Blog do Kolluna

28/09/2019 18:28

Goleada no Castelão: América 10 x 0 Atlético. Taça Cidade do Natal, 1976

Goleada no Castelão: América 10 x 0 Atlético. Taça Cidade do Natal, 1976

Naquela fria noite de quarta-feira, o América enfrentava o Atlético, partida válida pela Taça Cidade do Natal que era um torneio que precedia o campeonato estadual de futebol. Diferentemente do torneio inicio - ou initium -, como na grafia da época, era um breve torneio de apresentação das equipes sem que as partidas fossem eliminatórias.

O América com Alberi no seu elenco contra o Atlético que tinha em João Machado o seu presidente de honra que, sem saber, estava a poucos dias de ser vencido por um acidente vascular cerebral – AVC (faleceu em 20.02.1976). Ele, o mesmo João Cláudio de Vasconcelos Machado que passou a ser o nome do estádio de futebol, em 1989, antes de ser transformado em Arena Marinho Chagas (Arena das Dunas).

A noite foi descortinada para receber a maior goleada do então Estádio Castelão desde a sua inauguração em 1972.

A chuva de gols se deu ainda no primeiro tempo, com o time rubro mostrando um futebol com um meio de campo envolvente e um ataque rápido. Ao fim da primeira etapa, a partida já marcava 6x0. O placar terminou de ser construído no segundo tempo, encerrando com o gol de Reinaldo, o último balançar das redes daquele dia e trazendo a curiosidade do placar voltar a marcar “0x0”, pois no espaço do placar somente cabia um algarismo, num tempo em que um funcionário da FENAT subia até a marquise e mudava o número do marcador a cada gol feito pelas equipes.

Apesar dos dez gols - o que fez a torcida americana vibrar, em média, a cada nove minutos de jogo -, um deles teve uma comemoração especial. Alberi, de pênalti, fez seu primeiro tento com a camisa rubra, com direito a pose com mãos nas cadeiras e três passos antes de colocar a bola no fundo do gol.

A foto que ilustra a postagem é manchete do Diário de Natal de 05.02.1976.

FICHA TÉCNICA:

AMÉRICA 10 x 0 ATLÉTICO

Data: 04.02.1976

Local: Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco (Castelão)

Árbitro: Annecildo Batista de Carvalho

Público: 2.213

Renda: Cr$ 22.924,00 (vinte e dois mil, novecentos e vinte e quatro cruzeiros)

Gols: Pedrada (3), Ivanildo (2), Paúra (2), Reinaldo, Hélcio e Alberi.

América: Ubirajara; Nei (Ivan Silva), Odélio, Cosme e Olímpio; Paúra e Alberi; Reinaldo, Hélcio (Washington), Pedrada e Ivanildo. Técnico: Sebastião Leônidas

Atlético: Wilson; Paulo, Birino, Canindé(Toinho) e Paulinho; Ivan (Mariano) e Zé Gobat; Zé Luiz, Jamiel, Joãozinho e Dalmo. Técnico: Cocó

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: Diário de Natal

25/09/2019 07:50

Maradona versus Gatti

Maradona versus Gatti

Ambos argentinos. O primeiro um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, dispensando apresentação. Genial dentro de campo, controverso fora dele. Disparou tiros de ar comprimido em jornalistas, teve problemas com a justiça italiana e com a FIFA, viveu o pesadelo das drogas. Contou, ao sair de mais uma internação numa clínica de reabilitação:

- “Na clínica há um que acha que é o Napoleão, há outro que diz que o Robinson Crusoé e ninguém acredita que eu sou o Maradona”.

O segundo chama-se Hugo Gatti, um célebre goleiro, espalhafatoso nas vestes e gostava de sair jogando como um zagueiro, o que lhe valeu o apelido de “El Loco”.  Defendeu o Boca Juniors por 12 anos, encerrando a carreira aos 44 anos e após 26 anos no futebol. Esteve na Copa do Mundo de 1966.

Em 1980, Diego Maradona despontava no Argentino Juniors e Hugo Gatti já começava a pensar na aposentadoria. Na véspera do confronto entre as equipes pelo Campeonato Nacional, Maradona, então artilheiro da competição, avisou que faria dois gols em “El Loco”, apimentando o jogo. Gatti, a fim de justificar seu apelido, respondeu que o prodígio era bom jogador, mas lhe preocupava o físico do garoto, pois tinha tendência para ser gordinho. Maradona ouviu e objetou o arqueiro dizendo que não seriam mais dois, e sim, quatro gols. O jogo foi realizado no Estádio La Bombonera. “El Pibe D’Oro” cumpriu sua promessa. O Argentino Juniors venceu por 5x3 o Boca Juniors com quatro gols do camisa 10, calando o camisa 1.

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: “As melhores história do futebol mundial” (Sérgio Pereira); https://www.youtube.com/watch?v=-wfp8MaBo0A

21/09/2019 14:44

A Meia-Maratona do Sol e os primórdios do pedestrianismo em Natal

A Meia-Maratona do Sol e os primórdios do pedestrianismo em Natal

Neste sábado, teremos a sexta edição da Meia-Maratona do Sol, que é assim chamada por ser realizada em Natal, Cidade do Sol, uma faz mais belas cidades do Brasil e que tem um percurso de rua onde o participante passa por vários cartões postais da cidade respirando o ar mais puro das Américas.

A corrida de rua se tornou "febre" no Brasil, acompanhando uma tendência mundial, com a grande estimulação, seja para o corredor amador, seja para o profissional, em participar de circuitos explorando as características de cada cidade, com trechos com variações de 5km, 10km, 21km ou 42km.

Em Natal, a corrida de rua ou pedestrianismo é praticada desde os anos 60, havendo naquela época representação forte que tinha como associados o América FC, Santa Cruz EC, Liga Macaibense de Desportos Amadores, Potengi Esporte Clube, antiga Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte (atual IFRN), Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), além das Forças Armadas e da Polícia Militar, que sempre contribuiram com excelentes atletas. O Conselho Regional de Desportos, que por muito tempo foi capitaneada pelo desportista Aluízio Menezes de Melo, cuidava dos interesses deste esporte, daí a existência, até hoje, de corridas tradicionais como a “Corrida do Fogo”, a “Prova Augusto Severo” e a preliminar da “São Silvestre”, evento este que classificava os primeiros colocados para ir a São Paulo disputar a clássica prova no último dia do ano, prova esta patrocinada pelo Jornal Gazeta Esportiva.

E falar do pedestrianismo de outrora em Natal é lembrar de Luiz Cabral de Souza, multicampeão de corrida de rua e que dominou o cenário potiguar entre 1963 a 1974, sendo o nosso representante ano após ano em SP na São Silvestre e em duas oportunidades foi o 3º lugar entre os brasileiros (1968 e 1971).

Ao longo de sua carreira, Cabral teve conterrâneos adversários com quem travou grandes disputas como Israel Torres e José Alves Santana, estes nos anos 60. A partir dos anos 70, outros personagens começaram a surgir como Walter Pinheiro da Silva, Elias Severo, Sebastião Nicolau, Marlon Luiz de Freitas até a chegada de José Felipe dos Santos, em 1975, que o desbancou pela 1ª vez e passou a ser o novo campeão das provas de rua em Natal.

Ao tempo em que a tecnologia chegou também para a corrida de rua, onde os corredores possuem tênis levíssimos com amortecedores a fim de evitar lesões e impulsionam o atleta ajudando a ganhar milésimos de segundos, e se utilizam de chips para identificação e marcar, eletronicamente, o tempo dos corredores, nos primórdios a coisa era muito amadora e feita até mesmo de forma artesanal.

Não era nenhuma novidade que o atleta enfrentasse o trecho da prova correndo descalço mesmo se tratando de correr no asfalto, o que muitas vezes fazia com que o atleta chegasse com os pés totalmente machucados. Mas isso era uma opção. Muitos deles preferiam correr assim. Outro detalhe interessante era o controle da prova. Os atletas largavam com grossas fichas de papelão entre os dedos contendo o respectivo número e, ao passar pelo Controle de Fichas, soltavam no chão para comprovar que tinham cruzado por aquele posto. Ao fim da corrida, a equipe coordenadora fazia a contagem para ter a certeza de que aquele atleta, verdadeiramente, havia cumprido a corrida integralmente ou tinha pego algum atalho.

No momento em que a Meia-Maratona do Sol é a modernidade, trazemos um pouco da história da corrida de rua em Natal, lembrando de fatos pitorescos e personagens que foram destaques no passado e deixaram seus exemplos para a nova geração de corredores de rua. 

A foto que ilustra a postagem trata da largada de uma corrida de rua nos anos 60, na praia do Meio, ao lado da sede do Santa Cruz (por trás das ruínas do Hotel dos Reis Magos). Observem a Avenida Getúlio Vargas ainda arborizada e sem espigões.  Outro detalhe são as fichas de papelão entre os dedos dos corredores (Foto do Acervo de Mirocem Ferreira Lima).  

17/09/2019 22:04

A invencibilidade de Hélio "Show" em 1976

A invencibilidade de Hélio "Show" em 1976

O ano de 1976 traz excelentes lembranças ao torcedor do ABC FC. A Junta Governativa, que tinha à frente o deputado Aluizio Bezerra como presidente e Bira Rocha no departamento de futebol, montou um time que realizou magnífica campanha e evitou o tricampeonato do América, sendo campeão estadual ao vencer o 1º e o 3º turno. Em 25 jogos, a única derrota foi para o rival na final do 2º turno, tendo conseguido, ainda, 21 vitórias e 03 empates durante todo o torneio. Marcou 60 gols e sofreu apenas 06.

Hélio “Show” passou da 1ª a 11ª partida sem levar gol, somente sendo suplantado no 12º jogo, por Maranhão (Potiguar-Mossoró), aos 15 minutos do segundo tempo, na partida que terminou com a vitória alvinegra por 2x1 (Drailton e Zé Carlos Olímpico).  Foram exatos 1036 minutos sem ser vazado gol no campeonato estadual.

A solidez da defesa alvinegra e a invencibilidade do goleiro foi destaque na mais importante revista do jornalismo esportivo brasileiro, a Placar, em matéria assinada pelo jornalista potiguar Rosalvo Aguiar em abril daquele ano.

Porém, a matemática do torcedor alvinegro entusiasta não é essa, sendo calculada com outros elementos. Para o frasqueirino saudoso de 1976, época em que qualquer partida era um espetáculo e que chegou a ter mais de 50 mil torcedores no ABC x América que decidiu o 2º turno, a invencibilidade do guarda-metas alvinegro se iniciou ainda na decisão da Taça Cidade do Natal, na vitória sobre o Alecrim por 2x1 e o gol esmeraldino se deu aos 2 minutos de um jogo que foi decidido na prorrogação, o que eleva a marca para 1154 minutos, fora os descontos de cada uma dessas partidas.

Na verdade, o feito do goleiro do Século 20 do ABC FC escolhido pelo torcedor é memorável seja qual for a conta. De fato, a invencibilidade durante 11 partidas no Estadual de 1976 é uma façanha que deve ser sempre lembrada e digna de recorde. Todavia, no tocante a fidelidade dos números (minutos de invencibilidade), o cálculo somente deve conter 118 minutos da decisão da Taça Cidade do Natal (com prorrogação), mais os 08 (oito) primeiros jogos do Campeonato Potiguar (incluída a partida interrompida contra o Potyguar-CN) e mais 31 (trinta e um) minutos do jogo amistoso com o Náutico/PE, em 01.05.1976, que terminou em 1x1, o que dá 855 minutos, número vultoso se levarmos em consideração a qualidade dos adversários da época.      

Abaixo segue a sequência das partidas realizadas pelo ABC FC e que dizem respeito à invencibilidade do goleiro.         

CAMPANHA DA INVENCIBILIDADE DE HÉLIO SHOW

Data

Torneio

Equipe 1

Placar

Equipe 2

OBS:

26.02.76

Taça Cidade do Natal

ABC

2x1

Alecrim

Gol do Alecrim aos 2min. A partida teve prorrogação (2x15)

07.03.76

Estadual

ABC

7x0

Atlético

-

14.03.76

Estadual

ABC

1x0

Baraúnas

-

21.03.76

Estadual

ABC

3x0

Alecrim

-

28.03.76

Estadual

ABC

1x0

Potyguar-CN

Partida interrompida aos 76 min

04.04.76

Estadual

ABC

2x0

Potyguar-CN

Nova partida em face da anulação da anterior

11.04.76

Estadual

ABC

2x0

Alecrim

-

14.04.76

Estadual

ABC

2x0

Força e Luz

-

25.04.76

Estadual

ABC

2x0

Potiguar-M

-

01.05.76

Amistoso

ABC

1x1

Náutico-PE

Gol do Náutico aos 31min (Liminha)

09.05.76

Estadual

ABC

3x0

América

-

30.05.76

Estadual

ABC

1x0

Potiguar-M

-

03.06.76

Estadual

ABC

3x0

Força e Luz

-

13.06.76

Estadual

ABC

2x1

Potiguar-M

Gol do Potiguar aos 60 minutos (Maranhão)

 

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: Diário de Natal e Revista Placar.

14/09/2019 22:37

Vaias no Maracanã. Episódio II (Raí)

Vaias no Maracanã. Episódio II (Raí)

O outro episódio lembrado pelo blog - complementando a postagem anterior - é a sonora vaia recebida por Raí, em 1998.

Assim como Julinho Botelho, personagem do primeiro episódio, Raí também foi vendido para a Europa após a Copa do Mundo. Em 1994, seu destino foi o Paris Saint Germain/FRA. Tornou-se ídolo na França e retornou ao São Paulo em 1998, no primeiro semestre. Em sua reestreia, foi campeão paulista marcando um gol em cima do Corinthians no mesmo dia em que desembarcou no Brasil. Não havia participado mais da seleção desde 1994 e recebeu uma oportunidade para jogar num último amistoso próximo a convocação para a Copa de 1998. O Raí estava muito bem no PSG, a Copa era na França e foi convocado para jogar contra a Argentina, no Maracanã. No banco de reservas, Edmundo, que não aceitava essa condição. Adversário e terreno inóspito, além do “Animal” babando no banco esperando a oportunidade para, literalmente, atacar a presa. Esse foi o contexto de sua reestreia na seleção brasileira.

Raí, que iniciou a Copa de 1994 como capitão e usou a camisa 10, recebeu a camisa 7 para participar do amistoso, enquanto a 10 era dada a Denílson.   

A seleção perdeu por 1x0, com um gol de Claudio “El Piojo” López e a torcida descontou a raiva em cima do irmão de Sócrates, que ainda teve que ouvir o coro bairrista de “Raí, pede pra sair” e a própria torcida gritar “olé” enquanto a Argentina trocava passes.

Esta partida tem duas curiosidades. Foi a primeira e única vez que Ronaldo jogou pela seleção brasileira no Maracanã; e que ele e Romário jogaram juntos pelo escrete nacional, no Maracanã. 

Na ilustração da postagem vemos o momento do gol argentino e o vídeo onde a torcida apupa o jogador Raí.

FICHA TÉCNICA:

Brasil 0 x 1 Argentina

Data: 29.04.1998

Local: Maracanã

Árbitro: Alain Sars (FRA)

Público: 95797

Gols: Claudio López (84’).

Brasil: Taffarel; Cafu, Junior Baiano, Aldair (Cleber) e Roberto Carlos; Zé Elias, Cesar Sampaio, Raí (Leonardo) e Denilson (Edmundo); Ronaldo e Romário. Técnico: Zagallo

Argentina: Germán Burgos; Nelson Vivas, Robero Ayala, Nestor Sensini e Gabriel Zanetti; Matias Almeyda, Juan Verón, Ariel Ortega (Marcelo Delgado) e Diego Simeone; Cláudio Lópes (Mauricio Pineda) e Gabriel Batistuta. Técnico: Daniel Passarela

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: https://www.foxsports.com.br/videos/359691843857-rai-fala-sobre-vaias-no-maracana-em-98-pior-momento-da-minha-carreira; https://www.youtube.com/watch?v=wDv1uSsvnf8

10/09/2019 16:14

Vaias no Maracanã. Episódio I (Julinho Botelho)

Vaias no Maracanã. Episódio I (Julinho Botelho)

O jogador de futebol profissional sabe que a relação com o torcedor é uma linha tênue entre o ódio e a paixão. O torcedor é passional e não poupa o jogador em mau momento ou por ser uma opção do treinador, mas que não é a dele (do torcedor).

O blog lembrará esta semana de dois jogadores e de episódios em tempos bem distintos – 1959 e 1998 – com o mesmo palco: o Maracanã.

No primeiro deles, o personagem é Julinho Botelho que foi do inferno ao céu. Após fazer uma excelente Copa do Mundo de 1954, foi contratado pela Fiorentina/ITA, onde ficou até 1958, sendo, até hoje, um dos ídolos em Florença mesmo após sua morte em 2003. Foi convocado para a Copa/1958, mas pediu dispensa por não achar justo ocupar um lugar de um jogador que estava atuando no Brasil. Para o seu lugar foi chamado Garrincha. O outro ponta-direita foi Joel.  Em maio/1959, tendo retornado da Itália e jogando pelo Palmeiras/SP, Julinho é chamado, junto com Mané, para um amistoso contra a Inglaterra. Garrincha tinha chegado da Suécia, era unanimidade nacional. O torcedor era louco para vê-lo jogar. Julinho estava “voando baixo” no Palestra, mas não vestia a camisa canarinho desde 1954. Vicente Feola, o treinador, chamou Nilton Santos para dividir a decisão e saber com quem iniciava o jogo. Optaram por começar com Julinho e deixar Mané para “fazer o carnaval” no segundo tempo, com o English Team cansado. Quando o alto-falante anunciou Julinho na ponta-direita o que se ouviu foi uma sonora vaia de 120 mil vozes. Nelson Rodrigues assim narrou: “uma vaia pavorosa. A humilhação pública e cruel de um grande atleta”.

Julinho sentiu o nó na garganta. Não esperava essa recepção do povo brasileiro na sua volta a seleção nacional. Os demais jogadores, sentindo o momento difícil, levantaram a moral dele. Foi para o jogo, partiu para cima dos ingleses e aos 5min começou a calar o público ao abrir o placar. Aos 32min, deixou três ingleses “na saudade” e cruzou para Henrique entrar com bola e tudo. Durante o jogo, o ponta-direita fez outras tantas jogadas, empolgando o torcedor e fazendo esquecer aquele que era considerado “a alegria do povo”, que sequer entrou no jogo. Numa partida em que Pelé estava mal, Botelho saiu aplaudido de pé e foi escolhido o melhor em campo, naquela que foi considerada a maior partida da vida dele.

Na foto que ilustra a postagem, a capa da revista Manchete Esportiva em que Julinho, com a camisa 7 da seleção brasileira, comemora o seu gol. 

FICHA TÉCNICA:

Brasil 2 x 0 Inglaterra

Data: 13.05.1959

Local: Maracanã

Árbitro: Juan Brozzi (ARG)

Público: 117.230

Gols: Julinho (5’) e Henrique Frade (32’)

Brasil: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando Peçanha e Nilton Santos; Dino Sani e Didi; Julinho Botelho, Henrique Frade, Pelé e Canhoteiro. Técnico: Vicente Feola

Inglaterra: Alan Kopkinson; Donald Howe, James Armfield, Derek Clayton e Billy Wright; Ronald Flowers e Norman Deeley; Peter Broadbent, Bobby Charlton, John Haynes e Albert Douglas. Técnico: Walter Winterbotton

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: “Grandes Jogos do Maracanã (Roberto Assaf e Roger Garcia); A sombra das chuteiras imortais (Nelson Rodrigues)

*O conteúdo deste blog não representa necessariamente a opinião do portal.