Educação Dialógica

Sisu oferece 59 mil vagas em universidades no segundo semestre

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) oferecerá 59 mil vagas para o segundo semestre em 76 instituições de ensino superior do país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo Ministério da Educação - MEC. As vagas serão distribuidas em cerca de 1,7 mil cursos. 

O Sisu usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de seleção para universidades públicas de todo o país. De acordo com o MEC, este é o maior número de vagas ofertadas para o segundo semestre desde a criação da plataforma. 

Os candidatos interessados em concorrer deverão se cadastrar no site do Sisu a partir desta terça (4) até sexta (7). O resultado será divulgado na segunda-feira (10).

Metas do PNE caminham a passos lentos

Metas do PNE caminham a passos lentos

Aprovado como lei em 2014, após três anos de debate no Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) caminha a passos lentos. O PNE estabelece um conjunto de vinte metas para serem cumpridas entre 2015 e 2024, porém boa parte os objetivos seguem descumpridos ou longe de cumprimento até o final do seu prazo de validade. 

Na educação básica, o Plano havia estipulado notas a serem alcançadas nas avaliações do Ideb (medição oficial que o governo faz a cada dois anos nas escolas e usa para avaliar a qualidade do ensino) dos alunos da 6ª a 9ª séries e do ensino médio, mas nenhuma delas foi alcançada até agora nessas etapas. 

Na educação infantil, até 2016, era esperado que todas as crianças de 4 a 5 anos tivessem acesso à pré-escola, meta que não foi cumprida até agora, segundo dados da Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, também havia a expectativa de que 93,5% da população de 15 anos ou mais estivesse alfabetizada. Mas o país não chegou lá.

Falta muito para o Brasil conquistar, por exemplo, a redução das desigualdades na educação e ampliar o percentual de crianças que estudam em séries adequadas à idade, sem atrasos. Também é lento o avanço na escolaridade - estipulada para no mínimo 12 anos, em média - de moradores do campo e das áreas mais pobres (e menos escolarizadas) do Brasil. O analfabetismo funcional (pessoas capazes de escrever, mas não de interpretar textos ou realizar operações matemáticas cotidianas) teve leve aumento recentemente, dificultando a redução estipulada pelo PNE. Também patina a meta de integrar o EJA (Educação de Jovens e Adultos, o antigo supletivo) à formação profissional.
 

Mais de 80% das redes públicas de ensino não investem adequadamente em educação

Um relatório do Simulador de Custos para Planejamento de Sistemas Públicos de Educação Básica em Condições de Qualidade (SimCaq) aponta que apenas 19% das redes de ensino públicas no Brasil, estaduais e municipais, investem o considerado adequado em educação de qualidade. Os dados foram divulgados em reportagem publicada pela Agência Brasil, neste último domingo (02). 

O SimCaq acompanha o cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação (PNE) vigente no país. Esse levantamento foi realizado junto à escolas que ofertam desde o ensino infantil ao ensino médio. Os pesquisadores baseiam-se no chamado Custo Aluno Qualidade (Caq) e consideram que, para ofertar uma educação de qualidade, as escolas precisam, por exemplo, oferecer formação continuada aos professores, ter internet, banheiros, quadra de esportes, laboratórios e biblioteca. Precisam ainda ter dinheiro para pagar despesas com conta de luz e água, entre outras.

 

Habilidades socioemocionais na escola e a BNCC

Quem nunca teve a sensação de falta de controle sobre as emoções? É muito comum nos depararmos em situações como essas, pois a maioria das  nossas habilidades socioemocionais não são estimuladas ou desenvolvidas de maneira eficiente.

Geralmente esse aprendizado fica por conta da vida cotidiana, que através dos erros e acertos molda a forma como lidamos com as situações que surgem à nossa frente. "A vida ensina"  - é isso que escutamos desde criança, não é mesmo?

Sim, a vida vai ensinar. Mas essa competência está cada vez mais sob responsabilidade das escolas também. Agora, para quem não sabe, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai contar com uma nova diretriz de organização das metas de aprendizagem, que vai incluir as habilidades socioemocionais.

A BNCC é um documento extremamente relevante e necessário para a qualidade da educação no Brasil, uma vez que direciona os currículos escolares, visando garantir os direitos de aprendizagens que os estudantes devem possuir.

Até o final do ano de 2019, todas as instituições de ensino do Brasil deverão estar preparadas para essas novas regras da BNCC. As mudanças vão exigir que as escolas tenham muita flexibilidade para desenvolver tais competências, fundamentais para o novo modelo de aprendizagem que se tem nos dias atuais.

As habilidades socioemocionais são um conjunto de aptidões desenvolvidas a partir da inteligência emocional de cada uma das pessoas. Em resumo, elas apontam para dois tipos de comportamento: a sua relação consigo mesmo e também a sua relação com outras pessoas.

Foto: arquivo pessoal

E o que a Base Nacional Comum Curricular diz sobre essas competências socioemocionais? O documento reforça que, assim como o desenvolvimento cognitivo, as competências socioemocionais deverão ser aprendizagens essenciais nas salas de aulas. Afinal, essas competências relacionam-se estreitamente entre si.

Um dos pontos mais importantes que está contemplado na base é o que fala nas "competências do século XXI”. Essas competências vão permear a construção das propostas pedagógicas das instituições escolares e algumas delas estão intimamente relacionadas às habilidades socioemocionais. Veja quais são elas, em resumo:

  1. utilização e valorização dos conhecimentos construídos sobre o mundo social, físico e cultural;

  2. exercício de curiosidade intelectual e uso de abordagem própria das ciências a fim de elaborar hipóteses;

  3. desenvolvimento de senso estético, visando valorizar e reconhecer as várias manifestações culturais e artísticas;

  4. utilização de conhecimento das linguagens artística, multimodal, científica, matemática, digital e tecnológica;

  5. utilização de tecnologias digitais de informação e de comunicação de forma significativa, crítica, reflexiva e ética;

  6. compreensão das relações do mundo do trabalho e tomadas de decisões alinhadas ao projeto de vida profissional, pessoal e social;

  7. argumentação com base em dados, informações e fatos confiáveis para negociar, formular e defender pontos de vista e ideias;

  8. autoconhecimento e reconhecimento de suas emoções e das outras pessoas com capacidade de lidar com elas e com a pressão do grupo;

  9. exercício de diálogo, empatia, cooperação e resolução de conflitos, fazendo-se respeitar e promover respeito ao outro;

  10. ação pessoal e coletiva com responsabilidade, autonomia, resiliência, flexibilidade e determinação.

Vale frisar que essas competências dizem respeito a formar cidadãos com capacidade de resolver problemas, trabalhar em equipe, argumentar, defender seu ponto de vista, respeitar o outro e ser cada vez mais críticos.

Educação que transforma: os quatro pilares

Em todos os sentidos, a educação forma e transforma vidas. Às famílias, cabe a importante tarefa de orientar seus filhos, guiá-los, ajudá-los a transformar sonhos em realidade.  E às escolas? O que cabe a elas? 

Como educadores, professores precisam entender não só dos conteúdos curriculares, mas das relações familiares que envolvem os alunos, entender o que ocorre entre o sentir e o aprender, a imaginação e a crença, a emoção e as ações. 

O desafio da escola vai além. A escola deve conseguir equilibrar e conciliar as exigências dos conteúdos que precisam ser dados em sala de aula, com a necessidade de estimular o aluno à capacidade de compreender e de saber interpretar a realidade. Para isso, se faz necessário instigar a vontade da criança e do adolescente em descobrir o mundo por si só, proporcioando uma visão ampla da realidade e aprofundando o conhecimento.

Nesse contexto, vale ressaltar a importância de se manter vivo os quatro pilares da educação nas práticas pedagógicas adotadas pelas escolas:

Aprender a conhecer - tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir ou construir o conhecimento;
Aprender a fazer - ir além do conhecimento teórico e incentivar as abordagens práticas;
Aprender a conviver - aprender a compreender o próximo, desenvolver uma percepção, estar pronto para gerenciar crises e participar de projetos comuns. Socializar. Descobrir que o outro é diferente e saber encarar essas diversidades.
Aprender a ser - desenvolver o pensamento crítico, autônomo, incitar a criatividade. Ter em mente um sentido ético e estético perante a sociedade. Assumir as próprias responsabilidades.

Foto: arquivo pessoal

Esses quatro pilares são fundamentais para nortear a educação no século XXI, mas por que eles são tão necessários? A resposta é simples: a forma como os alunos aprendem não é mais como antigamente.

Juntando isso às exigências desse novo século, entendemos também a importância de oferecer aos estudantes uma formação completa, que os molde como cidadãos e os prepare não só para o mercado de trabalho, mas também para a vida em sociedade, utilizando as habilidades cognitivas adquiridas na escola como base. E é justamente nesses pilares que essa formação terá início.
 

Projeto do Parque Científico e Tecnológico do estado é apresentado à UFRN

O grupo de trabalho responsável pela elaboração do planejamento estratégico de estruturação do Parque Científico e Tecnológico do Rio Grande do Norte (PCTRN) apresentou o documento na última quinta-feira, 30, ao secretário estadual de Gestão de Projetos e Articulação Institucional (Segai), Fernando Mineiro. A reunião aconteceu na Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma das instituições apoiadoras do projeto.

O coordenador do grupo e professor da UFRN, Anderson Paiva Cruz, fez uma breve exposição sobre o projeto, que tem como objetivo orientar a concepção, o planejamento, a implantação e o início da operação do PCTRN, a ser instalado em uma infraestrutura da UFRN em Macaíba. 

O parque terá inicialmente vocação em energia e reabilitação em saúde, com ofertas de espaços para as entidades apoiadoras, que incluirão uma incubadora multissetorial de empresas, uma aceleradora gerenciada pelo ISD (Instituto Santos Dumont), a futura agência de inovação da UFRN e um espaço do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN). As cooperações em áreas complementares serão associadas ao PCTRN como células de inovação descentralizadas, de acordo com as vocações econômicas e tecnológicas.

*Com informmações da Ascom - UFRN

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