Blog do Kolluna

21/08/2019 08:22

Flamengo x Internacional. Libertadores/1993

Flamengo x Internacional. Libertadores/1993

Hoje tem Flamengo e Internacional pela Taça Libertadores. O primeiro confronto entre eles nessa competição ocorreu no ano de 1993. Na fase preliminar, ambos ficaram no grupo 4, junto com os colombianos América e Nacional de Cáli.

A partida inaugural do grupo entre os brasileiros foi em Porto Alegre e terminou numa partida sem emoção e sem gols. Voltaram a se encontrar, desta feita no Maracanã, na 5ª rodada. Naquela época, as vitórias ainda valiam 2 pontos. O Inter vinha de um empate, no Beira Rio, contra o América de Cáli. O Flamengo de uma derrota, em casa, contra o mesmo time colombiano e que custou a saída do treinador Carlinhos. Jair Pereira fazia a sua estreia, bem como um novo uniforme apresentado pela Umbro, empresa fornecedora de material esportivo. Um empate entre os brasileiros e a eliminação seria real. Tinham de jogar para vencer. O Flamengo terminou em vantagem por 3x1, com gols de Marquinhos – que esteve no América em 2004, mas não jogou -, Paulo Nunes e Marcelinho Carioca, enquanto Jairo Lenzi – que em 1999 teve boa passagem pelo ABC FC – descontou para o time gaúcho. Ao fim da fase preliminar, o Flamengo terminou em 1º lugar e o Internacional em último do grupo.

O Flamengo em 1993, diferentemente do atual, era um time cheio de pratas-da-casa e comandados pelo veterano Júnior. Foi eliminado nas quartas-de-final pelo São Paulo, que terminou sendo o campeão da Libertadores naquele ano.

FICHA TÉCNICA

 

FLAMENGO 3 X 1 INTERNACIONAL

Data: 10.03.1993

Local: Maracanã

Árbitro: Oscar Roberto de Godoy

Público: 9.052

Renda: Cr$ 509.750.000,00 (quinhentos e nove milhões, setecentos e cinqüenta mil cruzeiros reais)

Gols: Marquinhos (3’), Paulo Nunes (20’), Marcelinho Carioca (77’); Jairo Lenzi (84’)

FLAMENGO: Gilmar, Charles Guerreiro, Wilson Gottardo, Júnior Baiano e Piá; Uidemar, Marquinhos, Júnior e Nélio; Paulo Nunes (Marcelinho Carioca) e Nilson (Gaúcho).

Téc: Jair Pereira

INTERNACIONAL: Gato Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga e Daniel; Jandir (Jairo Lenzi), Caíco e Silas; Marquinhos (Rudnei), Maurício e Gérson. Técnico: Antonio Lopes

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: Jornal do Brasil; http://livroanacao.blogspot.com/2012/01/flamengo-na-libertadores-de-1993.html; Jornal do Brasil.

20/08/2019 10:20

Há 24 anos, Grêmio x Palmeiras pela Libertadores

Há 24 anos, Grêmio x Palmeiras pela Libertadores

Hoje teremos Grêmio x Palmeiras como uma das partidas das quartas-de-final pela Libertadores/2019. Em 1995, as equipes se encontraram nessa mesma competição por quatro vezes. Na fase de grupos, os brasileiros se classificaram ao medir forças com os equatorianos Emelec e El Nacional.

Voltaram a se encontrar nas quartas-de-final. O Grêmio brigava pelo bicampeonato da competição e o Palmeiras tinha os dólares e o patrocínio da Parmalat. Os elencos se destacavam entre as demais equipes do futebol nacional. Luiz Felipe Scolari à frente do time gaúcho, enquanto o experiente Carlos Alberto Silva, campeão brasileiro com o Guarani em 1978 e vice-campeão olímpico em 1984, comandava o Palmeiras.

No jogo de ida, em Porto Alegre, em partida tumultuada, o tricolor gaúcho humilhou o Palestra Itália com vitória de 5x0 em noite iluminada do centroavante Jardel, com direito a hat-trick. No jogo de volta, o Palmeiras estava desfalcado de Rivaldo e Válber, expulsos no jogo do Sul. Assim, poucos ou ninguém acreditava em ser revertida tamanha vantagem. O Grêmio não tinha o goleiro Danrlei e o volante Dinho, também suspensos. Se a missão do Palmeiras era difícil, logo no início do jogo se tornou quase impossível quando o mesmo Jardel, aos 8 minutos, colocou os gaúchos na frente. Só um milagre manteria o alviverde na Libertadores. Talvez, sentindo que a parada estava definida, o Grêmio relaxou no jogo e o Palmeiras cresceu. Cafu e Amaral fizeram e viraram o 1º tempo em vantagem. Na segunda etapa, Paulo Isidoro, Mancuso e novamente Cafu deram esperanças aos sete mil palmeirenses que foram ao Parque Antártica. O segundo gol de Cafu foi aos 84 minutos. Restavam seis minutos, mais os dois de acréscimos dados pelo árbitro. Tudo poderia aconteceu nesse breve intervalo. O jogo terminou assim mesmo. O 5x1 para o Palmeiras classificou o Grêmio. E o futebol brasileiro ganhou um dos jogos para ficar na sua história.

Expectativa para que os confrontos entre gaúchos e paulistas, em 2019, possam trazer a mesma emoção dos encontros de 1995.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 5 x 1 GRÊMIO

Data: 02.08.1995

Local: Estádio Palestra Itália, São Paulo/SP
Público: 7.615
Renda: R$ 84.509,00 (oitenta e quatro mil, quinhentos e nove reais)

Árbitro: Antônio Pereira da Silva
Gols: Jardel, aos (8’); Cafu (29’ e aos 84’), Amaral (39’), Paulo Isidoro (58’) e Mancuso (69’).

Cartão amarelo: Antônio Carlos, Cléber, Wagner e Mancuso (Palmeiras); Adílson e Carlos Miguel (Grêmio)

PALMEIRAS: Sérgio; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Wagner; Amaral (Magrão), Mancuso, Cafu e Paulo Isidoro; Müller e Alex Alves (Maurílio). Técnico: Carlos Alberto Silva

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Scheidt e Roger Machado; Adílson, Luís Carlos Goiano, Arílson (André Vieira) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Wagner Mancini) e Jardel (Nildo). Técnico: Luiz Felipe Scolari

17/08/2019 20:05

Um potiguar quase chega a uma final olímpica no Rio 2016

Um potiguar quase chega a uma final olímpica no Rio 2016

No post anterior falei sobre a narração de estúdio em que Leo Batista deu o primeiro grito de gol, ao vivo, de uma na Copa do Mundo para a televisão brasileira, em 1970. A história agora se mantém sobre a narração de estúdio, mas com um potiguar como protagonista.

Todo atleta de alto rendimento sonha em participar de uma olimpíada. Todo profissional do esporte que esteja envolvido nos Jogos Olímpicos, seja disputando, seja trabalhando, gostaria de estar numa final.

Alguns nomes do esporte potiguar já estiveram disputando, em alguma oportunidade, ao menos em uma edição dos jogos olímpicos. Como atletas, os nomes de Magnólia Figueiredo, Vicente Lenilson, Virna Dias e Oscar Schmidt saltam aos olhos como expoentes do esporte potiguar presentes em jogos olímpicos. Na arbitragem, Franklin de Sá Bezerra esteve presente como árbitro de voleibol nos jogos de Moscou/1980, Los Angeles/1984 e Seul/1988 e como membro da Federação Internacional em Barcelona/1982. Esclareço que estamos falando de potiguares de nascimento. Se fôssemos incluir os potiguares por adoção, teríamos os nomes da atleta de vôlei de praia Juliana Silva (paulista de Santos) e do nadador Bruno Frattus (carioca de Macaé).   

De todos esses, Vicente Lenilson - potiguar de Currais Novos - esteve em finais olímpicas no atletismo no time de revezamento 4x100m, ganhando uma medalha de prata em Sidney/2000 e uma de bronze em Pequim/2008; e Bruno Frattus - criado em Mossoró e em Natal – fez as finais dos 50m livres em 2012 (Londres) e 2016 (Rio de Janeiro).

O jornalista e narrador Diego Dantas, que estreava no SporTV exatamente nos jogos olímpicos do Rio/2016, sentiu o gostinho (ou o cheirinho, para ser mais atual), de ser outro potiguar a participar de uma final olímpica.

Após ter narrado as competições de ciclismo, esgrima, levantamento de peso, polo aquático, nado sincronizado e pentatlo moderno, Diego cumpria sua escala no stand by no estúdio do canal do esporte no ultimo dia dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro. Essa é uma prática comum nos grandes eventos esportivos, embora a possibilidade de pane no equipamento que gera a imagem ao vivo seja muito difícil, pois são de última geração, notadamente em se tratando de Rede Globo de Televisão.

No entanto, momentos antes do início da final do voleibol masculino entre Brasil x Itália, foi comunicado que deveria entrar no ar porque o sinal da equipe de narração titular no Maracanãzinho estava falhando, os técnicos não sabiam o que tinha acontecido e, a princípio, não tinham tempo certo para voltar ao vivo. Enquanto as vozes de Luiz Carlos Jr, Carlão, Nalbert e Marcus Vinícius Freire estavam mudas para o Brasil, ecoava dos estúdios do SporTV para todo solo nacional o sotaque potiguar do recém contratado narrador Diego Dantas, que fez todo o pré-jogo enquanto os técnicos tentavam descobrir o que ocorria. Tensão nos bastidores, mas nada que abalasse o narrador do estúdio, que fez bem o seu papel, escalou as equipes quando entraram em quadra, anunciou os hinos nacionais, passou para os brasileiros o clima do Maracanãzinho e, quando se preparava para narrar o saque inicial da partida dado pelo italiano, foi avisado no ponto eletrônico que o problema estava resolvido e que deveria retornar a transmissão, ao vivo, com Luiz Carlos Jr. Uma prova de fogo, mas que foi bem assimilada pelo conterrâneo.

O detalhe é que durante toda a pane não foi avisado ao narrador principal, nem aos comentaristas, o tamanho da pane, justamente para poupá-los de um natural stress. Diego conta essa história:

“Quando o sinal caiu, o Luiz Carlos Jr ficou nervoso, afinal era a narração de uma final olímpica. Para que ele ficasse sem se preocupar, a direção do SporTV não revelou a dimensão do problema, avisou que estava tudo tranqüilo, e ele seguiu narrando normal, só que ele estava fora do ar. Quando eu devolvi a narração para ele não houve agradecimento por eu ter ter ‘segurado a onda’, afinal ele não sabia que estava fora do ar e seguiu narrando até o fim do jogo sem outros problemas”.   

Os jogos olímpicos de Tóquio se avizinham e a expectativa do narrador é de mais uma participação olímpica, de preferência, ao vivo. Direto da Cidade do Sol para a Terra do Sol Nascente.

13/08/2019 21:16

A narração pela TV brasileira do primeiro gol, ao vivo, em uma Copa do Mundo

A narração pela TV brasileira do primeiro gol, ao vivo, em uma Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 1970 foi o primeiro evento desta natureza a ter transmissão ao vivo pela TV brasileira. As imagens foram geradas diretas do México, em preto e branco, para quase todo o país. Os aparelhos de TV em cores só chegaram ao Brasil dois anos depois.

O 1º jogo a ser transmitido foi a partida inaugural entre México x União Soviética, em 31.05, que terminou empatada em 0x0. O 2º jogo, ao vivo e passado para o público nacional foi Peru x Bulgária, às 19h, horário de Brasília, no dia 02.06. Diante de toda precariedade da cobertura, face o ineditismo na época, algumas situações curiosas aconteceram. Por exemplo: Embora a TV brasileira estivesse presente no México com equipes da Rede de Emissoras Independentes (Record e Bandeirantes), Rede Associada (Tupi de SP e RJ) e Rede Globo, o 1º gol foi narrado do estúdio no Rio de Janeiro.

A equipe destinada a cobrir esta partida teve dificuldades no trajeto rodoviário até Guadalajara, onde o jogo foi realizado, chegando em cima da hora e a partida começou quando ainda estavam testando os equipamentos e os detalhes técnicos. A narração começou a ser feita nos estúdios, com Léo Batista pela Rede Globo.

O próprio Léo conta a história: “Naquele dia eu estava na minha sala quando o Walter Clark me pediu para ir ao estúdio porque a transmissão da partida ao vivo estava prejudicada. Tinha um jornal aberto com a escalação e os números dos jogadores, o que facilitou minha vida. Justifiquei o problema do som e comecei a narrar, enquanto a equipe técnica tentava acertar o áudio que vinha do México. Numa cobrança de falta ensaiada, Dinko Dermendzhiev, ponta-esquerda búlgaro, tabelou, recebeu livre e chutou forte para abrir o placar. Assim, eu narrei o 1º gol da Copa do Mundo do México, para a televisão brasileira”. 

(*) O jornalista e narrador potiguar Diego Dantas, do cast do SporTV, fez todo o pré-jogo da final olímpica de 2016 do voleibol masculino entre Brasil x Itália direto dos estúdios em face de pontual problema na sonorização do equipamento, no Maracanãzinho, onde foi jogada a partida, sendo resolvido exatamente na hora do primeiro saque pela equipe italiana.   

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: História do jornalismo esportivo na TV brasileira (Alberto Léo).

09/08/2019 22:10

EMERSON LEÃO: O ALVO PRINCIPAL DAS BRINCADEIRAS DE MARINHO CHAGAS

EMERSON LEÃO: O ALVO PRINCIPAL DAS BRINCADEIRAS DE MARINHO CHAGAS

No meio boleiro não é segredo que a relação de amizade entre o lateral-esquerdo Marinho Chagas e o goleiro Emerson Leão não era das melhores. E tudo começou nas concentrações preparatórias para a Copa do Mundo de 1974. Naquela época, havia clara divisão entre os cariocas e os paulistas, intriga essa que também era fomentada pela imprensa bairrista. Leão, com seu jeitão sisudo, incomodava os cariocas, que tinham no potiguar Marinho um grande aliado.

Num treinamento, Marinho desafiou Leão a pegar os chutes dele, do Jairzinho e do Paulo Cesar “Cajú”. Se conseguisse, ele seria considerado pelos três como o “melhor goleiro do mundo”. O goleiro topou, foi para a trave e abriu os braços aguardando o chute sequenciado dos três. Ocorre que o lateral já havia combinado para todos chutarem ao mesmo tempo. Uma bolada no braço, outra na barriga e a última na cabeça. O goleiro não gostou e saiu correndo atrás do lourão enquanto todos riam da situação.

Outra vez, saindo do Hotel das Paineiras, que servia de concentração para a seleção brasileira no Rio de Janeiro, alguns jogadores estavam de carona numa Kombi da CBF descendo uma ladeira com sinuosas curvas. Marinho, percebendo que Leão estava nervoso com o trecho, de sacanagem tirou a camisa e tapou os olhos do motorista, que por instinto pisou no freio e fez o carro deslizar por alguns metros. Houve um novo mal-estar entre os dois, embora os demais jogadores tenham rido, ainda que amareladamente.

Sobre uma possível briga que ocorreu no vestiário após a derrota do Brasil para a Polônia na disputa do 3º lugar na Copa do Mundo da Alemanha/1974, quando Leão acusou Marinho de ter sido culpado pelo gol de Lato após um apoio considerado irresponsável, o lateral sempre desconversou. Leão admite o desentendimento e que foi uma coisa natural entre homens que pensam diferentes. Marinho admitia que entre eles houve um empurra-empurra. E só. 

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: “A Bruxa, as vidas de Marinho Chagas" (Luan Xavier);

YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=2h2bX_lI5NY).

05/08/2019 20:43

LA MANO DE DIÓS E A VISÃO DO ÁRBITRO

LA MANO DE DIÓS E A VISÃO DO ÁRBITRO

A Copa do Mundo é um espetáculo no planeta Terra. Fazer um gol numa Copa do Mundo é ser imortalizado. Mas, talvez, o gol mais emblemático de todas as Copas, desde 1930, seja o gol de mão que Maradona marcou no célebre Argentina e Inglaterra, em 1986, no lendário Estádio Azteca, no México. Ilegal? Talvez! Genial? Sem dúvidas!!! Assim como genial é essa história.

O árbitro da partida foi o tunisiano Alli Bennaceur. Foi ele quem validou o gol. Mas o fez após consultar o assistente, o búlgaro Bogdan Dotchev, que deu o sinal positivo e Bennaceur apontou para o centro do campo. Ao fim do jogo, no vestiário, o tunisiano e o búlgaro não tinham um idioma em comum, precisando do auxílio de um intérprete para conversarem. Pediu Alli que perguntasse a Dotchev se tinha certeza sobre a validade do gol, tendo o assistente respondido que sim e balançado veementemente a cabeça confirmando que o gol de Maradona foi com a cabeça.

Ao rever o lance nas imagens capturadas pela TV mexicana, o árbitro percebeu que o jogador argentino havia utilizado o braço para “crescer” alguns centímetros a mais que Peter Shilton, goleiro inglês. A vida dele nunca mais foi a mesma e o erro lhe perseguiu por toda a vida. Porém, como que tentando ser fiel ao que disse e, paradoxalmente, quase como um pedido de desculpas, o búlgaro passou a enviar, a cada Ano Novo, um cartão de boas festas ao colega tunisiano com a mesma mensagem: “Não foi com a mão. Feliz Ano Novo. Bogdan Dotchev”.

Alli Bennaceur, ao falar sobre o lance, ri e desconversa:

-“Dirigi o jogo do melhor jogador do mundo, ganhei a camisa de presente e ainda vi o gol do século à minha frente. O que mais posso querer?”.

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: “As melhores história do futebol mundial” (Sérgio Pereira)

*O conteúdo deste blog não representa necessariamente a opinião do portal.