 10 anos. As inscrições seguem abertas e devem ser realizadas na secretaria da instituição. Mais informações pelo telefone (84) 2030-5010.

03/07/2019 09:43

Prova do Enem passará a ser digital

Prova do Enem passará a ser digital

A prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixará de ser aplicada em papel a partir de 2026. De acordo com o novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, a transição do papel para o computador vai começar a partir de 2020, através de um projeto-piloto que será aplicado com 50 mil candidatos de 15 capitais. A novidade foi divulgada durante entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (3), em Brasília.

Através de nota distribuída aos jornalistas, o Ministério da Educação, Abraham Weintraub, que também participou da coletiva, informou que "as primeiras aplicações digitais serão opcionais". Os participantes poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo digital ou pela tradicional prova em papel. A estimativa de custo do projeto-piloto é de R$ 20 milhões.

Segundo Alexandre Lopes, na edição de 2020, o Enem terá três aplicações, ao contrário das duas que ocorrem todo ano. "Ano que vem, 2020, teremos três aplicações do Enem, a regular em papel, a reaplicação e mais uma data de prova, o Enem digital, para 50 mil pessoas", explicou ele.

27/06/2019 21:55

Municípios podem ter uma diferença de até sete vezes no investimento por aluno

Municípios podem ter uma diferença de até sete vezes no investimento por aluno

Mais um dado alarmante presente no Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2019: os municípios brasileiros podem ter uma diferença de até sete vezes no investimento por aluno e no financiamento da educação. Segundo o relatório, o município com maior investimento por aluno em 2015 fica no Rio Grande do Sul e destinou cerca de R$ 19,5 mil para cada estudante naquele ano.

Já a cidade do Maranhão foi a que menos teve capacidade de investir em seus alunos: foram apenas R$ 2.900 para cada estudante naquele ano. A distribuição de recursos para as redes de ensino da educação básica de todo o país acontece hoje por meio do Fundeb, fundo que reúne impostos de estados e municípios.

Os estados que não atingirem um valor mínimo de investimento por aluno (em 2018, o valor foi de R$ 3.016,67) recebem uma complementação de 10% da União. O dinheiro é então redistribuído de acordo com o número de alunos de cada estado e município, segundo os dados do Censo Escolar mais recente. Criado em 2007, o modelo atual do Fundeb está próximo do fim - ele é válido, por lei, até 2020. No Congresso, pelo menos dois projetos de lei propõem a transformação do Fundeb em um fundo permanente, ponto que é defendido por especialistas em educação.

*O conteúdo deste blog não representa necessariamente a opinião do portal.