Blog do Kolluna

Marinho Chagas humilha o goleiro tcheco

Marinho Chagas humilha o goleiro tcheco

Em julho/1977, o Fluminense rumou a Europa para disputar partidas amistosas na França e o tradicional Torneio Teresa Herrera, em La Coruña/ESP. Na estreia em Paris, uma boa partida com o PSG que terminou em 1x1, com gol e uma aula de bola de Marinho. Em Nice, a “Bruxa” jogou tênis com o prefeito da cidade e depois venceram o Olympique, por 2x1, gols de Marinho e Doval. Por último, o Ajaccio foi goleado por 5x2. Seguiram para a Espanha e, em pleno verão europeu, estrearam no torneio vencendo o Feyenoord/HOL por 2x0, gols de Luiz Carlos e Doval. Credenciados à final, enfrentaram o Dukla de Praga, com seis integrantes da seleção da Tchecolosváquia, campeã europeia no ano anterior e que havia eliminado o Real Madri. Outro passeio tricolor. Luiz Carlos abriu o placar, Doval fez o segundo, Zezé o terceiro. O Dukla fez o seu de honra, de pênalti. Então o espetáculo virou show de humor. Kleber foi derrubado na área, pênalti para o Flu. Marinho se habilita para cobrar. Correu para a bola e, fez a paradinha, enquanto o goleiro se jogava num canto. Com calma, o lateral fez que ia cobrar o lado oposto, e o goleiro, numa grande recuperação, levantou-se o pulou como um gato na outra direção. Marinho novamente brecou e tocou mansa para o lado inteiramente livre.  O juiz anulou, enquanto o estádio era só sorriso. Marinho ajeita a bola outra vez, corre para a bola e na hora de chutar, chuta o ar e faz um giro sobre ele mesmo, deixando o goleiro incrédulo e estático, e ao fazer 360 graus, toca para o gol. Novos risos e nova anulação do gol. O goleiro, então, passou a xingar a “Bruxa” em sua língua natal, o que fez Marinho, na terceira cobrança, chutar um foguete, sem que o arqueiro esboçasse reação. Fluminense 4x1, campeão do Teresa Herrera/1977, com uma exibição de gala da máquina tricolor.

Na foto que ilustra a postagem, o Fluminense de 1977. Em pé: Wendell, Miranda, Miguel, Edinho, Pintinho e Marinho. Agachados: Luiz Carlos, Doval, Rivelino, Rubens Galaxie e Zezé.

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: “O Maquinista” (Marcos Eduardo Neves); “A Bruxa e as vidas de Marinho Chagas (Luan Xavier)

Oswaldo Brandão justifica a barração de Raul

Oswaldo Brandão justifica a barração de Raul

Para a disputa da Copa América de 1975 - que não era jogada nos moldes atuais, mas ainda com jogos de ida e volta -, a velha Confederação Brasileira de Desportos montou uma seleção formada por jogadores de clubes de Minas Gerais, contando com o goleiro Raul, o lateral Nelinho, o tricampeão mundial Wilson Piazza, o atacante Palhinha e o experiente Dirceu Lopes, mais os reforços de Luis Pereira, zagueiro do Palmeiras; Amaral, zagueiro do Guarani de Campinas; o meia Geraldo, do Flamengo, e o atacante Roberto “Dinamite”, do Vasco. O técnico era Oswaldo Brandão.

Na primeira fase, quatro vitórias da seleção mineira/nacional contra Argentina (2x1 e 1x0, Mineirão e Rosário) e Venezuela (4x0 e 6x0, Caracas e Mineirão).

Na segunda fase, o Brasil enfrentou o Peru, com o primeiro jogo no Mineirão. O dia foi feliz para a seleção de Cubillas, Oblitas e Chumpitaz que venceu o jogo por 3x1. Em contraponto, Raul fez aquela que talvez tenha sido sua partida mais desastrosa com a camisa da seleção, tendo falhado nos três gols peruanos.

Para o jogo em Lima/Peru, Oswaldo Brandão convocou o Waldir Peres, goleiro do São Paulo. Raul sentiu que havia perdido a condição de titular, mas, como bom profissional, se manteve lúcido e acompanhou o grupo sem demonstrar insatisfação.

Na véspera do jogo, após o jantar no próprio hotel onde estava hospedada a seleção, o goleiro Raul estava no quarto quando chegou o massagista Nocaute Jack com o seguinte recado: “Raul, Seu Brandão quer falar com você lá no quarto dele”.

Raul seguiu até lá com a certeza de que levaria uma bronca e a comunicação de que estaria barrado.

Ao chegar, foi recebido com simpatia pelo treinador que fecha a porta e pega uma garrafa de whisky escocês e dois copos. Brandão era, reconhecidamente, um apreciador de um puro malte sem gelo. O goleiro agradeceu a oferta, mas o treinador foi taxativo: “Deixa disso, o chefe aqui sou eu, não tem problema, você é um bom rapaz”.

A bebida foi sendo consumida enquanto a noite passava e a conversa seguia entre os dois sobre vários assuntos, como duas pessoas inteligentes e cultas. O amanhã, que era o dia do jogo, estava aparentemente esquecido.

Após algum tempo, Raul preocupado com o dia seguinte, já pensava que toda aquela cena servia para distraí-lo, fez menção de despedir-se do treinador e seguir ao seu quarto para o descanso. Agradeceu as generosas doses da bebida e o bom papo, apertaram as mãos, trocaram um abraço e dirigiu-se para a porta. Ao abrir maçaneta, ouviu o treinador falar com sua voz de trovão:

“Meu goleiro, você bebeu a noite inteira. Assim não tem condição. Quem joga amanhã é o Waldir”. E deu um breve aceno com a cabeça.

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: “Histórias de um goleiro” (Raul Plassman e Renato Nogueira); https://youtu.be/2E35CvR10Mc.

1981: Flamengo x Napoli. Um show na TV

1981: Flamengo x Napoli. Um show na TV

Quando se fala na transferência de Zico para o futebol italiano, em 1983, se tem em mente a performance do “Galinho” na Copa do Mundo/1982, notadamente contra os próprios italianos. Mas, o que fez abrir as portas do calcio para o camisa 10 da Gávea, na verdade, foi o Torneio Quadrangular de Nápoles, jogado de 12 a 14.06.1981, quando, em 48 horas, o Flamengo goleou o Avellino e o Napoli por 5x1 e 5x0, respectivamente, conquistando o troféu Sport Sud, recebendo a cota de 60 mil dólares e deixando a excelente impressão nas duas exibições no torneio.

Contra o Avellino, Zico deixou o gol dele. Na partida final, contra o Napoli, jogada no excelente gramado do Estádio San Paolo, a categoria dos jogadores do Flamengo e a obediência tática de Nunes, que não desgrudou do holandês Ruud Kroll impedindo as jogadas de saída de bola do time italiano, contribuíram com a derrota sem precedentes para a torcida Partenopei.

Nunes, em sua biografia, diz em tom de gracejo:

“Na preleção, estava todo mundo preocupado com esse Kroll. Deixa esse cabra comigo, falei, ele não vai jogar. Nem eu, nem ele”.  

O Nápoli era o 3º colocado no campeonato italiano (terminou a temporada em 4º lugar atrás de Juventus, Fiorentina e Roma) e a exibição do Flamengo, goleando impiedosamente o adversário, em sua casa, com um 3x0 somente na primeira etapa, fez com que a imprensa local colocasse o segundo tempo do jogo na grade de programação da TV, a fim de que a Itália exaltasse o futebol jogado pela equipe carioca.  A magistral vitória, sob a regência de Zico, autor de três gols, abriu os olhos dos dirigentes italianos para o craque brasileiro. 

Ao fim da partida, o árbitro Reginni de Pizza dirigiu-se ao vestiário rubro-negro com a bola do jogo para ser autografada pela equipe brasileira.    

O Flamengo, neste jogo, ainda estava preparando o time quer viria ser campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes naquele ano e jogou com: Cantarelli, Leandro, Rondinelli, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Chiquinho, Nunes e Baroninho. 

Ilustrando a postagem o cumprimento dos capitães de Zico e Ruud Kroll antes da partida.

 Créditos de informações e imagens para criação do texto: Jornal dos Sports; “Nunes, o artilheiro das decisões” (Marcos Eduardo Neves)

1974: O drama do seletivo que dividiu a cidade

1974: O drama do seletivo que dividiu a cidade

Em 1974, Natal estava, ainda, em lua de mel com o Castelão.  O América vinha de uma excelente participação no Nacional/1973. O ABC chegando da fantástica excursão à Europa/Ásia/África.

A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) acenou para a possibilidade de o Estado ter dois representantes no Nacional/1974. Os clubes fizeram investimentos, reforçaram seus plantéis, se preparavam para a batalha, que é disputar um campeonato nacional, quando a CBD voltou atrás propondo um seletivo, com uma melhor de três e o vencedor representaria o RN.

A marcha ré da CBD provocou uma revolta nas duas equipes.  As diretorias passaram a questionar aquela decisão junto a Federação Norte-rio-grandense de Desportos (FND), porta-voz da CBD.

O ABC, de forma mais incisiva, cobrou de João Machado e de Humberto Nesi, então presidente e vice da FND, a palavra que lhes foi dada em nome de João Havelange, presidente da CBD, de que o representante potiguar seria o campeão/1973. Os mandatários da FND, visivelmente constrangidos, foram ao Rio de Janeiro buscar uma solução nem que fosse salomônica, mas nada conseguiram.

A decisão estava tomada pela cúpula da cartolagem nacional e nada restaria aos dirigentes do futebol potiguar, senão acatar a proposição cruel da “melhor de três”.

Com ABC e América recém inseridos no contexto nacional, amizades construídas numa Natal ainda provinciana, repleta de nativos e com pouquíssimos oriundos de outros Estados, começavam a desmoronar em razão da paixão nacional: o futebol.

Bira Rocha, integrante da Junta Governativa do ABC, disse que a partir de então João Machado seria para ele um “inimigo cordial”.

Não havia mais volta. Decidido que a escolha do representante do RN seria por meio do seletivo. Sobre os ombros dos jogadores dos dois times, foi colocado o peso do mundo. Eles decidiriam. Como para todo ponto, tem um contraponto, uma torcida ia sorrir, a outra ia chorar. 

Na primeira partida, um insosso 0x0 garantiu que haveria mais dois jogos para definir o classificado. No segundo jogo, o América foi o senhor do espetáculo e começou a mostrar que um jogador estava em estado de graça: Washington. O resultado do jogo deixou a torcida alvinegra, então senhora do Castelão, desconfiada: 3x1 para o América.

Chegava o dia da decisão. O América jogando por um empate. O ABC tinha de vencer no tempo normal, para levar a partida à prorrogação. Se houvesse tempo extra, quem vencesse seria o classificado. Se fosse empate a vaga seria decidida nos pênaltis.

Um público superior a trinta mil pessoas se entusiasmava na geral, arquibancadas, numeradas e especiais do estádio. Nem mesmo as cabines de rádio poderiam ser consideradas como um espaço neutro. Os locutores denunciavam suas preferências cromáticas por meio de comentários mais entusiasmados ou com pitadas de veneno e acidez em suas frases.

Já as torcidas, bem, a festa inicial deu lugar ao nervosismo comum às decisões.

Com a bola rolando, Alberi abriu o placar, de pênalti, aos 8 minutos de jogo. O time alvinegro parecia mais coeso e disposto a dar o troco. Mas o predestinado Washington encontrou espaço entre a zaga e deixou mais uma vez a sua marca, empatando a partida ainda no primeiro tempo.

Na volta da segunda etapa, o lateral Anchieta deixou o ABC, mais uma vez, em vantagem, placar que perdurou até a etapa final.

A prorrogação iria decidir o destino das equipes. As torcidas já não estavam tão festivas assim. O ar de preocupação ronda os espaços destinados a “frasqueira” e a “galera”. As charangas, quase mudas, mal conseguem disfarçar os sons espremidos dos torcedores. O murmúrio dos terços, contados na mão do povo, é quase surdo.

O ABC vinha da excursão. O preparo físico não era o mesmo. Os americanos tinham um time jovem e cumpriram à risca a orientação do matreiro treinador Leônidas, que fez valer o preparo físico. Já nos minutos iniciais do tempo extra, dá mostras de otimismo ao seu torcedor. Aos 8 minutos, Ronaldinho cobrou um escanteio “de mangas curtas” para Ivan Silva que cruza aberto para a entrada da área, encontrando Davi que vinha na corrida e reeditou a parábola bíblica, derrubando o então gigante da Lagoa Nova e colocando de cabeça no fundo do gol do ABC.

Um time recheado de pratas da casa dava ao América a primeira grande alegria no novo estádio e a vaga para o campeonato nacional de 1974, há 46 anos.

Ilustrando a postagem, Washington, uma das peças fundamentais para o América conquistar a vaga naquela “guerra” que foi o seletivo.

 

FICHA TÉCNICA:

AMÉRICA 1x2 ABC (tempo normal)

AMÉRICA 1x0 ABC (prorrogação)

Data: 13.02.1974

Local: Castelão

Público: 31.250 pessoas

Renda: Cr$ 184.182,00 (cento e oitenta e quatro mil, cento e oitenta e dois cruzeiros)

Árbitro: Valquir Pimentel/RJ

Auxiliares: Luiz Meireles/RN e Afrânio Messias/RN. 

Gols: Alberi (8 min.) e Anchieta (50 min.) (ABC) e Washington (27 min.) (AME) (tempo normal); Davi (98 min.) (AME) (prorrogação).

AMÉRICA: Ubirajara; Ivan, Scala, Mario Braga e Cosme; Afonsinho e Romualdo; Davi, Washington (Ronaldinho), João Daniel e Gilson Porto (Santa Cruz). Técnico: Sebastião Leônidas.

Futebol x Automobilismo no Brasil

Futebol x Automobilismo no Brasil

Com a confirmação da chegada do jogador japonês Honda para o Botafogo, a coluna lembra que a ligação entre o futebol e o automobilismo no país é mais comum do que se pode imaginar.

Engana-se quem pensa que o Honda será o primeiro “Fórmula 1” a envergar a camisa de um time brasileiro e a jogar em gramados nacionais. O Flamengo teve um esforçado volante na equipe campeã brasileira de 2009: Williams. Lá no início dos anos 90, o Santos teve um centroavante que foi artilheiro do Campeonato Brasileiro/1991 e conhecido como Paulinho “McLaren”.

Forçando a barra em relação a F1, embora não seja jogador, mas agora temos uma equipe Red Bull também na primeira divisão do futebol brasileiro.

Saindo da Formula 1, mas ainda relacionado ao automobilismo, vamos ainda mais distante para trazer a lembrança do folclórico zagueiro Beto “Fuscão”, que jogou no Grêmio e Palmeiras e chegou a disputar 08 (oito) jogos pela seleção brasileira, entre 1976 e 1977. Na mesma época, o também zagueiro Luis Pereira (Palmeiras e Seleção Brasileira) era chamado por parte da imprensa esportiva por Luis “Chevrolet”, em face a sua velocidade e poder de recuperação.

Menos famoso que os demais, mas que também flutuou no futebol paulista nos anos 70 foi o ponta João Carlos “Motoca”, companheiro de Sócrates no Botafogo de Ribeirão Preto (não é automobilismo, mas cabe pelo ineditismo do apelido). 

Portanto, essa relação tão próxima entre nomes de escuderias, fabricantes de motores, marcas famosas de carros e jogadores de futebol mostra como os dois esportes possuem uma relação como paixões nacionais que são e têm Pelé e Ayrton Senna como ídolos e ícones no Brasil e no mundo.

A primeira Copa Pelé de Masters

A primeira Copa Pelé de Masters

Em maio/1984, o narrador esportivo Luciano do Valle começou a reunir craques de futebol aposentados numa seleção a realizar amistosos pelo Brasil. Teve o apoio da TV Bandeirantes, onde ele apresentava o programa “Show do Esporte” e que ocupava todo o domingo com as mais variadas modalidades. O Brasil inteiro “comprou” a ideia de assistir os velhos craques em ação, num momento em que a seleção principal estava em renovação e não proporcionava as alegrias que o povo brasileiro se acostumou a ter com o futebol. 

A seleção de craques (denominação inicial), depois chamada de seleção de seniors e por último de masters, esteve em Natal em maio/1986 e venceu o selecionado potiguar por 2x0.

Então, a fantasia do locutor transformou-se numa ousadia: reunir ex-jogadores de futebol dos cinco países então campeões do mundo e realizar a 1º Mundialito de Futebol Masters (Copa Pelé).

De 04 a 18 de janeiro de 1987, Brasil, Argentina, Uruguai, Itália e Alemanha Ocidental estavam representados por seus craques do passado, reunidos em São Paulo e Santos para jogar no Pacaembu e na Vila Belmiro, num torneio em que se enfrentariam em chave única e os dois melhores classificados fariam a final (resultados abaixo).

Pelé, então com 46 anos e que deu nome ao evento, participou da vitória inaugural contra a Itália e ensaiou uma bicicleta (foto da postagem), para delírio dos presentes e que fizeram coro do seu nome.

Após a fase preliminar, brasileiros e argentinos fizeram a finalíssima, com vitória dos hermanos por 1x0, gol do ponta-esquerda carequinha Oscar Más. 

Desfilaram sua categoria naquela Copa os seguintes talentos:

ALEMANHA OCIDENTAL: Kleff, Weber, Breitner, Fischer, Hölzenbein;

ARGENTINA: Buticce, Brindisi, Babington e Más;

ITALIA: Albertosi, Cuccureddu, Fachetti, Bonisegna, Altaffini Mazzola;

URUGUAI: Corbo, Ramon Silva, Yanes;

BRASIL: Goleiros: Ado e Renato; Laterais: Toninho “Baiano”, Eurico, Marco Antônio, Gilberto “Sorriso”; Zagueiros: Alfredo “Mostarda”, Djalma Dias; Meias: Clodoaldo, Teodoro, Chicão, Carpegianni, Rivelino, Dicá e Pelé; Atacantes: Cafuringa, Gil, Lola, Jairzinho, Dario, Edu e Romeu.

 

JOGOS

JOGO

DATA

SELEÇÃO 1

PLACAR

SELEÇÃO 2

01

04.01.1987

Brasil

3 x 0

Itália

02

04.01.1987

Alem. Ocidental

1 x 1

Argentina

03

07.01.1987

Brasil

0 x 0

Uruguai

04

07.01.1987

Alem. Ocidental

2 x 1

Itália

05

11.01.1987

Uruguai

2 x 1

Itália

06

11.01.1987

Argentina

3 x 1

Brasil

07

13.01.1987

Itália

2 x 1

Argentina

08

14.01.1987

Uruguai

2 x 0

Alem Ocidental

09

16.01.1987

Argentina

4 x 0

Uruguai

10

16.01.1987

Brasil

2 x 1

Alem. Ocidental

11

18.01.1987

Argentina

1 x 0

Brasil

 

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: Revista Placar, edição de janeiro/1987.

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Natal tem noite chuvosa com trovões e relâmpagos