13/04/2019 07:59

ABAV critica senadores do RN contrários a MP das aéreas: Absurdo e inadmissível

Fotos: Marcos Oliveira/Agência Senado

ABAV critica senadores do RN contrários a MP das aéreas: Absurdo e inadmissível

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens no Rio Grande do Norte (ABAV-RN) Abdon Gosson reagiu à decisão dos senadores pelo Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates (PT) e Zenaide Maia (Pros), de adiar a votação do relatório preliminar da Medida Provisória 863/2018, que pretende abrir o setor aéreo brasileiro ao capital estrangeiro.

“O adiamento da votação do relatório da medida provisória é um verdadeiro absurdo, isso é inadmissível por todos nós cidadãos brasileiros. Nós deveríamos sim pedir e implorar que todas as companhias aéreas mais diversas do mundo possam se instalar no nosso país”, criticou o presidente da ABAV-RN em entrevista ao Hora Extra da Notícia na 91.9 FM.

Segundo Abdon Gosson, o Brasil é o país onde se pratica as passagens aéreas mais caras do mundo, o que trava a economia e o turismo, que ele classifica como a maior indústria geradora de emprego do país e do mundo. “A única palavra que temos é essa: inaceitável, um verdadeiro absurdo o que estão fazendo com o turismo brasileiro, principalmente no momento em que a economia se encontra em dificuldade”, acrescenta.

A votação do relatório seria realizada na última terça-feira (09), mas foi adiada para ontem (11), após o pedido de vista dos dois senadores potiguares. A reunião de ontem, no entanto, também acabou não acontecendo. O presidente da comissão mista que analisa a MP no Senado, deputado Wellington Roberto (PR-PB) agendou o próximo encontro para terça-feira (16), às 14h30.

Os senadores Jean Paul Prates e Zenaide Maia são contrários à Medida Provisória do Executivo que abre o setor aéreo ao capital estrangeiro, hoje limitado em 20%. O texto revoga as exigências do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA - Lei 7.565, de 1986), que estabelece, como critérios para a exploração de serviços aéreos públicos, que a companhia tenha sede no Brasil, com direção exclusivamente brasileira e com 80% do capital social nacional.

O relator é o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que é a favor da medida e rejeitou todas as 21 emendas apresentadas ao texto.